O novo míssil LRASM junto ao Super Hornet.

A próxima geração de mísseis antinavio de longo alcance (LRASM) alcançou capacidade operacional inicial (IOC) com o F/A-18E/F Super Hornet no mês passado, trazendo novos recursos para a aviação naval dos EUA.

Um oficial de assuntos públicos do Comando de Sistemas Aéreos Navais disse: “a Marinha alcançou capacidade operacional inicial (IOC) para o Míssil Antinavio de Longo Alcance (LRASM – Long Range Anti-Ship Missile) no F/A-18 em novembro de 2019. O LRASM desempenhará um papel significativo garantindo o acesso militar para operar no Pacífico e nos litorais, fornecendo uma capacidade de guerra de superfície de longo alcance.”

O AGM-158C LRASM alcançou capacidade operacional inicial com o bombardeiro B-1B da Força Aérea dos EUA em dezembro de 2018, antes do previsto. Um único B-1B Lancer pode transportar e implantar até 24 LRASM.

O LRASM estava programado para atingir o IOC no Super Hornet no final de setembro, mas isso foi adiado.

O LRASM foi projetado para detectar e destruir alvos específicos dentro de grupos de navios, empregando tecnologias avançadas que reduzem a dependência de plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), links de rede e navegação GPS em ambientes de guerra eletrônica. O LRASM desempenhará um papel significativo para garantir o acesso militar para operar em ambientes de mar aberto e águas azuis, devido à sua capacidade aprimorada de discriminar e conduzir compromissos táticos de longo alcance.

O sensor de longo alcance e a tecnologia de direcionamento da BAE Systems permitem ao LRASM detectar e envolver navios protegidos em todas as condições climáticas, de dia ou de noite, sem depender de inteligência externa e dados de navegação.

A avançada tecnologia de sensores LRASM baseia-se na experiência da BAE Systems em guerra eletrônica (EW), processamento de sinal e tecnologias de direcionamento e demonstra a capacidade da empresa de aplicar sua tecnologia EW de classe mundial em pequenas plataformas.

Armado com uma ogiva de fragmentação por explosão penetrante de 1.000 libras, o LRASM é pouco observável e provavelmente tem um alcance comparável ao do JASSM ER (Joint Air-to-Surface Standoff Missile Extended Range) de cerca de 500 milhas náuticas.

O LRASM foi projetado para atender às necessidades da Marinha e da Força Aérea dos EUA em ambientes contestados. A variante lançada por via aérea fornece uma capacidade operacional antecipada para o requisito de Incremento I de guerra anti-superfície ofensiva da Marinha.

O LRASM poderá em breve encontrar seu caminho a bordo do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos EUA e talvez, algum dia, a bordo do P-8A Poseidon da Marinha.

Na frente internacional, a Lockheed Martin está promovendo o LRASM na Austrália.


Fonte: USNI

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23 COMENTÁRIOS

  1. By by Harpoon, Exocet. As armas agora tornaram-se autônomas e com grande capacidade de reconhecimento de padrões. Por isso, contra essas armas meios caros e pesados são somente alvos mais fáceis para tais armas. Parabéns a Lockheed.

  2. Como as mudanças tecnológicas que utilizamos no dia-a-dia adentraram no mundo das armas: compare esse sistema com o Exocet – que no seu tempo, era um dos melhores, senão o melhor.
    É GPS, link com satélite, inteligência artificial… esse carinha deve até prever qual o melhor ponto de impacto dependendo da embarcação.
    Claro que a "oposição" não vai ficar quieta, pensando em contra-medidas para ele.
    E esta aí, prontinho para ser usado.

      • Wolfpack quanto mais dependente de sistemas eletrônicos tão ou mais sensível fica a arma, basta comparar com seu pc, notebook ou celular, quanto mais capaz ele, mais proteção você precisa para evitar ser hackeado, o mesmo se aplica as armas tidas como inteligentes, assim quanto mais dependente de sinais eletrônicos tão ou mais suscetíveis a medidas ECM o são, basta lembrar que o sinal de GPS já foi suprimido na síria e na própria Europa quando se realizavam manobras da OTAN, valendo a premissa para cada arma que se inventa, se desenvolvem dois ou mais sistemas para se contrapor, assim esta não e a arma do juízo final nem tampouco o fim das marinhas da China ou da Rússia, tão e apenas mais uma pedra no cenário geopolítico ou na estratégia militar.

