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F-X2: Concorrência para compra de caças para a FAB continua sem definição

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A Saab apresentou no final de junho uma proposta atualizada de seu caça Gripen NG.

Após confirmar, neste ano, negócios bilionários envolvendo compra de helicópteros e submarinos franceses, e decidir, com vitória da Embraer, a primeira etapa, de US$ 1 bilhão, do Sistema Nacional de Monitoramento de Fronteiras (Sinfron), o governo deixou em segundo plano a polêmica licitação para a renovação da esquadrilha de caças da Força Aérea Brasileira (FAB).

O ministro da Defesa, Celso Amorim, que chegou a falar sobre a expectativa de ver a compra dos caças decidida ainda neste ano, agora diz não ter data confirmada para a decisão. Consultado na semana passada, em visita à França, o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, disse apenas que a questão está em análise na Presidência da República.

No governo, ninguém se arrisca a prever um desfecho para a concorrência que, em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao Brasil do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, indicou estar vencida pela Dassault. No início de 2012, emissários do governo dos Estados Unidos e da Boeing informaram ao governo brasileiro ter garantias do Congresso em relação à transferência de tecnologia, numa dimensão não realizada até hoje com nenhum parceiro dos americanos.

No fim do primeiro semestre, a Gripen, sueca, terceira concorrente da disputa, entregou ao governo nova proposta de venda do Gripen NG, atualizando valores e condições de pagamento, no que é considerado, pelo Ministério da Defesa, apenas uma revisão rotineira. Os concorrentes atacam o Gripen com o argumento de que é um avião ainda em testes. Os suecos propõem desenvolver o caça com apoio de empresas brasileiras.

O governo brasileiro assiste com curiosidade a movimentação da Boeing, que passou, neste ano a ser dirigida, no Brasil, pela ex-embaixadora americana no país Donna Hrinak. Ativa, Donna, que neste mês preside uma grande festa em Brasília pelos 80 anos da Boeing, tem feito contatos com autoridades, políticos e imprensa para defender a proposta americana, que é vista com desconfiança no governo pelas restrições existentes no país à transferência de tecnologia sensível – ponto fundamental para a decisão do governo brasileiro.

A Boeing tem anunciado compromisso de transferir tecnologia e convidar firmas brasileiras, como a Embraer, para participar de outros projetos da empresa nos EUA. O Ministério da Defesa argumenta que a decisão sobre os aviões da FAB independe do Orçamento de 2013, recém-enviado ao Congresso, porque o tempo necessário para terminar as negociações do contrato de compra adiará os primeiros desembolsos para além do ano que vem.

A presidente Dilma Rousseff, nas mãos de quem está a decisão sobre a retomada ou não das negociações, não deu nenhuma indicação a seus auxiliares sobre o tema, nas últimas semanas, apesar do intenso lobby das empresas.

Fonte: Valor Econômico

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F-X2: França diz que oferta de aviões Rafale para o Brasil é “a melhor”

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A França compete no programa F-X2 com o caça Rafale.

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, defendeu que a oferta dos 36 caças Rafale, da companhia Dassault, que o país pretende vender ao Brasil em um processo de licitação internacional, “é melhor” do que a das outras duas empresas que também estão na disputa, uma americana e uma suíça.

“Consideramos que é a melhor proposta, em diferentes planos, mas em particular no âmbito tecnológico”, indicou o chefe da diplomacia após se reunir em Paris com o ministro de relações exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

Os Rafale concorrem com os F/A-18E/F Super Hornet, da americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab, mas o processo está suspenso há vários meses por razões orçamentárias.

“A proposta francesa segue vigente, mas a decisão é dos brasileiros”, acrescentou Fabius em uma entrevista coletiva na qual qualificou como “excelente” a cooperação entre ambos os países.

Patriota, por sua vez, fechou o tema alegando que por enquanto não há “nenhum elemento adicional” e que a decisão está a cargo da Presidência e o do Ministério da Defesa.

A reunião e o posterior encontro serviram para que ambos os ministros ressaltassem, além disso, a vontade de passar a relação bilateral a uma “fase superior”, cooperando nos âmbitos econômicos, culturais, científicos e educativos.

