Rússia apresenta oficialmente o jato comercial MC-21 (4)
O Primeiro-ministro da Federação Russa, Dmitry Medvedev, fala à platéia durante a apresentação do primeiro protótipo do jato comercial russo MC-21-300 / © Marina Lystseva

Conforme nós antecipamos na segunda-feira (6), a gigante estatal russa United Aircraft Corporation (UAC) realizou hoje (8) na Fábrica de Aviões em Irkutsk, localizada na Sibéria, a apresentação pública da nova aeronave comercial do grupo, o MC-21, num evento que contou com a presença de várias autoridades, incluindo o Primeiro-ministro da Federação Russa, Dmitry Medvedev.

O MC-21 é uma aeronave comercial a jato, bimotor, de fuselagem estreita (narrow-body) e corredor único, sendo desenvolvida pela Irkut Corporation e Yakovlev Design Bureau, ambas pertencentes à UAC. A variante apresentada hoje foi o MC-21-300, com capacidade para 160 a 211 passageiros, a depender da configuração adotada. Um segundo protótipo está em montagem final, devendo estar concluído no próximo mês de setembro.

Infográfico © United Aircraft Corporation
Infográfico / © United Aircraft Corporation

O voo inaugural do MC-21-300 está previso para ocorrer até o início de 2017, com a certificação do tipo prevista para 2018 e as primeiras entregas para 2019. A aeronave já conta com 175 pedidos firmes provenientes basicamente de cias aéreas da Rússia e Oriente Médio. Só a Aeroflot encomendou 50 unidades.

Propulsado por dois motores Pratt & Whitney PurePower® PW1400G-JM, e com uma extrutura que faz amplo uso de material compósito, o MC-21 irá competir no mesmo segmento que o Airbus A320 e Boeing 737, e suas variantes. O projeto tem sido executado com bastante otimismo e, segundo analistas, pode consolidar a Rússia como player global no mercado de aeronaves comerciais.

Opcionalmente, o MC-21 também será propulsado pelo motor russo ‘Aviadvigatel PD-14’, em desenvolvimento.

No momento, a UAC também está focada no desenvolvimento da variante MC-21-200, com capacidade para 130 a 165 passageiros, a depender da configuração adotada. Para o futuro, está previso o desenvolvimento da variante MC-21-400, com capacidade para até 240 passageiros.

O primeiro protótipo do MC-21-300 foi batizado em homenagem a Alexander Sergeyevich Yakovlev, um importante engenheiro aeronáutico soviético e fundador da the Yakovlev Design Bureau. Observar a inscrição em vermelho nas laterais do nariz da aeronave.

Segue abaixo o vídeo completo da cerimônia de apresentação do MC-21-300. Para que quiser assistir apenas as imagens da aeronave em si, favor adiantar para a posição de 11m30s.

divider 1FONTE: UAC – United Aircraft Corporation

EDIÇÃO: Cavok

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35 COMENTÁRIOS

  1. As apresentações de aeronaves hoje em dia estão sendo espetaculos visuais.
    belissima aeronave.

  2. Belíssimo ! Acho que esse deve ser o primeiro jato russo que de cara ja foi propulsado por turbinas não russas ! Vamos torcer pra que consolide os russos como player global no mercado civil ! Abraço Edu !

    • Detectando?
      Que exagero… o submarino passou emerso, na cara de todo mundo, em retorno para sua base. Estranho seria se eles não vissem.

      • Não falo inglês fluente mas isso significa que ele foi detectado antes não?
        "It is understood that the submarine, Stary Oskol, was first detected in the North Sea where Nato forces are monitoring the waters."

        fonte http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/ru

        ps* Eu errei, dá um desconto, entendi de primeira que o sub foi detectado no canal e não que ja era "acompanhado" desde o mar do norte, depois eu li com mais calma e entendi.

        • Mesmo no Mar do Norte, o submarino não estava ali escondido, já que os exercícios realizados foram previamente anunciados. Ocorre que a a imprensa sensacionalista quis transformar o evento em um incidente internacional.

          Pura bobagem.

          • sensacionalista e pouco, olha so o submarino esse monstrinho e praticamente indetectavel e tanto que a NATO e EUA chama os subs russso`s de “buracos negros“, provavelmente o sub e a fragata estavam mantendo contato, esses exercicios são quase sempre avisados com semanas de antecedencia.

  3. Mas que avião elegante! Talvez o Irã seja o destino de um bom numero destes.

    • Curiosidade…
      O Falcon 8X poderia voar monomotor, na improvável hipótese de falha em dois motores simultaneamente?

      • também gostaria de saber kkkk
        De uma coisa eu sei, a manutenção deve ser os olhos da cara ahaha

  4. Interessante que os motores Pratt & Whitney PurePower dos E2 da EMBRAER (PW1700G no E175-E2 e PW1900G no E190-E2 e E195-E2) não são mais potentes que esses do MC-21-300?

  5. Que ano está sendo 2016 para a aviação civil… São tantas novidades! Só temo que nem todas vão conseguir o sucesso esperado, acredito que as empresas de mais tradição estarão sempre a frente das demais.

