O primeiro Gripen E fabricado em série para a Força Aérea Sueca, durante primeiro voo no dia 3 de dezembro. (Foto: Saab)

A primeira aeronave Gripen E de produção em série para a Suécia realizou recentemente seu voo inaugural. Agora temos os detalhes do voo.

A aeronave número de série 6002 decolou a partir da pista junto a fábrica da Saab em Linkoping, Suécia, com o piloto de testes da Försvarets Materielverk (FMV, administração de material de defesa) Henrik Wänseth nos comandos, no dia 3 de dezembro.

O novo caça apresentou uma nova camuflagem na cor cinza de três tons, que lembra os “campos e prados” sobrevoados ?por muitos anos pelos aviões militares suecos. Se isso será o novo esquema padrão, é questionável: a FMV observou em sua conta no Instagram que o esquema de pintura é “diferente nas outras aeronaves” e é “parte dos testes”.

A Flygvapnet (Força Aérea Sueca) encomendou até o momento 60 caças JAS39E monoplaces. Todos serão equipados com o WAD (Wide Area Display), um monitor de área ampla no cockpit, e um monitor montado no capacete, ambos desenvolvidos pela AEL Sistemas, subsidiária brasileira da Elbit Systems. A Suécia prevê que uma certa capacidade operacional seja alcançada em 2021.

O primeiro Gripen E sueco já está com o WAD desenvolvido no Brasil.

Contando com esta aeronave destinada para Força Aérea Sueca, cinco aeronaves Gripen E já estão voando: três aeronaves de desenvolvimento (39-8, 39-9 e 39-10) e a primeira aeronave Gripen E destinada para Força Aérea Brasileira (FAB) que voou pela primeira vez 26 de agosto e está previsto para chegar ao Brasil em 2020 depois de ter sido empregado em testes na Suécia. A entrega oficial da primeira aeronave Gripen E da FAB ocorreu no dia 10 de setembro. As três aeronaves restantes do primeiro lote de produção são inicialmente reservadas para ensaios e avaliações na Suécia com a FMV.

O Brasil está comprando 28 Gripen E e oito Gripen F, designados localmente F-39, que começarão a ser entregues em 2021. Sob o acordo de transferência de tecnologia de 100%, a indústria brasileira está construindo componentes e abrirá uma linha de montagem no interior de São Paulo. Também está liderando o desenvolvimento da versão biplace Gripen F, a qual o Brasil é atualmente o único cliente. Entre as linhas de montagem brasileiras e suecas, a taxa de produção anual é de 24 aeronaves, com capacidade adicional disponível para atender à demanda de exportação.

O primeiro caça Gripen E da FAB, durante voo no final de agosto deste ano. (Foto: Saab)

No final de novembro, uma Plataforma de Sistemas completa foi instalada no Centro Gripen de Design e Desenvolvimento (GDDN) na unidade Gavião Peixoto, da Embraer. Construído em parceria entre Saab, Embraer, Atech, AEL Sistemas e Força Aérea Brasileira, o simulador “S-Rig” se tornará uma ferramenta importante no desenvolvimento e teste de novos sistemas. Ele também permitirá que os pilotos de teste ensaiem voos de teste antes de voar e, como tal, apoiará as atividades do Gripen Flight Test Center (GFTC) que será estabelecido ao lado do GDDN em 2020.

A Saab espera que ambos os clientes domésticos comprem mais aeronaves. A Suécia poderia aumentar sua encomenda devido às tensões na região do Báltico, enquanto o Brasil declarou um requisito final para a aquisição de 108 em três lotes. Negociações detalhadas sobre um segundo lote de 36 aeronaves podem começar em 2021.

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23 COMENTÁRIOS

  1. Ué.. Eu vim para ler sobre os detalhes desse vôo, cadê???
    O que está nesse texto aí acima todo mundo já está cansado de saber.

  2. Uma coisa não faz sentido: tanto a aeronave brasileira como a sueca não estão com o IRST instalado! Se os voos servem para checar se tudo está funcionando pq raios as duas aeronaves estão sem este sensor tão importante ?

    • Jodreski,
      Já li em algum lugar.. Que nesse primeiro momento o espaço destinado ao IRST está sendo ocupado por sensores destinados a avaliação de outros parâmetros mais prioritários da aeronave, em uma outra fase, o mesmo deverá ser instalado.

    • De novo isso? No primeiro vôo nenhum aeronave voou com IRST. Mas já existe imagens do Gripen E equipado com IRST. Só pesquisar

  3. Quando é lançada uma concorrência. O país envia aos principais fabricantes mundiais uma RFP. É feita uma avaliação das propostas e elaborado um short list. Com os candidatos, são realizadas rodadas de negociação e testes dos equipamentos. Daí é solicitado o BAFO.