A partir de agora e de maneira intercalada, segundo os dois chanceleres, haverá um encontro anual entre seus respectivos presidentes – François Hollande e Dilma Rousseff, seus ministros da Defesa e conselheiros diplomáticos a fim de estreitar esse vínculo.

“Queremos que os mecanismos já existentes sejam mais dinâmicos”, acrescentou Patriota, que decidiu também reativar o trabalho de um grupo econômico e comercial de alto nível.

Durante o encontro, os ministros também conversaram sobre o conflito palestino-israelense e a situação na Síria. Tanto Hollande como Patriota condenaram a repressão à população e destacaram a necessidade de pensar sobre como abordar as consequências desta ação, que reflete no aumento de refugiados em países vizinhos.

Fonte: Agência EFE, via Exame

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F-X3: Sukhoi prepara proposta do T-50 PAK FA para o Brasil

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O protótipo do caça russo de quinta geração Sukhoi T-50 PAK FA.

O jornalista Luiz Carlos Azedo do  jornal Correio Braziliense divulgou uma nota nesse domingo onde diz que a fabricante de aeronaves russa Sukhoi estaria preparando uma proposta de seu caça de quinta geração PAK FA ao Brasil, caso o F-X3 seja realmente uma verdade. Segundo a nota, no final deste ano as propostas do F-X2 vai expirar. Segue abaixo a nota do jornal.

“A fabricante russa Sukhoi prepara uma proposta para uma eventual terceira concorrência para compra dos novos caças da Força Aérea Brasileira (FAB), já chamada de FX-3. Oferecerá o modelo T-50 PAK-FA, desenvolvido em parceria com a Índia. O Programa FX-2 expira no fim do ano,” disse Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense.

O fim do programa atual F-X2, no qual concorrem os caças Rafale, Gripen e Super Hornet, a cada dia vem se tornando mais real, com os constantes adiamentos pelo Governo Federal. E da mesma maneira, a ideia do nascimento do programa F-X3, a terceira tentativa de compra de novos caças para Força Aérea Brasileira parece estar seguindo o caminho para tornar-se realidade.

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F-X2: Governo adia para dezembro decisão sobre os caças

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O caça Gripen NG Demonstrator, aeronave que serve para o desenvolvimento do novo Gripen E/F. (Foto: Saab Group)

Em junho, o governo brasileiro enviou uma carta aos três concorrentes (Dassault, Boeing e Saab) da licitação do projeto FX – que prevê a compra de 36 caças para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB) – pedindo a extensão do prazo de suas propostas até dezembro.

Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o procedimento é padrão para o governo – e que as propostas devem ser renovadas a cada seis meses, enquanto a decisão final não tiver sido tomada. “O projeto não está sendo abandonado. Haverá uma decisão no tempo certo. Mas, hoje, eu prefiro não apontar uma data”, afirmou o ministro.

Segundo Amorim, o governo não está conversando com nenhuma das empresas, em especial, atualmente. A decisão sobre os caças segue na mesa da presidente da República, mas vem sendo preterida desde que a desaceleração econômica tornou-se o centro das atenções do governo. Não só falta tempo para definições sobre a pasta da Defesa, como também a situação fiscal do país não é das mais folgadas. A queda da arrecadação tem, inclusive, se tornado um obstáculo para o Palácio do Planalto executar todas as ações de estímulo econômico que planeja.

De acordo com o ministro, o governo baseará sua decisão em preço, qualidade e transferência de tecnologia. “Mas o peso específico que será dado a cada critério é algo que eu não tive a chance de conversar profundamente”, afirmou.

Fontes do setor garantem, contudo, que a decisão terá critérios muito mais complexos e estratégicos, envolvendo outros acordos econômicos e políticos. Exemplo disso é que o ex-presidente Lula e seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, defenderam abertamente a concorrente francesa Dassault de olho, principalmente, no apoio do ex-presidente Nicolas Sarkozy à candidatura brasileira ao Conselho de Segurança da ONU.

O orçamento da Defesa vem recuando ao longo dos anos. Está atualmente em 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 2% fixados em 2011.