  6. CityJet recebe o primeiro Sukhoi SuperJet dos 12 encomendados para substituir os RJ85.
    Para a Sukhoi será bom ter seu produto voando para França, Alemanha e Itália a partir de Londres.
    Será uma boa vitrine para russos que apresentaram o MC-21 e precisam mostrar que produto de seu país é competitivo no mercado ocidental.
    http://airwaysnews.com/blog/wp-content/uploads/20

  7. Desculpa a ignorância, mas prefiro pergunta do que não aprender. Essas certificações exigidas para as aeronaves são feitas de que maneira no Brasil? E por que órgão? Por exemplo a aeronave para ser certificada tem que passar por algum teste no Brasil ou o fabricante envia relatórios ao órgão responsável?

  8. Creio que um grande entrave das aeronaves russas no ocidente fossem os propulsores. Quem sabe esse produto eleve a Russia ao patamar de cima em termos de aeronaves civis. Bela aeronave.

  9. Brasileiro1, o maior entrave é o medo da linha de suprimento.
    Quando liberaram as empresas russas para usar os Boeing e Airbus, algumas disseram publicamente que não tinha comparação o bom atendimento ao cliente dos europeus e americanos em contraste com o deficitário atendimento russo.
    A empresa Armavia da Arménia chegou a devolver os primeiros Superjet recebidos, dizendo que não tinha comparacão com o Airbus A319 de sua frota.
    A russia prometeu melhorar e está conseguindo, a InterJet mexicana não reclamou e comprou mais aviões russos SuperJet, declarou ter disponibilidade de 99,7% em jul/2014.
    As empresas ocidentais vão ficar de olho na Interjet mexicana e CityJet irlandesa, se a Russia fracassar no atendimento aos clientes pode esquecer suas exportações de aviões comerciais.

    • São vários os entraves WRStrobel, esse assinalado por você creio também ser um dos mais relevantes e quem quiser concorrer com Boeing e Airbus, deve sim equacionar os problemas de pós venda. Usar motorização ocidental deverá ser um forte apelo comercial para abocanhar clientes para além da área de influência russa.

  10. A aposta deve ser o mercado interno pois no mercado internacional não vislumbro muita possibilidade de sucesso visto que o aparelho russo compete de frente com o jato mais vendido nos últimos 10 anos (A-320 e família) e com o jato comercial mais produzido de todos os tempos (737), agora em suas novas versões (NEo e MAX), ambos com uma sólida carteira de encomendas e de usuários e uma incomparável base de manutenção e suprimentos já absolutamente consolidada.

    • Literalmente o comprador está trocando o certo pelo duvidoso.
      Tem que ser muito mais barato pra alguém arriscar com esse jato russo.

      • Por isso é tão importante pequenos passos como a venda russa para a empresa mexicana e irlandesa.
        Lembro nos anos 90 de uma reportagen sobre a entrada do EMB-120 Brasília nos EUA, havia um preconceito e os passageiro ficavam surpresos quando sabiam que o avião era brasileiro.

        • A própria Bombardier, assim que a Embraer lançou a linha Legacy, afirmou que ninguém compraria os jatos fabricados na floresta….

          • Pessoal, uma coisa é uma coisa. E outra coisa é outra coisa! A EMBRAER seguiu um caminho firme até chegar onde está. Começou com os Bandeirantes, que quando entrou no mercado ocupou um nicho praticamente inexplorado, aqui e nos EUA, que era a substituição cansados DC-3 remanescentes. Quando lançou o EMB-120 Brasília ela já estava razoavelmente consolidada como fabricante de aeronaves regionais, tanto que o mesmo conseguiu competir com o Saab SF-340. Quando lançou o ERJ-145 ela era recém privatizada e inovou ao abrir o mercado de jatos de 45-50 lugares com um produto novo e não um derivado de um jato executivo. Seguindo a mesma filosofia, ela dominou o mercado dos jatos de 70-120 lugares com os E-jets.

            Como se vê, ela seguiu um caminho lógico, e não se aventurou de cara no mercado mais disputado de todos como querem fazer os russos.

            • A Russia não está se aventurando, ela está lançando o substituto para os mais de 1000 Tu-154 e Tu-204, dos quais muitos ainda voam.
              As vendas serão difíceis, cliente a cliente, mas será um projeto que pagará seus investimentos.
              Não vão acontecer vendas gigantes como a maior do mundo com 38 A320-200, 118 A320Neo e 65 A321Neo para a Lions Air da Indonésia em 2013 por USD 24 Bi.
              Ou a segunda maior venda da história da aviação comercial em 2011 de 71 Boeing 737-900 e 201 Boeing 737Max, tambem para a Lion Air da Indonésia por USD22Bi.

              • A Russia não está se aventurando, ela está lançando o substituto para os mais de 1000 Tu-154 e Tu-204, dos quais muitos ainda voam. As vendas serão difíceis, cliente a cliente, mas será um projeto que pagará seus investimentos.

                É exatamente isso aí, WRStrobel. O fato do MC-21 concorrer no mesmo segmento que o B737 e A320 torna as coisas complicadas, mas a Rússia não tem pretensões de desbancar a Boeing ou Airbus. Apenas o fato deles posicionarem o seu equipamento no mesmo segmento já é uma vitória, haja vista trata-se de um mercado muito competitivo. Quanto às vendas, se a aeronave se mostrar tão boa como tem sido divulgado, elas virão, devagar, mas virão. O importante é pagar o projeto, qualquer coisa acima disso eles já estarão lucrando.

  11. Por que MC? Essa é uma nova nomeclatura da UAC? Não vai ter mais Tupolevs etc…?

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