        • Tenho ouvido essa história de cegar o GPS do DARPA a muito tempo, desde a primeira Guerra do Golfo mas as bombas e tomahawks continuaram a cair na cabeça dos Iraquianos. Antes de ontem mesmo tivemos uma incursão americana no Iraque, com sucesso. É ingenuidade pensar que é simples jammear um sistema como LRASM, e o tempo de reação é muito pequeno para o meio sob ataque. Os meios de superfície estão se tornando obsoletos. Caros e alvos fáceis. Servem para patrulhar navios civis em tempos de paz mas em um conflito serão varridos, ainda mais se rastreados por satélites.

          • Wolfpack, os sinais dos satélites são tão fracos que até um jammer de um a 10 watts pode negar a cobertura do GPS para uma grande área de sinais civis e militares, de forma que não é preciso grande investimento para bloquear o acesso ao sinal de satélites numa determinada área.
            apenas para esclarecimento segundo relatório do C4ADS, já foram documentados quase 10.000 incidentes de falsificação de GPS separados realizados pela Rússia, sendo que quando o czar Putin viaja e comum o FSB criar uma bolha em torno do local onde o presidente se encontra como medida de segurança.

            Colaciono alguns links sobre matériasa respeito do assunto notadamente na Síria.
            https://www.timesofisrael.com/gps-jamming-affectihttps://www.popularmechanics.com/military/weapons

            você afirmou que "Por isso, contra essas armas meios caros e pesados são somente alvos mais fáceis para tais armas", quando na realdiade esta premissa não e verdadeira pois mesmo a marinha russa que se encontra defasada opera sobre um manto protetor de medias ECM e ECCM, podendo se afirmar o mesmo coma relação a marinha chinesa, de forma que esta arma seria mortal para marinhas como por exemplo a do Brasil que aida esta no mínimo 20 anos atrasada em relação as marinhas de ponta.

            Desta forma, esta arma e tão e apenas mais uma elemento no arsenal diversificado que as grandes potencias possuem, nada que vá mudar o equilíbrio de poder.

              • Eduardo o subsistema de navegação TERCOM ão e responsável pela trajetória integral do artefato, posto que o TERCON trabalha apenas na seção média do trajeto do foguete, quando o computador de bordo, utilizando um altímetro de rádio e uma coleção de mapas digitalizados das regiões ao longo do curso do artefato, comapra o terreno como forma de verificar a trajetória correta, posto que o princípio de operação do TERCOM baseia-se na comparação do relevo da área da região a qual o artefato sobrevoa com os mapas do relevo da mesma área, gravados na sua memória, ao longo do trajeto de seu voo, sendo que a informação sobre o relevo específico da área é introduzida no computador de bordo, onde é comparada com os dados do relevo na posição real e com mapas das regiões. Desta forma, após a orientação terminal da área do alvo, o vôo é conduzido pelo subsistema DSMAC, sendo que o DAE (dispositivo automático de entrada) dos sensores óticos capta as imagens de relevo comparando com os retratos digitais das regiões, gravados previamente em sua memória, sendo que havendo uma alteração do curso DSMAC pode não ter condições de corrigir a trajetória do artefato, sendo necessário outros meios de direção como INS ou o próprio GPS, apenas com o TERCON seria necessário a existência de data link para correção das premissas de voo.

                • Querido, o Tomahawk já destruiu centenas de alvos operando com DSMAC sem GPS.

            • Se o míssil voa a baixa altitude como eles ele vai receber sinais falsos de GPS?

              E outra, o fato do sistema inercial acumular erro não significa necessariamente que vai errar. Pois já foi usado com eficiência inúmeras vezes. Além disso, não é impossível que os sinais emitidos pelos próprios navios (incluindo os de ECM) possam ser usado pelo míssil como referência.