Fonte: veja.com, via NOTIMP

Nota do Editor: Destaquei em negrito uma parte do texto que me deixou indignado. Será que depois de todo este tempo, uma pessoa considerada Ministro da Defesa, não conseguiu AINDA definir o que realmente quer. Realmente a letargia e incompetência do governo sobre esse assunto é algo assustador. Temos que ver futebol mesmo e esquecer de defender nosso país. e vamos empurrando com a barriga…

F-X2: Desaceleração econômica adia plano de compra de caças

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Um caça Dassault Rafale M a bordo do porta-avião francês Charles de Gaulle.

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, afirmou que a desaceleração econômica tem atrasado a decisão do governo de adquirir uma nova geração de jatos de combate. “O projeto não está sendo abandonado. Haverá uma decisão no tempo certo. Mas, hoje, eu prefiro não dar uma data”, comentou o ministro em uma entrevista para a Dow Jones. “A situação econômica está menos favorável do que o esperado e naturalmente exige cuidado”, acrescentou.

Três competidores internacionais estão na disputa para fornecer os caças para o Brasil: a sueca Saab, com o modelo Gripen NG; a norte-americana Boeing, com seu F/A-18 Super Hornet; e a francesa Dassault Aviation, com o Rafale.

O governo brasileiro enviou uma carta para essas empresas em junho, pedindo que suas propostas fossem estendidas até dezembro. Segundo o governo, essa é uma prática comum, que ocorre a cada seis meses quando não há uma decisão. “Eu não estou em conversações com nenhuma companhia no momento, o que não exclui a possibilidade de eu receber alguém aqui”, comentou Amorim em seu escritório em Brasília.

“Hoje, eu não diria que nenhuma companhia é favorita. A questão mais importante é quando nós vamos fazê-lo e, então, analisaremos novamente as propostas”, explicou o ministro. “Existe a necessidade de nos reequiparmos, mais isso precisa ser resolvido de acordo com as possibilidades do país”.

Ele disse ainda que preço, qualidade e transferência de tecnologia são os três principais elementos, “mas o peso específico que será dado a cada um deles é algo que eu ainda não tive a chance de discutir profundamente”.

Amorim afirmou ainda que quer elevar o orçamento da Defesa para 2% do PIB, o que traria o Brasil para mais perto dos níveis observados em países como China, Rússia e Índia. “Esse é meu objetivo. Não é um programa de governo aprovado. É algo que eu considero razoável de ser atingido”. Segundo o ministro, os gastos com defesa podem ser uma maneira eficiente de criar e manter empregos durante a atual desaceleração econômica, além de fornecer incentivos para avanços tecnológicos. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

F-X2: Boeing traz fornecedores de seu caça ao Brasil

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A Boeing trouxe novidades ao governo brasileiro sobre a transferência de tecnologia oferecida junto ao caça Super Hornet. (Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class James R. Evans / U.S. Navy)

Doze fornecedores principais do caça supersônico F-18 Super Hornet, produzido pela americana Boeing, entre eles a Raytheon, Northrop Grumman e GE, se reuniram ontem em São José dos Campos com 67 empresas brasileiras do setor aeroespacial brasileiro. Um dos objetivos do encontro, realizado no Parque Tecnológico do município, foi estabelecer acordos de parceria industrial para a fabricação de partes e sistemas do F-18, caso o avião seja selecionado pelo governo brasileiro para ser o novo caça de combate da Força Aérea Brasileira (FAB).

A diretora de Estratégias e Parcerias Internacionais da Boeing, coordenadora do encontro, Susan Colegrove, disse que as empresas americanas têm interesse em identificar oportunidades de negócios com as companhias brasileiras, não só no contexto do programa F-X2, mas também na área de aviação comercial.

“Já temos um memorando de entendimento assinado com mais de 25 empresas brasileiras do setor aeroespacial e de defesa visando o estabelecimento de parcerias duradouras, a exemplo do que já fizemos com a Embraer “, comentou.

Nos últimos dois meses, Boeing e Embraer assinaram dois acordos de cooperação, um para o programa de desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390 e o outro para o fornecimento de sistemas de integração de armamento para a aeronave Super Tucano.

