Caça JF-17 durante voo de avaliação na Base Aérea de Skardu.

O Paquistão está se preparando para deslocar seus caças JF-17 Thunder para Base Aérea de Skardu, perto de Ladakh, na fronteira da Índia, de acordo com informações de agências de inteligência.

As agências de inteligência identificaram que pelo menos três aeronaves de transporte C-130 da Força Aérea do Paquistão levaram o equipamento de apoio para a base aérea de Skardu.

Espera-se que o Paquistão implante o mais breve possível os aviões de combate JF-17 na base aérea de Skardu. As agências de inteligência estão atentas à atividade na base aérea.

No passado, o Paquistão usou a base aérea para apoiar suas operações do Exército na fronteira com a Índia.

O JF-17 é agora a espinha dorsal da defesa da Força Aérea do Paquistão (PAF, na sigla em inglês), já que os Estados Unidos pararam de vender novas aeronaves F-16 para o Paquistão. O JF-17 chinês é um caça monomotor que pode ser usado para ataque ao solo e interceptação aérea. No entanto, ao contrário do avião Su-30 da Índia, que pode transportar 8 mísseis BVR (além do alcance visual), o JF-17 só pode transportar quatro mísseis BVR.

A Força Aérea da Índia já está em alerta máximo e vem conduzindo Patrulhas Aéreas de Combate (CAP) em Jammu e Caxemira.

A IAF possui a aeronave AWACS (Airborne Warning and Control System) para monitorar o espaço aéreo no interior do território inimigo e opera em comunicação segura com informações centradas na rede.

O governo e o exército do Paquistão estão sob pressão da frente doméstica para fazer algo depois que a Índia revogou o artigo 370 para Jammu e Caxemira.

O Aeroporto de Skardu é um aeroporto civil doméstico em Skardu, na área de Gilgit-Baltistan, na Caxemira Ocupada do Paquistão, que também serve como base de operação avançada da PAF.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Sem dúvidas os indianos têm grandes vantagens sobre os paquistaneses. AWACS monitorando o espaço aéreo adversário e caças mais poderosos e em maior número.
    Porém há de se destacar que sem os níveis de competência, treinamento e habilidade necessários, qualquer vantagem vai por água abaixo. E não estou supondo que os indianos não tenham tais competências. Talvez tenham, talvez não.
    E os paquistaneses idem.

    A história está repleta de combates nos quais forças superiores em contingentes e equipamentos sucumbiram frente a adversários teoricamente mais fracos.

    E pelo fato das bases aéreas destes países estarem tão próximas entre si, creio que as possibilidades de combates BVR terão curto período antes dos caças adversários entrarem no alcance visual. E num dogfight repleto de aeronaves tudo é imprevisível.

    • Os paquistaneses podem até não ser melhores que os indianos, mas também não ficam para trás! Historicamente, a PAF sempre conseguiu responder a altura quando foi desafiada pela IAF.
      Não melhores, nem piores; apenas à altura!
      Creio que agora não seria diferente (vide a última escaramuça).