Primeiro caça Rafale da Índia deve ser entregue na França em breve. (Imagem meramente ilustrativa)

Autoridades indianas de alto escalão devem receber em 8 de outubro o primeiro dos 36 caças Dassault Rafale que o país encomendou em setembro de 2016 para a Força Aérea Indiana (IAF) por US$ 8,71 bilhões.

Fontes oficiais disseram que o Ministro da Defesa indiano Rajnath Singh deve viajar para a França com o Ministério da Defesa e pessoal da IAF para receber a aeronave nas instalações da Dassault em Bordeaux-Mérignac.

Entretanto, espera-se que o caça multi-missão chegue à Índia por volta de abril e maio de 2020, como parte de um primeiro lote de quatro Rafales que farão um voo de translado para a Estação da Força Aérea de Ambala (AFS) para indução ao esquadrão 17 ‘Golden Arrow‘ da IAF.

Anteriormente, fontes da IAF haviam dito à imprensa indiana que o primeiro caça seria formalmente entregue em 20 de setembro.


FONTE: IHS Jane’s

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18 COMENTÁRIOS

  1. Só para referência histórica, Lula decidiu-se anunciar o início da negociação para comprar o Rafale em 10 setembro de 2009.

    Mas a sua intenção não se concretizou.
    Se não tivesse havido a resistência tenaz do brigadeiro nipônico, em oposição, talvez os Rafales brasileiros (se adquiridos aquele tempo) tivessem chegado aqui para operar na FAB, num cronograma similar para compra das mesmas 36 unidades indianas, por volta de 2012/2013…

    Mas vamos esperar pelo Gripen E até 2020…

    Quase uma década de atraso… Por obra do Brigadeiro Saito…

    • US$ 8,2 bilhões e um custo operacional 3x maior que o do Gripen é o que custaria a negociação entre o presidiário e seu "parça" Sarkozy, aquele que se reelegeu com grana do ditador terrorista Gaddafi.

      Sem a participação da EMB DS na montagem dos caças e sem a versatilidade do Gripen de poder usar armamentos de fornecedores diversos.

      E a história já mostrou diversas vezes que ficar refém de equipamentos franceses é a maior roubada, e que eles tem o hábito de exigirem até as alma$$ dos clientes para efetuarem modernizaç?es.

      Portanto neste nosso caso, prazo de entrega é bem menos importante que outros fatores que os PROFISSIONAIS DA FAB, aqueles que conhecem de verdade sobre o assunto julgaram mais importantes.

      Obrigado Brigadeiro Saito por nos livrar de mais um descalabro movido a pixuleco que seria levado a cabo pela OrCrim.

      • Olá, Paulo.
        Não sei qual é a fonte das suas informações sobre a oferta do Rafale e custos de operação/modernização, mas elas não condizem com a realidade.
        Abraço,
        Justin

        • Peço-lhe então que compartilhe o que seria a realidade, pois na época o que foi divulgado é que cada Rafale sairia por US$ 120 milhões, sem armamentos, suporte e ToT. Com estas coisas iria aos 8,2 bi.
          Posteriormente, quando a preferência de compra anunciada pelo presidiário foi rechaçada, os franceses disseram que baixariam o preço de forma que o Brasil compraria dois Rafale pelo preço de um concorrente, acredite nesta lorota quem quiser.

          Sobre os custos de operação, existem diversas reportagens de sites e blogs confiáveis divulgando os números, basta pesquisar.

          E sobre a tendência da Dassault a cobrar absurdamente caro por modernizações, tomo como exemplos recentes os absurdos valores cobrados da Índia e de Taiwan para modernizar seus Mirage 2000:

          http://www.cavok.com.br/blog/india-deve-fechar-pr
          https://www.cavok.com.br/blog/taiwan-nao-planeja-

          Porém caso você tenha dados confiáveis que demonstrem uma realidade diferente, fico no aguardo.

          • Olá, Paulo.
            Eu trabalhei no time que ofertou o Rafale no Brasil e também tive larga experiência na operação e manutenção do Mirage em Anápolis. É evidente que, por esse motivo, não tenho direito de expor dados oficiais no fórum. Apenas sugiro que se evite tirar conclusões definitivas ou abrangentes originadas de dados que são publicados em fóruns da internet e mesmo na imprensa formal.
            Abraço,
            Justin

          • Só do Cavok não vale. Cite outros sites. E como vai o Brigadeiro Saito? Fiquei sabendo que você não sai da cozinha dele, ele ti passou todas esses chutes em primeira mão.

    • Pelos custos operacionais o Rafale seria mais uma aeronave "rainha do hangar"

    • E a visão etílico estratégica do presidiário, além de violentar os cofres públicos, nos colocaria totalmente a mercê da França.