O diretor da Parker Aerospace, Guilherme Bonatto, disse que a direção da empresa nos Estados Unidos tem planos de instalar no Brasil um centro de reparos, modernização e de testes de componentes e, numa segunda etapa, uma fábrica para atender seus clientes. A Embraer seria o principal deles, pois todos os sistemas de combustível, hidráulicos e de comando de voo dos jatos 170/190 são fornecidos pela companhia americana.

O contrato mais recente da Parker com a Embraer, segundo Bonatto, foi para o jato executivo Legacy 500, que está em fase final de desenvolvimento. “As companhias Aéreas Gol e Azul também são clientes da Parker e o novo centro de serviços atenderia ao crescimento da demanda das companhias Aéreas que atuam no mercado brasileiro e da América Latina.”

A Parker também é fornecedora de sistemas para o F-18. “Caso tenhamos uma fábrica no Brasil, provavelmente ela seria instalada em São José dos Campos onde já temos uma unidade industrial que atende outros mercados”, explicou o diretor. O projeto do centro de serviços, de acordo com Bonatto, ainda não tem data definida, mas deverá ser implementado no médio prazo.

O diretor da divisão Sistemas Embarcados e Espaciais da Raytheon, que foi a empresa integradora do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), Larry Seeley, disse que já assinou memorandos de entendimento com dez empresas brasileiras e que o governo americano autorizou a companhia a transferir tecnologia na área de radares e de sistemas eletrônicos que equipam o caça F-18.

Os três novos sistemas agora disponibilizados ao Brasil através da transferência de tecnologia. (Foto: Apresentação da Raytheon)

“Estamos oferecendo a possibilidade das empresas brasileira fornecerem diversos componentes dos nossos sistemas aviônicos mais avançados, usados atualmente pelo F-18 da Marinha americana, como o radar APG 79 AESA (da sigla em inglês Varredura Eletrônica Ativa) e o ATFLIR (sistema de rastreamento e visualização de alvos por infravermelho)”, explicou.

Segundo Seeley, na terça-feira a companhia conversou com executivos da Mectron, empresa do grupo Odebrecht, especializada em mísseis e sistemas eletrônicos, sobre a possibilidade de a brasileira vir a fabricar alguns componentes do sistema ATFLIR. “Pelo contato que já tivemos até agora, as empresas brasileiras estão muito interessadas em adquirir conhecimento dessas tecnologias de sistemas da Raytheon”, disse.

O gerente-geral de Soluções para Aeronaves Comerciais da BAE, Todd Rash, disse que a companhia pretende explorar oportunidades de parceria não só na área de defesa, para o F-18, mas também na área de aviação comercial e citou como exemplo as negociações que vem mantendo com a TAP, na parte de manutenção e reparo de aeronaves.

No fim deste mês, segundo ele, a BAE também espera fechar o contrato de fornecimento dos sistemas eletrônicos de controle de voo para o avião de transporte militar KC-390, para o qual a empresa também terá que assinar compromissos de “offset” (compensação e transferência de tecnologia). A BAE foi selecionada pela Embraer para o projeto do KC-390 em 2011. O valor do contrato está estimado em US$ 36 milhões.

Fonte: Virginia Silveira / Valor Econômico

Nota do Editor: Já havíamos antecipado em primeira mão a oferta dos EUA, através da Raytheon, de oferecer a transferência de tecnologia para os componentes do radar AESA, do pod ATFLIR e do receptor de alerta radar, quando essa semana foi feita a apresentação aos empresários do Rio Grande do Sul.

F-X2: Boeing apresenta oportunidades de negócio no Rio Grande do Sul para o F/A-18 Super Hornet

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Um caça Boeing F/A-18E Super Hornet da Marinha dos EUA recebe combustível em voo de um KC-10 da Força Aérea dos EUA. (Foto: U.S. Air Force)

A Boeing apresentou na manhã dessa terça-feira, dia 31 de julho, as oportunidades de negócios para as indústrias do Rio Grande do Sul. O evento realizado na Federação das Indústrias (Fiergs), em Porto Alegre, contou com a presença de diversos empresários gaúchos. A Boeing espera fechar acordos de parceria industrial para fabricação e manutenção de partes do caça Super Hornet.

