O Reino Unido quer manter uma posição de liderança em tecnologia de caças. (Imagem ilustrativa)

O Reino Unido quer manter uma posição de liderança em tecnologia de caças e não vai assumir um papel subsidiário para a França e a Alemanha enquanto avançam no desenvolvimento de um caça de nova geração, disse o chefe da força aérea do país na quarta-feira.

O Reino Unido está considerando sua futura estratégia de combate aéreo, e o governo disse em fevereiro que fornecerá uma atualização adicional em algum momento neste inverno.

“Temos capacidades de liderança mundial. Vamos definir o que queremos fazer no futuro”, disse a repórteres o chefe marechal-do-ar Stephen Hillier, chefe de gabinete da Força Aérea Real (RAF).

Hillier observou que o Reino Unido desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento do Eurofighter Typhoon e do Lockheed Martin F-35. “O que não vamos fazer é seguir para onde outras nações vão“, disse ele diante de uma conferência de chefes de forças aéreas globais. “Eu não sinto que o papel do Reino Unido nisso é perseguir a França e a Alemanha.

O Reino Unido teve um papel importante no programa Eurofighter Typhoon e F-35. (Imagem ilustrativa)

Sinais estão crescendo de um dilema entre o Reino Unido e o resto da Europa sobre defesa e segurança. Com o país negociando sua saída da União Européia no próximo ano, o Reino Unido está excluído do trabalho no programa de satélites Galileo.

O projeto de caça de nova geração moldará o mercado europeu de defesa nas próximas décadas, elevando as apostas para jogadores já existentes como a BAE Systems do Reino Unido.

A França anunciou em junho que assumiria um papel de liderança no novo programa de caça, dizendo que começaria como um esforço bilateral com a Alemanha que poderia ser expandido posteriormente.

Hillier disse que a Grã-Bretanha tem um histórico de colaborar com outros países, incluindo a França e a Alemanha, e que o esforço do Reino Unido poderia incluí-los em um estágio posterior.

O Reino Unido poderia futuramente ter uma participação no programa de caça franco-alemão. (Imagem ilustrativa)

Ele se recusou a confirmar os relatos de uma possível união entre o Reino Unido e a Suécia, dizendo apenas que o Reino Unido estaria disposto a trabalhar com nações afins.

Dirk Hoke, chefe da Airbus Defence and Space, disse na semana passada que outros países como o Reino Unido e a Espanha poderiam eventualmente ser convidados a participar da iniciativa franco-alemã.

A Europa precisava concentrar seus esforços em um único projeto de caça, disse ele. “Não podemos sobreviver à concorrência global se fragmentarmos esse mercado … mais ainda“.


FONTE: Reuters

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15 COMENTÁRIOS

  1. Pra quem já está se distaciando do bloco. Quer mais distaque entre a UE ? A muito tempo que a França, fora dos seus Rafales, sempre juntou alguns países para o "Clubinho de Aviação" para projetar caças avançados. Agora o UK começa a querer ser o dono da bola ? Não duvido que tecnologicamente tem condicões. Mas, estavam na "janela" e saíram. Agora que ta no "corredor" quer voltar ? Não vejo a França deixando os britânicos à frente assim tão fácil !
    Parcerias são necessárias para ajudar a diluir os custos, desenvolver melhor o projeto e resolver os problemas. Mas um UK saindo de um bloco economico assim pra depois tentar ser o dono da bola. Fica dificil de França e Alemanha aceitarem… Se junte, mas sente no banco do passageiro !

  2. Kkkkkk que coisa patética! Tentar ganhar no grito, kkkkkk. Alguém tem que avisar o tal marechal inglês aí do texto acima que no mundo dos negócios (e o desenvolvimento de um jato de combate é, dentre outras coisas, uma operação comercial) que se o país dele desembolsar boa parte da grana, o país dele vai estar na liderança do projeto. Agora, se não botar uma verdinha em cima da outra, aí os engenheiros britânicos vão ficar palpitando só sobre rebites e parafusos que a aeronave terá, kkkkk

    • Não querer desembolsar muita grana e ainda tentar empurrar goela abaixo dos outros os seus próprios requisitos traduz muito bem o modus operandi de franceses e não dos britânicos.

      Sugiro a você tentar outra vez!

  3. Interessante que logo após a matéria de ontem sobre o Livro Branco surja esta notícia. Sem dúvidas o UK tem capacidades de sobra para levar adiante projetos com parceiros interessados em um nível de participação diferente do imposto pela arrogância francesa. Estão certos em decidir resgatar a sua tradição aeronáutica e direcionar seus projetos de acordo com suas necessidades e interesses, ao invés de se ajoelharem aos franceses como os alemães fizeram.

  4. Um ""5,5 G"" que atenda as necessidades de todos os europeus, stealth, bimotor, longo alcance e que vai demorar 15 ou 18 anos para ficar pronto…

    E vem uns aqui dizendo que são os americanos e a Lockheed Martin que estão com problemas.

      • Maior e mais complexo que o F-35 e para atender necessidades de França e Suécia ao mesmo tempo.

  5. Os ingleses com a soberba dos franceses, já sabemos onde vai dar esse projeto quando juntar tudo! Em nada!
    Diria! Pobre Europa!
    Enquanto isso os EUA estão na segunda aeronave furtiva, os chineses com duas, os russos com uma e quase partindo para um bombardeiro stelth e alguns outros projetos eclodindo por aí mundo afora!
    Desse jeito, talvez lá pelos anos 30 ou 40 saiam com um quinta geração, quando o mundo desenvolvido estiver na sexta ou sétima!

    • É evidente que essa tecnologia está se disseminando e dentro em breve estará à venda para qualquer interessado.
      E o R.U.não vai querer ficar de fora dessa.

  6. A BAE e demais empresas britânicas da área estão caminhando de braços a abertos para a Suécia (e é bom, estrategicamente, que eles finjam não terem sido grandes acionistas da Saab, sócios na Gripen International — que atuou muito no F-X1 daqui — e outras iniciativas)…

    Bom é que a Saab sabe atuar como coadjuvante, mesmo quando estrela um longa metragem — e o Boeing T-X é um exemplo primoroso…

  7. A ideia é justamente essa! A SAAB é uma empresa que tem experiência no desenvolvimento de produtos dentro dos valores estipulados. Aliás foi por esse motivo que a Boeing se associou à empresa sueca para competir no T-X da USAF. A junção da expertise tecnológica britânica e sueca certamente pode levar ao desenvolvimento e produção de um vetor muito capaz que já nasce com um mercado doméstico considerável visto a necessidade de substituir no futuro os Typhoon na RAF e os Gripen na Flyvapnet.

    Some-se a isso um mercado externo potencialmente considerável na base de usuários do Gripen e do Typhoon como Tailândia, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e quem sabe mesmo até o Brasil e certamente existe a possibilidade dessa aeronave terminar por surpreender.

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