O estande da fabricante de aviões futuristas, Boom Supersonic, foi um dos mais procurados no Paris Air Show. O público pode conferir o design do revolucionário protótipo, que já se encontra maduro o suficiente para voar no próximo ano. A aeronave, segundo a BS, pode alcançar velocidades de Mach 2.2 ou 2.300 km/h, a um preço acessível, se bem acessível é um termo relativo, pois cada assento deverá custar em torno de US$ 5.000 ida e volta.

Até o momento, a Boom Supersonic conta com 76 aeronaves encomendadas, algumas dessas encomendas feitas por companhias aéreas internacionais. Um nome de peso que aposta na empresa é a Virgin Galactic, que colocou um pedido para os 10 primeiros aviões (e também está fornecendo serviços de fabricação e suporte para teste). O preço de cada avião? Meros US$ 200 milhões…

O futuro da viagem supersônica, agora parece estar mais próximo. O que de certa forma é até irônico, uma vez que a sociedade moderna já teve esta capacidade. Acontece que muitos viajantes, especialmente os mais jovens, estão irritados por nunca terem tido a chance de voar no Concorde, que não só era caro para manter, mas também ridiculamente caro para voar.

No entanto, não basta apostar que multidões estarão subindo em uma aeronave supersônica em qualquer momento, embora os vôos de teste de um demonstrador de tecnologia estejam programados para 2018. Esse primeiro modelo, na verdade, não é mesmo é para viagens de passageiros. Tem cerca de 20 metros de comprimento, e só levará dois tripulantes. A futura versão de passageiros terá quase 52 metros, seis tripulantes e 55 passageiros. O avião deverá entrar em operação comercial em 2023.

O demonstrador

A Boom está apenas começando. Atualmente, ela tem apenas 35 funcionários e está recebendo apoio dos investidores para tirar o sonho do chão. A Boyd Group International, uma empresa de consultoria, está otimista. Ela projeta a venda de mais de 1.000 aeronaves, e talvez até 2.000, se o governo dos EUA relaxar suas leis contra voos supersônicos sobre terra. Embora isso pareça uma estimativa de vendas ridiculamente alta, o nível de excitação para um avião de passageiros supersônico é reconhecidamente o mais alto em décadas.


FONTE: Hooly Riddle – Avgeekery.com

 

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19 COMENTÁRIOS

  1. Realmente é inevitável e estava mais do que na hora de iniciarmos essa jornada. Voos cada vez mais velozes, seguros e rápidos.

  2. O boom supersônico no chão é muito prejudicial se a aeronave estiver em altitude comum de cruzeiro? E US$ 5.000, para quem tem pressa, é muito próximo ou inferior a algumas executivas e 1a classe.

  3. Estão na contramão da linha de desenvolvimento, hoje as empresas estão buscando aeronaves de baixo custo nesta guerra de preços.
    Ja citei o caso do Convair 990 que foi o mais rápido dos comerciais antes do supersonico Concorde.
    O Convair 990 da Varig saia do Rio de Janeiro depois do B707 e chegava 20 minutos antes nos EUA, mas o Convair perdeu a concorrencia para o B707 pelo alto consumo de combustível, o cliente não estava disposto a pagar mais caro por isso.
    Uma pequena parcela de clientes poderá querer pagar mais caro para voar Europa-EUA mais rápido, a linha permitida porque o voo supersonico era sobre o oceano. Mas será que serão em quantidade suficiente para justificar o investimento?

    • O salto tecnológico foi grande também para aviões baratos. E o concorde só voava pq os governos ingles e francês ficavam pagando aquela máquina de fazer dívida chamada Concorde.
      Tanto que os americanos, que não tinham empresa subsidiada pelo governo, não embarcaram nessa idéia ai e o "concorde americano" nunca levantou voo.
      Mas acredito que esse avião vai vender. Pouco, quase nada, mas vai vender.

      E outra, falta escala nesse trem ai. Duvido que uma companhia aérea vai encher um avião de 55 passageiros com vontade de pagar U$5000,00 sendo que tem passagens internacionais que custam 10% desse valor.

      Existem pessoas que vão apostar que sim. Eu sou uma que aposto contra. Não acredito que vai vingar.

