A Keystone B-6A of the 20th Bomb Squadron, 2nd Bomb Group, Langley Field, Va., dropping bombs. (U.S. Air Force photo)

Em dezembro de 1935 um vulcão no Havaí entrou em erupção. Para proteger uma cidade, o Exército dos EUA preparou um plano: bombardear para desviar o fluxo de lava.

No dia 27 de dezembro de 1935 o vulcão havaiano Mauna Loa na costa nordeste da ilha entrou em erupção, ameaçando a cidade de Hilo e sua população, então com mais de 15.000 pessoas.

O Mauna Loa naquela época era considerado o maior vulcão da Terra, mas após estudos, atualmente é o segundo, com o Maciço Tamu, no noroeste do Oceano Pacífico, em primeiro. O cume do Mauna Loa fica a 4.169 metros acima do nível do mar, mas o vulcão realmente se eleva a 9.170 metros do fundo do Oceano Pacífico.

Eventualmente, a lava virou-se para seguir a drenagem natural em direção a Hilo, instigando uma crise. No dia 26 de dezembro, o fluxo movia-se 1,6 km/dia e, a essa taxa, os cientistas calcularam que os fluxos chegariam à cidade no dia 9 de janeiro. Para tentar desviar o fluxo de lava, o Governo e o Exército dos EUA tomaram a decisão de usar bombardeiros para abrir caminho para a lava. A missão foi planejada pelo então Tenente-Coronel George S. Patton.

Na manhã do dia 27 de dezembro, aviões do Exército dos EUA lançaram bombas, mirando nos canais e tubos de lava logo abaixo dos respiradouros a 2.600 metros. O objetivo era desviar o fluxo perto de sua fonte.

O 23.º Esquadrão de Bombardeio do Corpo Aéreo do Exército dos EUA (23d Bombardment Squadron), 5.º grupo composto (5th Composite Group), com sede em Luke Field, na ilha de Ford, Oahu, território do Havaí, enviou três bombardeiros Keystone B-3A e dois Keystone B-6A. Os cinco aviões lançaram vinte bombas de demolição Mark I de 272 kg, cada uma contendo 161 kg de TNT, com espoletas de retardo de 0,1 segundo.

Três bombardeiros Keystone B-3A decolando
Instante que uma bomba explode no caminho da lava do Mauna Loa a 2.500 metros de altitude.

Cinco das vinte bombas atingiram a lava derretida diretamente; a maioria dos outros artefatos impactou a lava solidificada ao longo das margens do canal de fluxo. As bombas produziram crateras com média de 6,7 m de diâmetro e 2,0 m de profundidade.

Os resultados do bombardeio foram declarados um sucesso por Thomas A. Jaggar, diretor do Hawaiian Volcano Observatory. A liberação violenta de lava, de gás e de pressões hidrostáticas na fonte diminuiu o calor da lava.

A lava parou de fluir no dia 2 de janeiro de 1936.

O Keystone B-6A era um B-3A reativado. Todos os Keystones foram retirados de serviço em 1940.

O Keystone B-3A era um bombardeiro biplano e bimotor. Foi um dos últimos biplanos usados pelo Exército dos Estados Unidos. Sua tripulação era composta por 5 membros. O B-3A tinha 14,88 m de comprimento, com uma envergadura de 22,77 m. O seu peso bruto máximo era de 5.875 kg.


FONTE: Bryan R. Swopes; Hawaiian Volcano Observatory

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2 COMENTÁRIOS

  1. Giordani, obrigado por nos trazer essa história p/ mim desconhecida, que além de inusitada ainda tem o Patton.
    Me desculpe, mas não aguentei quando li o trecho:
    "com o Maciço Tamu" … me veio logo a mente o complemento da frase, rs.
    Abs.

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