A apresentação da Boeing feita pela representante de negócios internacionais Susan Colegrove. (Fotos: Fernando Valduga / Cavok Brasil Team)

A representante da Boeing, Susan Colegrove, explicou aos empresários o objetivo da Boeing ao promover a transferência de tecnologia para o Brasil no projeto do caça F/A-18E/F Super Hornet, caso ele seja o escolhido pela Força Aérea Brasileira na competição F-X2. A Boeing frisou muito a transferência de tecnologia irrestrita e mostrou como todos contratos já firmados pelo mundo foram atendidos no prazo e dentro do orçamento proposto.

Além de representantes da fabricante norte americana Boeing, representantes de outras empresas parceiras da Boeing também divulgaram suas possibilidades de trabalho conjunto no Brasil, como a Northrop Grumman (fuselagem), a Raytheon (aviônicos e radar AESA) e a GE (motores).

O representante da Raytheon, Larry Seeley, passou a informação que a empresa vai transferir a tecnologia dos aviônicos integrados no caça F/A-18 Super Hornet, incluindo o radar AESA AN/APG-79, do Receptor de Alerta Radar AN/ALR-67(V)3, e do pod ATFLIR AN/ASQ-228, caso o avião seja escolhido pela FAB.

A Força Aérea Brasileira pretende adquirir 36 novos caças e está analisando as propostas dos caças Dassault Rafale, da França, Saab Gripen NG, da Suécia, e o Boeing F/A-18E/F Super Hornet, dos EUA.

Estratégia Nacional de Defesa: Termina o F-X2 e define critérios para o F-X3

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Os caças Mirage 2000C/D da FAB vão ter que esperar mais para ser substituídos.

A proposta da nova Estratégia Nacional de Defesa enviada ao Senado, no dia 17 de Julho, traz importantes definições. Uma delas é oficialmente encerrar o Programa F-X2 e partir para o F-X3 e de forma surpreendente estabelecer critérios para tal.

A  leitura da nova Estratégia Nacional de Defesa (END) tem um texto mais objetivo e foi eliminado o estilo retórico do Prof Mangabeira Unger, que coordenou a primeira edição da END lançada, em 2008.

Há várias análises relevantes que merecem uma leitura detalhada. A END apresenta-se como uma leitura mais interessante que o próprio Livro Branco de Defesa Nacional

Na análise e definição sobre a  A Força Aérea Brasileira (FAB) são apresentados  os objetivos da Força.

Texto  pág 16. END

Quatro objetivos estratégicos orientam a missão da Força Aérea Brasileira e fixam o lugar de seu trabalho dentro da Estratégia Nacional de Defesa. Esses objetivos estão encadeados em determinada ordem: cada um condiciona a definição e a execução dos objetivos subsequentes.

  1. A prioridade da vigilância aérea.
  2. O poder para assegurar o controle do ar no grau desejado.
  3. A capacidade para levar o combate a pontos específicos do território nacional, em conjunto com a Marinha e o Exército, constituindo uma única força combatente, sob a disciplina do teatro de operações.
  4. O domínio de um potencial estratégico que se organize em torno de uma capacidade, não em torno de um inimigo

Ao tratar dos pontos relevantes para a FAB a END traz uma análise sobre as condicionantes  e perspectivas  para o F-X3. É sinal que o presente estágio do F-X2 não é satisfatório, para militares ou o governo.

Define opções a serem evitadas como esgotadas, no caso a modernização das plataformas atuais. Porém pela primeira vez o governo fala sobre a possibilidade de um caça de “Quinta Geração” como meta final.

Porém indica que o presente momento poderá ter uma opção intermediária, um GAP FILL.

Abaixo texto da Estratégia Nacional de Defesa, pág 18

“Dentre todas as preocupações a enfrentar no desenvolvimento da Força Aérea, a que inspira cuidados mais vivos e prementes é a maneira de substituir os atuais aviões de combate, uma vez esgotada a possibilidade de prolongar-lhes a vida por modernização de seus sistemas de armas, de sua aviônica e de partes de sua estrutura e fuselagem.