      • Eu também acho isso, se fosse viável os grandes fabricantes como Boeing e Airbus teriam o seu modelo, eles até pesquisam, mas não acham viável lançar no mercado.
        O retorno dos aviões comerciais supersônicos não é inevitável.
        Hoje para quem tem um dinheiro a mais para pagar o que vale é o conforto de um casulo.
        .
        . http://passageirodeprimeira.com/primeira-classe-d

        • O foco desse projeto não é atender às massas, mas aos parcialmente endinheirados (aqueles que tem dinheiro, mas não ao ponto de terem seus grandes jatos particulares) que não quererem gastar tanto tempo em longas viagens. Ou seja, são públicos distintos dos passageiros comerciais convencionais, que andam de classe econômica, ou executiva. É primeira classe mesmo.

  4. O estranho nessa estória é uma startup sem nenhum conhecimento prévio, se meter a desenvolver uma aeronave civil e supersônica, quero ver como irão fazer para certificar nas agências civis. Se até a Mitsubishi está sofrendo…

  5. Acho que é muito mais curiosidade do que uma futura tendência. Vai ter muita procura no início das das operações das primeiras anvs, e depois, acredito eu, vai cair a procura até ter poucas linhas operando. No concorde mesmo muitos endinheirados viajavam 1 vez e depois, voos normais. Bom, é só minha opinião, vamos ver o que o futuro nos reserva. Agora, NEM A PAU que o protótipo em escala reduzida pra 2 tripulantes voa no ano que vem.

    • Serão para longas distâncias, voltado a passageiros de primeira classe, que tem dinheiro suficientemente para pagar estas passagens, mas não de ter e manter um jato particular de médio e grande porte.

  6. Duas coisas….

    O acesso a tecnologias de voos supersônicos está bem mais fácil hoje do que à quarenta, ou cinquenta anos atrás, seja de materiais compósitos, seja eletrônica embarcada, seja a própria motorização em si.

    O foco deste projeto, como o de outros, é de um nicho de mercado bem específico, ou seja, o viajante de primeira classe, que tem dinheiro suficientemente para comprar passagens caras, não tem dinheiro para ter e manter jantos executivos médios, ou grandes, mas não quer perder tempo no voos longos e cansativos, como os voos transatlânticos e para Ásia-Pacífico.

  7. Acredito sim que os hipersônicos estão chegando, não do tamanho do Concorde e muito menos do tamanho apresentado. Penso num jato de dimensões de um executivo grande e de poucas empresas operando. E com o tempo um número maior de passageiros e empresas entrando devagar nesse nicho exclusivo. Se eu tiver uma aeronave executiva com serviço de primeira classe e velocidade de até Mach 2 é bem provável que funcione sim.

  8. Acho muito improvável que siga em frente. Se na época do Concorde a oposição ao estrondo sônico (com as empresas nacionais da França e Reino Unido apoiando) foi grande imagina agora, onde ainda existirá o peso da má eficiência energética. Vão dizer, com razão, que é um brinquedo de ricaços.

    Tecnicamente, a falta de motores adequados e modernos e o elevado custo de certificação deve matar a idéia.

  9. O único problema da aviação civil supersônica é o preço, se tiver alguém que bancar $, conhecimento para produção está no museu kkkk

    • Acho que se vender vai ser bem pouco, realmente para um nicho específico, bem específico, mas é bacana ver que estamos voltando para a era supersônica na aviação civil.

      🙂

  10. tendo um custo acessível só vejo vantagens

    algume pode me sanar uma duvida, o estrondo supersonico é audivel na superficie com a aeronave em grnade altitude?

    • Eu sou péssimo em explicar essas coisas…

      Melhor vem um videozinho: https://www.youtube.com/watch?v=JO4_VHM69oI

      A moral da história é que quanto mais alto, maior o tamanho da hipérbole e menor a intensidade do boom escutado na terra.

      Mas tem um fator que implica conjuntamente com a altitude da aeronave, que é a densidade da atmosfera que depende também de temperatura e pressão, o que desacelera bruscamente a onda criada a grande altitude.

      Abaixo de 5000 pés a atmosfera fica mais quente e densa. Acho que isso funciona até como um refletor, se não me engano.

      Eu não sei a partir de que altura a velocidade do som passa de sônico (boom) para subsônico (zuado). Mas no caso, isso depende de algumas variáveis.

  11. Melhor já pensar em vôos transatmosféricos para aviões executivos, talvez a 3x a velocidade do som.

    Vôos comerciais em aviões apertados como esses o Concorde já provou que é inviável.

    []'s

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