Indonésia estaria negociando a compra de 48 caças Rafale.

A Indonésia negocia com a França a aquisição de aeronaves Rafale, submarinos Scorpene e corvetas Gowind, o que representaria um potencial acordo de cooperação de defesa entre os dois países a ser assinado ainda este ano.

Jakarta está interessada em adquirir 48 jatos Rafale, até 4 submarinos Scorpene armados com míssil Exocet SM39 e duas corvetas Gowind de 2.500 toneladas, informou a publicação francesa La Tribune, citando fontes bem informadas. As compras em potencial estão avaliadas entre US$ 25 e US$ 28 bilhões.

A necessidade imediata de ir a Paris com uma lista de compras de caças Rafale, submarinos Scorpene e corvetas Gowind é alcançar superioridade tecnológica e qualitativa sobre a China, que está flexionando seus músculos no mar do Sul da China. Nos últimos meses, foram relatados vários incidentes de confronto entre a guarda costeira indonésia e navios da Marinha chinesa nas Ilhas Natuna, no mar do Sul da China. Os navios da marinha chinesa foram avistados como escoltas de barcos de pesca acusados ??de pescar na zona econômica exclusiva da Indonésia.

Uma fonte indonésia da indústria disse que os atuais equipamentos militares indonésios, como os jatos russos Su-30 e os navios de guerra sul-coreanos, são “inadequados para montar um impedimento eficaz” contra o poder militar chinês.

O ministro da Defesa indonésio Prabowo Subianto com sua contraparte francesa Florence Parly na França na semana passada.

O ministro da Defesa da Indonésia, Prabowo Subianto, realizou uma reunião bilateral com sua contraparte francesa, Florence Parly, na segunda-feira passada, além de discussões com empresas de defesa francesas como Dassault Aviation, Thales, Naval Group e Nexter. Prabowo expressou esperança de que a indústria de defesa francesa possa ajudar a Indonésia a melhorar sua capacidade de defesa através de transferências de tecnologia.

“Como um país com uma indústria de defesa avançada, a França pode ser um parceiro estratégico nos esforços da Indonésia para modernizar seu sistema de defesa de armas e acelerar o desenvolvimento de nossa indústria de defesa nacional. Isso apoiará os esforços para tornar a indústria de defesa nacional uma parte da cadeia de produção global”. “Nesse contexto, nosso ministro da Defesa deu atenção especial ao desenvolvimento da indústria de defesa ao discutir a cooperação em defesa”, afirmou um comunicado da embaixada da Indonésia em Paris.

Se o acordo de cooperação em defesa for concluído, a Indonésia iniciará rapidamente as compras, estimadas em US$ 25 bilhões, por meio de um acordo intergovernamental entre a França e a Indonésia.

No ano passado, sete caças Rafale pousaram “em emergência” em um aeroporto da Indonésia.

A França já propôs as vendas dos submarinos Scorpene, prontas para uso ou por meio de transferência de tecnologia (ToT) com o grupo indonésio PT PAL. Um grupo de trabalho já foi criado entre o Grupo Naval e a Marinha da Indonésia para estudar essas propostas.

A compra da Rafale afetaria seriamente os planos em andamento de compra dos jatos Su-35 russos e outro plano para comprar os jatos Lockheed Martin F-16.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Lembro quando havia pressão sobre o Rafale não ter conseguido sequer um cliente internacional, pelo jeito o caça vai ganhando operadores aos poucos, ainda está longe do sucesso dos Mirage III e dos Mirage 2000 mas suas vendas estão progredindo.

  2. Com relação ao pacote solicitado, os 4 submarinos e as 2 corvetas até considero crível. Mas a aquisição dos 48 caças Rafale – ou seja, 4 esquadrões – me parece um exagero! Não pela quantidade de aeronaves, mas por se tratar de um vetor bastante caro, tanto para adquirir como para manter!

    Pelo que me consta em pesquisa, a aviação de combate da TNI AU possui aproximadamente 2 esquadrões de Hawk, 1 esquadrão de Golden Eagle, 1 esquadrão de F-5, 2 esquadrões de F-16 e 2 esquadrões de Flankers (este último, em diferentes modelos). Lembrando; são número APROXIMADOS.

    Qual seria o plano? Substituir 2 esq. de Hawk e 1 esq. de F-5 ? O raciocínio ainda não me está claro…

    Bom dia a todos!

  3. Pois é veja só o pensamento deste pessoal, eles são pequenos e praticamente insignificante perante a China e seu poderio então o que resta pra eles fazerem, simples colocar o melhor armamento com a melhor tecnologia para se sobrepor ao poderia da China assim eles podem ter a chance de serem atacados pela regra do enxame onde vários meios inferiores atacam poucos meios superiores, uma boa estratégia de dissuasão. Mas falando da nossa realidade qual seria a estratégia do Brasil, somos um dos gigantes com grande capacidade de pessoal mas de meios extremamente limitados em quantidade e falando em tecnologia é do tempo da vovó do sítio do pica pau amarelo de tão velho que são com somente alguns poucos meios desta década e ainda em pouca quantidade. Eu acredito e apoio a ideia de sempre negociar e evitar de todas as formas possíveis uma guerra mas eu acredito mais ainda que em hipótese alguma devemos ir para uma guerra e que devemos nos defender de todas as formas possíveis e pensando desta forma só nos resta uma tática a da dissuasão, devemos ter meios modernos e em quantidade suficiente pra não deixar o inimigo pensar em nos enfrentar, tem gente que acha que com 100 gripens estamos bem eu já acho o contrário pois olho de uma forma mais ampla e acredito que deveríamos ter uns 200 gripens mas isso seria uns 120 ou 130 na FAB e uns 70 ou 80 na Marinha pra ser usado em Porta Aviões que se não tivermos dinheiro pra ter pelo menos teremos os aviões espalhados na costa pra fazer frente a alguma força de invasão com o uso do KC390 pra reabastecimento em todas as 3 forças pois o exército também deveria ter helis de ataque em pelo menos uns 2 ou 3 esquadrões espalhados pelo Brasil.
    Não temos dinheiro mas sem saber o que queremos colocamos o pouco que temos fora então temos que saber exatamente o que temos que ter e nos empenhar o máximo possível pra conseguir atingir o objetivo de modo mais rápido do que hoje e planejamento de longo prazo e antes que eu esqueça parabéns pra Indonésia que escolheu a melhor estratégia contra um dos grandes, o Brasil deveria fazer a mesma escolha de estratégia pois nunca teremos tantos meios.