O Brasil confronta, nesse particular, dilema corriqueiro em toda parte: manter a prioridade das capacitações futuras sobre os gastos atuais, sem tolerar desproteção aérea. Precisa investir nas capacidades que lhe assegurem potencial de fabricação independente de seus meios aéreos e antiaéreos de defesa. Não pode, porém, aceitar ficar desfalcado de um escudo aéreo, enquanto reúne as condições para ganhar tal independência. A solução a dar a esse problema é tão importante, e exerce efeitos tão variados sobre a situação estratégica do País na América do Sul e no mundo, que transcende uma mera discussão de equipamento e merece ser entendida como parte integrante desta Estratégia Nacional de Defesa.

O princípio genérico da solução é a rejeição das soluções extremas – simplesmente comprar, no mercado internacional, um caça “de quinta geração”, ou sacrificar a compra para investir na modernização dos aviões existentes, nos projetos de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), no desenvolvimento, junto com outro país, do protótipo de um caça tripulado do futuro e na formação maciça de quadros científicos e técnicos.

Consideração que poderá ser decisiva é a necessidade de preferir a opção que minimize a dependência tecnológica ou política em relação a qualquer fornecedor que, por deter componentes do avião a comprar ou a modernizar, possa pretender, por conta dessa participação, inibir ou influir sobre iniciativas de defesa desencadeadas pelo Brasil.”

O Livro Branco de Defesa Nacional, na página  203, traz o seguinte texto:

FX-2: aquisição de 36 caças multimissão para substituir os Mirage 2000. O projeto teve sua fase de avaliações para o processo de seleção concluída, aguardando a decisão governamental para prosseguir.”

Um Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED), prospectivo, pois aguarda aprocvação do governo indica os rumos a serem tomados:

Projetos e Subprojetos Prioritários da Força Aérea (pag 253 LBDN)

Projeto                                                                                                                           início      fim      valor total(+)
Projeto Capacitação Operacional da FAB (E)                                                2009    2030     55.121,0
Subprojeto Aeronave de Caça Multimissão (F-X2)                                      2013    2026
Subprojeto Aeronave Pesada para Transp. Presidencial (VC-X2)            2013     2014
Subprojeto Helicóptero Médio de Emprego Geral (H-XBR/EC-725)       2009    2017
Subprojeto Aeronave Pesada de Carga e Reab (KC-X2)                           2013    2016
Subprojeto Unidade Celular de Comando e Controle                               2013     2015
Subprojeto Aeronaves de Transporte, Ensaios e Inspeção em Voo       2013    2028
Subprojeto Aeronaves de Busca e Resgate                                                 2015    2016
Subprojeto Aeronaves de Patrulha Marítima                                             2016    2028
Subprojeto Aeronaves de Reconhecimento / VANT                                  2012    2024
Subprojeto Aeronaves de Asas Rotativas                                                    2012    2026
Subprojeto Aeronaves de Instrução                                                              2016    2025
Subprojeto Segurança Terrestre                                                                    2011    2023
Subprojeto Sistemas Bélicos                                                                            2009    2030
(+) valor em milhões de Reais

Íntegras dos Documentos

Política Nacional de Defesa (PND);  0,5MB pdf
Estratégia Nacional de Defesa (END);  0,5 MB pdf
Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN). 72 MB pdf

Fonte: DefesaNet / Nelson During

Dica do amigo CAL. Obrigado 😉

F-X2: ‘Venda de caças não é o único interesse da Boeing no Brasil’

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A Boeing que oferece o caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil pretende incluir outros produtos no pacote.

O avião usado pela presidente Dilma Rousseff é um Airbus A319 francês – o próximo, todavia, tem boas possibilidades de sair do complexo da Boeing, no Estado americano de Washington. Em maio, o Comando da Aeronáutica enviou à Boeing e à Airbus um pedido formal de oferta de dois aviões, para reabastecimento em voo e de longo alcance.

A resposta deve chegar, no máximo, em 90 dias. O plano da Força Aérea prevê que os jatos analisados – o Boeing 767 e o A330 – possam ser convertidos para o transporte de passageiros e carga. Um deles teria espaço preparado para receber uma seção executiva de uso da Presidência em viagens longas. A seleção pode considerar jatos usados, que seriam submetidos a um procedimento de modernização e revitalização.