        • Esse míssil não precisa de GPS ou link de dados. Dos diversos modos de operação, ele tem radar ativo e pode mapear o terreno e voar de forma autônoma, vai até a posição presumida do alvo, faz uma busca por ele e diferencia um navio do outro.

          • Eduardo o AGM-158 é equipado com um sistema de busca e orientação projetado pela BAE Systems, integrando GPS / INS, RF passivo e receptor de aviso de ameaça, um buscador de imagens por infravermelho (IIR infravermelho ). reconhecimento automático de correspondência de cena / alvo possuindo um alcance de cerca de 500 nmi, com velocidade subsônica alta, algo em torno de 1.100 km, sendo que para proteger o AGM-158, busca proteção ao praticar um voo sea skimmer de forma autônoma, assim o AGM-158 usa o GPS sim, de forma que volto a afirmar que não se trata de uma arma que mude o equilíbrio de poder ou que vá fazer os marinheiros russo e chineses abandonem seus postos e se joguem ao mar em debandada. .

            • Querido, eu não disse que não tinha. Como eu expliquei, o míssil tem vários modos de operação. O guiamento por GPS é apenas um deles.

              Se não houver GPS, ele tem radar ativo e operação autônoma. Pode voar até o alvo sem GPS ou data link.

              • E como eu afirmei ele depende de sinal eletrônico seja de GPS seja radar, o que o torna suscetíveis supressão de sinais e a jammers, de modo que quanto mais dependente de sinais eletrônicos tão ou mais suscetíveis de medidas defensivas passivas e ativas de sinais, de forma que seu uso numa região contestada depende de inúmeros fatores, voltando ao velho dilema de que quem ganha uma guerra e quem tem o melhor sistema de defesa, de inteligência, evidenciando que o novo cenário de guerra que se aproxima esta muito mais voltado ao domínio do campo das comunicações, sinais e inteligência que propriamente na posse de um grande numero de armas, de nada adinata voce ter um iphone XI se vc não tiver acesso a rede de dados ou wi-fi.

                Independente da armas serem russas, chinesas, americanas ou venusianas, quanto mais dependente da eletrônica, mais suscetivel a ECM e ECCM o serão, isso é pacífico.

                • E o que impede um míssil de fazer navegação inercial baseada em mapa carregado na memória?

                • Qualquer desvio da trajetória, causado por erro de sistema ou mesmo ações externas como ventos, depressões, área com diferenças de pressão etc, sendo que apenas com o TERCON não é possível procedera correção da trajetória, apenas verificar se a mesma esta correta efetuando pequenos ajustes. Assim caso o vôo seja longo o INS acumula um erro de navegação, de forma que o míssil desvia gradualmente do curso, sendo que tal desvio passa despercebido pelo INS, portanto, este último precisa ser atualizado por meio de dados externos, a fim de descobrir seu paradeiro e se corrigir. O INS depende de pontos de referência. Os pontos de referência são características do terr

                • Pela lógica que está usando parece que um míssil dos anos 70 seria mais eficiente por usar menos eletrônica. Talvez você não esteja contando com as tecnologias utilizadas para corrigir essas deficiências.

                  E pode ser que enviar atualizações de correção não seja um grande problema enquanto o míssil não estiver na área do alvo para receber interferência. Dificilmente alguém vai poder interferir em um sinal desconhecido a 100 km de distância, por exemplo.

                • Pro nosso amigo, bom é atirar pedras. Vai que a pólvora do projétil de canhão molha. A pedra é mais confiável.

                • Engraçado que o Tomahawk já atingiu centenas de alvos assim.

                  E as correções são feitas pelo próprio missil comparando a imagem carregada na memória com a imagem captada em tempo real.

  3. Eu acho que seria muito interessante o Brasil ter em estoque algumas peças deste armamento pois sempre é bom ter algo difícil de se detectar e de grande precisão pra ser usado em alvos de grande valor mas não deve ser barato não, alguém sabe se a SAAB tem algo parecido com este armamento, será que o "RBS15" não trabalha de forma parecida?