    Requisito final é aquele que consta na solícitacao de BAFO. As empresas fazem suas propostas finais baseados nele. Se 108 aeronaves era requisito final, o contrato deveria ser de 108 aeronaves.

    108 aeronaves nunca foi requisito final do FX-2. É um estudo interno da força. Só.

    • Concordo com vc sobre 108 unidades ser um estudo interno e somente isso, porém acho que a FAB fará novas encomendas, baseio isso no fato que se ela não fizer isso ela encolherá em um futuro não muito distante. Temos mais que 3 esquadrões de caça, e as 36 unidades dá conta de apenas dessa quantidade.
      Os AMX precisaram ser substituídos e a escolha mais provável é o próprio F-39, mas confesso que nada mais me surpreende em termos de Brasil. Se ficarmos somente com esse lote eu vou lamentar a estupidez (mais uma vez).

      • Acho que só vem mais um para substituir o F5. Para os padrões da FAB, o AMX é um caça "novo". Daqui a pouco aparece um A-1M2 e ele vai entrar na década de 30. Escreve aí.

        • Vc e o Giordani estão muito pessimistas! kkk
          A FAB diminuiu a quantidade de A-1 que seriam modernizados por dois motivos: 1 falta de dinheiro, 2 pq não compensava mover fundos para modernizar uma aeronave de um projeto antigo sendo que ela pode adquirir mais aeronaves novas e que são muito mais capazes.
          Espero que EU não morda a língua, mas acho que ficamos com uns 72 F-39 na FAB, lógico, que eles virão a conta gotas, mas creio que eles virão!

          • Com relação ao cancelamento do A1M, só entendi o primeiro motivo: falta de dinheiro.

      • Só um reparo caro Jodreski, a FAB pode até querer fazer novas encomendas…
        Mas com este governo e com este desempenho econômico, até a encomenda inicial é difícil garantir que as 36 unidades contratadas serão entregues.
        Principalmente as unidades F que para verem a luz do dia terão que ter seu desenvolvimento financiado só pelo cliente brasileiro.
        Eu rezo que, da mesma forma que se deu com o WAD, os suecos acabem mudando de ideia e querendo também operar o Gripen F brasileiro. Isso para garantir seu desenvolvimento das inconstâncias do difícil governo bolsosauro…

        • Olha, é complicado ter que repetir as mesmas coisas.

          O preço do contrato é fechado. A Saab tem que entregar o Gripen F pelo preço combinado. O Brasil não tem que financiar desenvolvimento nenhum.

          Os caças foram pagos através de um financiamento do governo sueco. O primeiro pagamento ocorrerá após a entrega das aeronaves em 2024 e o governo atual não tem nada com isso.

          Se vc não consegue entender nem um contrato de compra de aeronaves, muito menos tem condições de avaliar a economia do país.

  4. Quero morder a língua, mas infelizmente acho que morre em 40 aeronaves, sendo que essas quatro para completar a dezena deverão ser do modelo F.

    • Eu só não tenho certeza disso porque peças para o A-1 são difíceis de se encontrar. A disponibilidade operacional tende a ser baixa.

      • Os dez do batch 1 já viraram fonte de peças. O motor tem peça, pois tem uso civil. Se fizerem o A1M2 trocando eletrônica, pode crer que ele vai longe.

          • Compensa, pois a hora de vôo do AMX é barata, a do Grpen é cara, e a FAB sabe disso.

            Não há dinheiro nem pro combustível.

            A introdução do Gripen exige gasto na reforma da base aérea, na compra de ferramental, no treinamento. Todos os custos aumentam.

            • Mas não compraram o gripem pq tem hora de voo de 4000 doletas??????????????????

              Agora o natimorto AMX é barato de voar?

              Tendi foi é nada

              • Spey x F414

                Como vc sabe o custo de hora de vôo exato de uma aeronave que não entrou em operação?

          • A FAB que eu conheço é aquela que faz meio expediente para economizar rancho.

      • Outra questão: o A-1 sempre foi caro de manter e voar, e isso não tende a melhorar.
        Se voarem do jeito que estão até 2025, já é lucro. Poucas células foram modernizadas, e a tendencia é parar por ai.

        • Caro em relação ao F5, mas beeemmm mais barato que o Gripen.

          Caça 4G é outro nível de despesa.

          Gente, todas as forças aéreas do planeta a terra passaram por isso.

          Vcs acham que só a FAB é que não vai passar?

          O Gripen tem motor que consome mais, cada avionico a mais tem seu ciclo de manutenção, vai ser necessário obras na base para acomodar o caça e comprar ferramental.

        • F5 é um treinador analógico, hidráulico e mecânico.

          AMX tem computador de bordo, Hud…

          Por isso, o AMX é mais caro que o F5.

          Daí vc acha que o Gripen com uma penca de avionicos vai ser mais barato que o AMX e o F5? Cada equipamento novo é um treinamento, bancada de teste e ciclo de manutenção.

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