O avião Lockheed ER-2 da NASA, visto no sábado no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife. (Foto: Newman Homrich / Cavok)
O avião Lockheed ER-2 da NASA, visto no sábado no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife. (Foto: Newman Homrich / Cavok)

Na sexta-feira, dia 30 de setembro, a aeronave de pesquisa Lockheed ER-2 do Armstrong Flight Research Center da NASA fez uma nova escala técnica no Recife, Pernambuco, após um período de pouco mais de um mês de pesquisas em Walvis Bay, na Namíbia. O Cavok Brasil, através do seu amigo e colaborador Newman Homrich, esteve presente no aeroporto, e registrou a chegado e a partida do icônico avião. A primeira passagem do ER-2 foi no dia 23 de agosto.

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O ER-2 se preparando para decolar em Recife, na manhã do dia 3 de outubro. (Fotos: Newman Homrich / Cavok)
O ER-2 se preparando para decolar em Recife, na manhã do dia 3 de outubro. (Fotos: Newman Homrich / Cavok)

A capital pernambucana Recife foi escolhida pela tripulação da NASA pois já tinha os equipamentos de apoio disponíveis no Aeroporto Internacional dos Guararapes. O ER-2 pousou logo depois do meio-dia do dia 30, e decolou hoje de manhã em direção ao Estados Unidos, chegando no final da tarde na Geórgia. O voo da África para a Recife demorou quase 12 horas.

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O piloto Greg Nelson, com seu traje de "astronauta". (Foto: Newman Homrich / Cavok)
O piloto Greg Nelson, com seu traje de “astronauta”. (Foto: Newman Homrich / Cavok)

A bordo da aeronave estava o piloto Greg Nelson, da NASA, responsável pelos voos de pesquisa na estratosfera, onde precisa voar o ER-2 com um traje de voo que lembra um pouco o de um astronauta, e que pesa quase 17 quilos, comprometendo um pouco a mobilidade, devido a cinco camadas de tecidos para proteger o piloto na altitude de quase 70 mil pés durante o voo cruzeiro. “É muito bom poder sentir o sangue circular de novo pelas pernas”, falou logo após descer da aeronave, com a ajuda da equipe.

A aeronave chegando no espaço aéreo dos EUA hoje, numa altitude de 70 mil pés.
A aeronave chegando no espaço aéreo dos EUA hoje, numa altitude de 70 mil pés.

O ER-2 realizou uma pesquisa chamada Oracles na estratosfera, uma das camadas da atmosfera situada entre 11 km e 50 km de altitude. “Ela é a única aeronave que consegue fazer essa coleta de dados nessa altitude. É preciso usar o uniforme para manter a pressão corporal, evitando que o líquido do nosso corpo não vire gás. Caso contrário morreríamos”, explica o piloto de pesquisa Dean Neeley, que guia o avião no trecho Recife-Geórgia.

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Decolagem do ER-2 em Recife. (Foto: Newman Homrich / Cavok)
Decolagem do ER-2 em Recife. (Foto: Newman Homrich / Cavok)

A missão Oracles, realizada na costa da Namíbia, analisa as pequenas partículas da fumaça de queimadas terrestres que se misturam às nuvens. Quando na atmosfera, elas são determinantes no aquecimento ou resfriamento do ar e água do planeta. Para saber mais, explicamos sobre a pesquisa aqui no Cavok.

“O piloto não consegue sentir cheiros, comer, ouvir. Ele também enxerga e se mexe pouco”, relata o engenheiro técnico Ryan Ragsdale, que realizou palestras para alunos de escolas pernambucanas durante o final de semana.

A felicidade estampada no rosto do amigo Newman Homrich, com o ER-2 ao fundo.
A felicidade estampada no rosto do amigo Newman Homrich, com o ER-2 ao fundo.

Nota do Editor: Agradecemos ao amigo Newman Homrich por ceder as belas imagens do ER-2 pela sua rara passagem no Brasil.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Que missão de espionagem, hein! Foi quase um "Portões Abertos"!

    Teve palestra pra criançada, fotos dos entusiastas, piloto mostrando a CARA e o NOME (sem medinho de ser assassinado pelos espiões inimigos), filmagem da cabine, etc

    Tenho dó dos que preferiram a ojeriza a curtir, aproveitar e debater o momento.

  2. Legal.. interessantes os detalhes. As "rodinhas" de apoio parecem de brinquedo…

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