Steven Udvar-Hazy, Presidente Executivo do Conselho da Air Lease Corporation (ALC), uma empresa de leasing de aeronaves com 15 aeronaves Boeing 737 MAX à sua disposição e mais 135 encomendadas, disse sem rodeios o que o fabricante deveria fazer com a marca MAX durante um conferência em Dublin em 20 de janeiro de 2020.

“Pedimos à Boeing que se livrasse dessa palavra MAX. Acho que a palavra MAX deve constar nos livros de história como um nome ruim para uma aeronave”, disse Hazy. “A marca MAX está danificada e realmente não há razão para manter isso.”

Sem fim à vista para o aterramento do jato problemático, a situação parece piorar para a Boeing, pois Hazy compartilhou um sentimento que o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump expressou em abril de 2019.

O buraco da Boeing na crise do 737 MAX está aumentando: reportagem de 17 de janeiro de 2020 revelou que o fabricante encontrou um novo problema de software com os computadores de controle de voo a bordo da aeronave. O problema está relacionado às funções de monitoramento do jato, pois um dos monitores do sistema não ligou corretamente e não se comunicou com o segundo computador de controle de vôo.

Anteriormente, no início de janeiro de 2020, os reguladores encontraram outros problemas nos sistemas de fiação da aeronave que controlam o estabilizador horizontal do jato. Potencialmente, os fios podem entrar em curto-circuito, fazendo com que os pilotos percam o controle da aeronave.

As companhias aéreas emitiram previsões sombrias na data de retorno ao serviço da aeronave em terra: American Airlines, Southwest Airlines e United Airlines indicam que esperam que o 737 MAX voe comercialmente apenas em junho de 2020. Se os cronogramas provisórios estiverem corretos, O 737 MAX ficaria no chão por mais de um ano, uma vez que as autoridades da aviação em todo o mundo o proibiram de transportar passageiros após o acidente do voo ET302 da Ethiopian Airlines nas primeiras horas da manhã de 10 de março de 2019.

Enquanto isso, para a Boeing, 2019 está parecendo um ano que precisa ser esquecido: com o menor número de pedidos e entregas e uma marca danificada de sua aeronave, a fabricante está olhando para seguir em frente, incluindo uma mudança no comando da empresa.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Sei que há no blog um grande número de americanófilos, muitos inclusive fãs incontestes da Boeing, porém, inevitável questionar se de fato foi mesmo um "negocião" a EMBRAER ter se associado a Boeing. O nome de quem "colará" em quem? O quase imaculado da EMBRAER na Boeing ou a "zica", que esperemos momentânea, desta naquela?
    O futuro responderá, mas este, como se sabe, é sempre repleto de incertezas.

  2. A única coisa que pode acontecer se a Boeing resolver fazer esta coisa PRIMÁRIA de colocar o MAX para debaixo do tapete (e renomear seus "novos" refurbished jets) é que ao invés de no futuro eu procurar evitar viajar em aeronaves 737 MAX , na dúvida, evitarei voar em qualquer tipo de 737…

    Se houver uma alternativa usando o Airbus é esta que vou priorizar nas minhas viagens…

    E não serei o único…

  3. Vai surgir dessa devassa no projeto um avião super seguro.
    Porém, o registro histórico será da cagada de engenharia que fizeram.

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