Motores de foguete RD-180 da Roscosmos.

A Roscosmos da Rússia exportará motores para alimentar os veículos de lançamento Atlas III e Atlas V da Lockheed Martin, sendo este último atualmente o único veículo de lançamento fabricado nos EUA capaz de enviar cargas úteis em órbita.

A subsidiária da Roscosmos, Energomash, está se preparando para entregar mais três motores RD-180 para uso com os veículos de lançamento Atlas-5, informou a empresa em comunicado na sexta-feira (25/10).

“Uma comissão concluiu seu trabalho na NPO Energomash JSC em aceitar o próximo lote de motores de foguete RD-180 fabricados na empresa. Representantes da Pratt & Whitney, da United Launch Alliance e da AMROSS assinaram a papelada para três motores comerciais”, afirmou a empresa em comunicado à imprensa.

Dizia-se que essas empresas e representantes da NASA e da Força Aérea dos EUA haviam passado duas semanas inspecionando os motores e os acessórios associados, peças de reposição e ferramentas, além da documentação que os acompanha.

A Energomash já enviou três motores de foguete RD-180 para os EUA em junho deste ano, elevando o número total desses motores entregues aos EUA para 116.

Desde 1999, os veículos de lançamento Lockheed Martin Atlas III e Atlas V fizeram pelo menos 86 voos usando os motores RD-180.

A fabricante russa de motores de foguete também produz o RD-181 (versão modificada do RD-191, derivada do RD-180) para o Antares, um sistema de lançamento dispensável desenvolvido pela Orbital Sciences Corporation, subsidiária da Northrop Grumman.

A Índia manifestou interesse na série de motores RD-180, possivelmente por seu programa espacial tripulado.

As sanções econômicas que visam impedir as vendas de motores RD-180 para os EUA sofreram reveses depois que o Senado permitiu que as empresas americanas continuassem comprando-as até pelo menos 2022. A Roscosmos já indicou que usaria o RD-180 a bordo do veículo de lançamento Soyuz 2.1 se as entregas para os EUA fossem interrompidas.

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8 COMENTÁRIOS

    • depois da guerra fria muitos acordos comerciais e militares foram feitos, e sim os EUA compram, não pela falta de capacidade, mas acredito que pelo custo-benefício e a provavel falta de interesse de se desenvolver um motor pelas empresas americanas, falta esse que nos ultimos anos foi se extinguindo, com as empresas americanas correndo atrás do prejuízo recentemente.

  1. Essa nova compra vem da aparente incapacidade da Blue Origin de cumprir metas com seu propulsor. A ULA já percebeu que não receberá seus BE-4 a tempo.

    Enquanto isso a SpaceX persiste sobre os oligopólios e mastodontes do lobby.