MiG-29M2 durante o show aéreo de 100 anos da Força Aérea Russa. (Foto: Richard Seaman)
MiG-29M2 durante o show aéreo de 100 anos da Força Aérea Russa. (Foto: Richard Seaman)

A Sérvia está perto de assinar um contrato com a Rússia para a aquisição de novos equipamentos militares, incluindo seis caças MiG-29M/M2 e dois helicópteros Mi-17, relatou no dia 30 de abril a publicação Flightglobal, com referência às declarações do vice-primeiro ministro e ministro da Defesa, Alexander Vucic e do Chefe de Estado-Maior General Ljubisa Dikovich. Segundo eles, as forças armadas, incluindo a Força Aérea e de defesa aérea terão novas armas e equipamentos russos “muito em breve”.

O jornal “Blitz” Belgrado informou que o contrato é susceptível de ser assinado durante uma reunião entre Vucic e seu colega russo, Sergei Shoigu, no dia 23 de maio.

Foi relatado anteriormente que a Sérvia planejava comprar 12 novos aviões de combate, presumivelmente oito monopostos e quatro bipostos. Provavelmente, devido a restrições orçamentárias o número foi reduzido pela metade.

A Força Aérea da Sérvia têm três MiG-29 e MiG-29UB de uma série inicial, que em 2007 foram “modestamente atualizados” com o aumento de horas de vôo em 700 horas, ou 10 anos. Os novos MiG-29s irão substituir os antigo MiG-21bis, que ainda estão em serviço. Fontes não oficiais indicam que o MiG-21 foi modernizado com a ajuda dos fabricantes russos, que permitiu que eles permanecessem em serviço além do período normal.

Belgrado iniciou o processo de aquisição de novos aviões de caça há alguns anos mediante a apresentação de pedidos formais de fabricantes globais, como a fabricantes norte americanas Boeing e Lockheed Martin, da chinesa Chengdu, da francesa Dassault, do consórcio europeu Eurofighter, e das russas MiG e Sukhoi, num possível contrato de US$ 1 bilhão.

Os helicópteros Mi-17 são para adicionar aos Mi-8. Fabricantes concorrentes, incluindo a Eurocopter, também se juntaram na luta pelo novo concurso.

Enquanto isso, a Força Aérea da Sérvia também estão em busca de um empreiteiro para a modernização da aviônica de 15 aeronaves de treinamento a jato / ataque leve Soko G-4MD Super Galeb. Um dos candidatos são a EADS Cassidian e a Thales, o que deve garantir o seu funcionamento até 2030.

O caça russo MiG-29 foi demonstrado em voo durante um show aéreo em Balanitse no dia 20 de abril de 2012, em comemoração do Dia das Forças Armadas da Sérvia.

Com informações do amigo Rustam, direto da Rússia.

 

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18 COMENTÁRIOS

  1. E assim segue a sólida amizade entre Sérvia e Russia, apesar das desesperadas tentativas da OTAN de minar tal aliança.

  2. Pq não o Mig-35??

    Qual a diferença desse pro Mig-35?? Esses russos e essas nomenclaturas doida deles…

  3. eu acho q esses mig-29 sao usados.
    so achismo msm pq eles entregaram os mig-29k novos aos indianos, mas lembro q ha uns anos nao tinham mig-29 novos no mercado.

  4. Em minha opinião a Sérvia teria feito mais negocio se tivesse comprado 12 J-17 que seis Mig-29, a qualidade é bem menor beirando a do F-5M, mas ao menos poderia cobrir o espaço aéreo melhor com mais aeronaves e isso até levantar o caixa e comprar um caça de verdade como o Mig-29 ou o Su-30.

  5. Uma sugestão para a Mikoyan seria fabricar pequenos caças de desempenho baixo como o do J-17 porém claro de valores muito baixos. Seria uma boa saída para país pobres que querem ter uma força aérea mas não conseguem por falta de grana.

  6. Mas vale a pena um país comprar um jato dessa qualidade? Vale a pena comprar alvos aéreos????

  7. GIORDANI,

    Se a ideia for dissuasão por volume… Se o país tem dinheiro mas não tem acesso o mais refinado de tecnologia, pode apostar na quantidade para fazer valer o que quer que seja, mesmo que precise de 100 JF-17 para fazer o trabalho de 20 Rafales…

    • Concordo!!! E dou como exemplo o caso dos Me-262 sobre os demais caças 'alidos'. O que venceu o Me-262 não foram as qualidades do P-51 ou do P-47, mas sim a quantidade de aparelhos. Duzentos Me contra quase 20.000…e então chegamos a um país que opere F-5. Uma coisa é ter 48 F-5M, outra, é ter 148…o poder de dissuasão se faz realmente valer.

  8. GIORDANI,

    Se a ideia for dissuasão por volume… Se o país tem dinheiro mas não tem acesso o mais refinado de tecnologia, pode apostar na quantidade para fazer valer o que quer que seja, mesmo que precise de 100 JF-17 para fazer o trabalho de 20 Rafales…

  9. Não bemmmm assim GIORDANI, o JF-17, por exemplo, tem um desempenho razoável, melhor que os nosso F-5M, e ainda podem disparar varias armas: Míssil AIM120A/B/C Amraam, MICA, AIM 9Sidewinder, Magic 2, DS-10, Kentron R Darter, Derby, Python 3/4/5 e PL-9.
    Sua autonomia não é ruim cerca de 3480 km e pode carregar até 3629 kg de carga externa. Imagina esse aviãozinho apoiado por um R-99 e armado com 2 AIM-120 ou MICA e 2 Python 4 ou 5. O bicho já fica bem mais arisco e em quantidades adequadas um bom motivo pra um agressor pensar duas vezes antes de invadir o espaço aéreo. Mas eu sugerir essa ideia, para que países muito pobres possam invés de comprarem 6 caças comprassem 12 e cobrissem melhor o espaço aéreo. E convenhamos contra uma nação bem equipada 6 Su-35 ou 12 JF-17 não vão fazer muita diferença, agora 150 como o Paquistão quer aí a coisa muda.

  10. Nada de estraordinario nesta negociata,seria de estranhar que os ortodoxos servios nao adquirir avioes dos irmao ortodoxos russos vikings ,afinal nao foram varridos do mapa por causa da intervençao russa,no mais ,negocios sao negocios !

  11. Um exemplo clássico disso era a URSS, quantidade invés de qualidade.

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