Um caça Sukhoi Su-30MKI da Força Aérea indiana caiu hoje. Os dois tripulantes conseguiram ejetar em segurança. É o terceiro acidente em um mês.

O avião caiu na vila de Wavi-Tushi por volta das 11h (horário local) desta quarta-feira (27). Os pilotos passam bem e foram levados para cuidados médicos.

O modelo foi produzido sob licença pela HAL (Hindustan Aeronautics Limited) e estava sendo testado antes da entrega.

Acredita-se que a causa do acidente foi uma falha técnica, embora só possa ser confirmada após as investigações.

Este é o primeiro acidente do lote produzido na Divisão de Fabricação de Aeronaves na HAL Nashik este ano. “Normalmente são fabricadas cerca de 12 aeronaves para um novo esquadrão e cada aeronave, que vale mais de 300 milhões de rupias, tem um ciclo de fabricação de cerca de 3 anos“, disse uma fonte.

Esta aeronave em particular havia completado vários vôos e estava prestes a ser entregue para a IAF“. Antes da entrega, as aeronaves novas são pilotadas por pilotos da HAL ou por pilotos da IAF sob supervisão da HAL.

O acidente de hoje eleva para três as aeronaves perdidas em menos de 30 dias.

No dia 8 de junho, um Jaguar sofreu um pequeno acidente quando surgiram dificuldades técnicas durante o pouso.

Caça Sukhoi Su-30MKI da Força Aérea da Índia.

No dia 5 de junho, um Comodoro da Força Aérea tragicamente perdeu a vida quando o Jaguar que ele estava pilotando caiu logo após a decolagem.

Antes desses dois acidentes sucessivos com o Jaguar, um um helicóptero Cheetah da IAF precisou realizar um pouso de emergência na Caxemira no dia 23 de maio.

O Sukhoi Su-30 é o principal avião da IAF, sua primeira linha de defesa. Fabricado pela HAL sob licença, os primeiros aviões foram entregues no final dos anos 90. Desde então, seis aparelhos foram perdidos. As investigações revelaram principalmente falhas técnicas.


FONTE: First Post

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9 COMENTÁRIOS

  1. Se continuar assim, ano que vem vão ter que encomendar um esquadrão extra para compensar os atritos.

  2. Desse jeito, qualquer força inimiga da Índia não precisa nem gastar dinheiro com artilharia anti-aérea. Basta deixar que os caças indianos decolem.

  3. Kkkkkk a indústria aeronáutica militar indiana não se acerta: seja dentro do cockpit quando caem os jatos como se fossem moscas abatidas ou fora do cockpit quando seu próprio jato doméstico, o Tejas, é vendido a um preço exorbitante que faz com que a próprias autoridades do país fiquem relutantes em adquiri-lo. Que coisa!

  4. Acertada decisão da Dassault que quando ganhou a concorrência para o caça médio, se negou à dar garantia nos caças saídos da linha de produção da HAL.

  5. A Índia é uma sociedade constituída por castas. Tais castas influenciam em tudo no país. Desde política, indústria e Forças Armadas. Tudo.

    Sendo uma sociedade regida por castas ocorre que não há um sistema de merecimento por competência para os mais altos níveis de cargos no país seja onde for. São as castas que dominam tudo.

    Aqui no Brasil há aqueles que teimam em implantar algo parecido aqui (em relação ao merecimento e competência), travestido de políticas públicas de oportunidade igualitárias.

    Simplesmente não funciona em lugar nenhum. Mas aqui, ainda acreditam nisso.

    • Infante339: no teu afã de querer condenar uma prática social daqui – sem entrar no mérito se é boa ou ruim – vc acaba misturando alhos com bugalhos, isto é, tenta usar o sistema de castas daquele país como justificativa para condenar a política de concessão de oportunidades igualitárias para todos.
      Se parar para raciocinar o que vc chama de política pública de oportunidades igualitárias é exatamente o oposto do sistema de castas indiano. Lá na Índia se tu nasces numa casta 'privilegiada', como se fosse um membro de uma família real num sistema monárquico, tu estarias já com o futuro garantido, sem se preocupar com o quão capaz ou inteligente és, já seria um afortunado apenas porque o destino te 'permitiu' numa casta superior, aceito pela sociedade/cultura indiana, enquanto que uma pessoa talentosa e com inteligência, mas que tivesse nascido numa casta 'inferior', não teria as chances que tu terias, só porque esse pessoa havia nascido numa casta considerada 'inferior'.
      O problema das políticas sociais no Brasil na verdade são todas corrompidas…esse é o verdadeiro problema! Agora, se funcionassem certinho, onde estaria o problema? Veja o exemplo dos concursos públicos, um exemplo de concessão de chance que 'nivela' tudo mundo! Se não fosse o concurso público, qual outro jeito haveria para o cidadão comum, sem 'QI' (quem indica…), sem ser 'peixe, parça' de político, sem ser puxa-saco de partido político A, B ou C de entrar na disputa por um emprego público que, distorcidamente, paga muito mais do que na iniciativa privada?
      Por outro lado, é claro que quando se defende que todos tenham chances iguais na vida, muitas vezes a coisa pode virar contra nós. Quando eu estava no ensino médio, eu tinha um colega que tinha tendência política dita 'progressista', que fazia defesa de inclusão social da população marginalizada, etc. Quando estávamos no último ano do ensino médio, um dia, ele saiu-se com essa resposta quando perguntei a ele sobre o sistema de cotas raciais (que na época ainda estava apenas sendo discutido): 'Caraca! O curso de Medicina hoje é mais ou menos 80 candidatos/vaga. Já imaginou se todo o pessoal da favela descer para fazer o vestibular (na época ainda não tinha ENEM)? Vai ser 500 candidatos por vaga! E já imaginou se todos eles estiverem no mesmo nível do que o meu?'
      Eu e ele estudávamos num colégio particular, desses que a mídia chama de 'elite', kkkkk. sempre falei pra esse colega: 'Espera entrar na faculdade primeiro, pra depois vir com tua defesa de chances iguais para todos, porque se não vc se f*#$*&$%!!!…a não ser que vc tenha confiança no seu próprio taco e consiga encarar a concorrência aumentada.' Kkkkkkk

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