  2. Contagem regressiva para os indianos enfiar o primeiro em alguma montanha…

    • Sei que pode não se até adequado dizer isso, mas realmente quanto tempo uma joia dessas vai durar nas mãos dos trapalhões da India??? Apenas uma questão de tempo…

  3. Meu caro Gilberto, os fatos nao lhe dao razao alguma senao vejamos:

    Conforme já foi extensivamente demonstrado aqui o custo de aquisicao e operacao do Rafale são altamente proibitivos sendo que atualmente a Dassault através do governo frances tenta sem sucesso levar a cabo uma campanha contra o F-35 na Europa pois atualmente o caça da Lockheed Martin já é mais barato de comprar e manter, com a vantagem de ser mais moderno e principalmente muito mais capaz além de colocar o seus usuários no seleto clube dos que possuem um vetor de quinta geração;

    Não bastassem os altos custos de aquisição e operação o Rafale ainda peca por poder usar apenas armas de procedencia francesa ou seja, para ter o seu vetor minimamente equipado o usuário simplesmente terá de abrir mão do seu arsenal existente e efetuar novas compras junto ás empresas francesas. O absurdo é tão grande que armas amplamente difundidas no mundo como é o caso dos AAMs AIM-9 Sidewinder e AIM-120 AMRAAM assim como os mísseis ar-superfície AGM-65 Maverick, AGM-84 Harpoon além das JDAM simplesmente não se encontram integradas ao caça ao contrário do Gripen, que permitirá a FAB usar nele as armas que possui e que eventualmente quiser usar lembrando que o A-Darter, futuro AAM de curto alcance da FAB, já está integrado no Gripen;

    E já que voce adentrou no campo da política, insta lembrar que se hoje temos um mandatário de visão turva e fala grotesca isso se deve unicamente ao trato etílico do antecessor, que iniciou a depredação institucional que desembocou no caos atual

  4. Gosto do Gripen.
    Acho uma solução muito interessante e adequada ao Brasil.
    Apesar de que, pela falta de uma escala industrial no padrão de uma Boeing ou Dassault da vida, a SAAB deixa muito a desejar no cronograma de produção/testes/entrega..
    Mas essa conversa de que, caso a escolha fosse Rafale, SH ou qualquer outro, quebraria o Brasil, não teríamos condições de operar etc, etc.. É no minimo muito distorcida.
    O que acontece é que o assunto Forças Armadas não dá nenhum voto, e não temos ameaças externas iminentes.
    Não falta dinheiro, o que sempre faltou ao longo desses anos foi vontade politica e uma gestão decente da verba pública.
    Não acredito que um país do tamanho do Brasil em todos os sentidos, não teria condições de manter um punhado de aviões de caça, fossem eles qual fossem.
    Se isso fosse verdade, seria melhor aceitarmos então a condição de subalternos incapazes e "terceirizarmos" nossa defesa a OTAN.. Como os países bálticos.
    Gostaria de ver em um futuro próximo um caça 5°G ou 6°G(?) nacional, seria o ideal.. Mas paciência.. Por hora estaremos muito bem servidos com os Gripens pelo menos pelos próximos 15/20 anos.

  5. Gentileza ao me citar responder a um comentário meu.

    É impossível o Rafale ter o mesmo custo que um Gripen pelo simples fato de ser bimotor.

    Eu já te expliquei que o governo não tem que financiar nada. O contrato é por preço fechado. A Saab é a contratada principal e vai repassar a Embraer o que lhe é de direito.

  6. Finalmente veremos o Ráfaga em combate — primeiro, contra a manutenção da HAL, depois, cara a cara com os F-16 do Paquistão.

    E não será somente embate avião-avião (radares) — onde um capta o outro primeiro e o ouvinte do RWR afrouxa e se evade — , mas de mísseis, pois não se vislumbra comprar um bicho desses para exibições contra o Irã, como no Oriente Médio, e sim para tentar mandar o outro para o chão…

  7. Sobre a velha questão do FX2, se o Rafale era a melhor escolha ou não:
    PRÓS.
    – O Rafale é melhor que o Gripen tecnicamente falando e não precisa ser um entusiasta assíduo pra saber
    – O Rafale é operacional a muito tempo e testado em combate, coisa que o Gripen….
    – O Rafale atendia as exigências de custo e ToT, isso não é o que eu acho, se foi finalista é porque atendia aos requisitos.

    CONTRA.
    – O Rafale usa armas caríssimas (chega ser sem noção de tão caro), comprar o Rafale é ser refém dos franceses.

    ps* Ah mas você não mencionou o custo maior de operação, é claro que é maior, ele é melhor, se você enxergar bem vai ver dois motores, mas é um custo muito maior que o do Gripen? Não sei, mas aposto que o custo do Gripen é maior que o do F16 block60+
    Em qual cenário eu sou a favor do Gripen br, num cenário onde o Gripen substituiria os forevis5, mais de 60 unidades

  8. O Brasil optou por operar o F-5 por um motivo simples: fácil e barato de operar.
    Não adiantaria vir com F-35, Rafale, Typhoon, SU-30MKKKBR… a FAB simplesmente não tem dinheiro para operar esses vetores. Então ou teríamos F-16, provavelmente usados, ou o Gripen que veio em versão bastante compatível em termos de capacidades com os acima citados.
    Claramente, estamos pagando sobrepreço graças à praga que assolou o país por 13 anos, mas a operação se dará por 30, 40 anos.

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