É um negócio prestigioso – todavia, não ocupa espaço na agenda da presidente da Boeing do Brasil, Donna Hrinak. Discreta, prefere evitar o assunto. Ex-embaixadora no País entre 2002 e 2004, e ex-vice-secretária de Estado para o México e o Caribe, está agora empenhada em firmar parcerias que consolidem a presença da empresa no mercado. Donna identifica no Brasil a oportunidade de vendas “para mais de mil aeronaves, ou seja, 40% da demanda de toda a América Latina até 2032 – veja bem: estamos falando de US$ 100 bilhões a serem contratados”.

Morando em São Paulo, onde já viveu nos anos 80, quando era oficial diplomática no Consulado dos EUA, Hrinak está fazendo a redescoberta dos restaurantes italianos e japoneses – para ela, “estão entre os melhores do mundo”. Na sexta-feira, preparando uma caminhada pelo Parque Ibirapuera com o marido, Frans Boete, a presidente da Boeing falou ao Estado. A seguir, os principais trechos da entrevista.

A Boeing está redescobrindo o Brasil?

Nossa parceria com o Brasil é antiga. São 80 anos – em setembro de 1932 entregamos as primeiras aeronaves militares ao governo brasileiro. Além disso, fornecemos aeronaves às empresas aéreas brasileiras desde 1960. Geralmente, quando as pessoas ouvem o nome Boeing pensam em aeronaves, e elas não estão erradas, mas somos, acima de tudo, uma empresa de tecnologia. Por isso, as parcerias que esperamos estabelecer por aqui incluem também universidades, laboratórios de ideias e centros de pesquisa.

Há resultados práticos?

Já assinamos um acordo com a Embraer e com a Fapesp para colaborar na pesquisa e desenvolvimento de um programa para criar uma indústria sustentável de biocombustíveis. Outra oportunidade que nos empolga muito é a de participar do programa Ciência sem Fronteiras, uma iniciativa do governo brasileiro. Patrocinamos um ano de estudos de 14 alunos dos cursos de engenharia aeroespacial e engenharia aeronáutica em universidades norte-americanas e ainda oferecemos um estágio de dois meses na Boeing, que termina no dia 24 de julho.

Em que estágio se encontra a implantação do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Aeroespacial?

O vice-presidente de Pesquisa e Tecnologia da Boeing do Brasil chegou no final de maio, vindo de Pequim, onde também estabeleceu um centro de pesquisa e tecnologia para a China. Desde então, manteve consultas com universidades, cientistas e autoridades governamentais para identificar áreas promissoras de cooperação. A partir de nossas conversas com potenciais parceiros brasileiros, achamos que essas áreas incluem pesquisas sobre materiais avançados e biomateriais, análise visual (visual analytics) e sondagem remota.

Quais são as metas da Boeing do Brasil?

Estamos no Brasil para ficar. Além de continuar o engajamento com nossos clientes na área comercial, queremos colaborar com o avanço e a competitividade da indústria de defesa do Brasil. Estamos avaliando novas oportunidades de negócio com foco no longo prazo, sempre nos alinhando com empresas locais para criar planos de negócios que sejam mutuamente benéficos. Na Boeing, temos muita experiência em aplicação prática de estudos e acreditamos que podemos trabalhar juntos nessa transição de colocar em prática no próprio mercado nacional, e também no internacional, as pesquisas elaboradas pelos brasileiros. Somos uma das três empresas finalistas na escolha para fornecer novos caças à Força Aérea Brasileira – mas este é apenas um de nossos interesses no País. Já identificamos 25 empresas locais que poderiam ser parceiras da Boeing nessa empreitada, gerando 5 mil empregos.

Qual é o tamanho da frota de aviões da Boeing no Brasil?

Aproximadamente 170 aeronaves da Boeing voam no Brasil atualmente, ou mais de 50% da frota total do País. Temos excelentes clientes. A Gol é a maior operadora – são cerca de 130 aeronaves, inclusive os novíssimos 737-NG.

Qual é o resultado prático dos acordos de cooperação estabelecidos pela Embraer com a Boeing?

Os acordos são uma evolução natural da relação da Boeing com a Embraer. Como empresas líderes no mercado aeroespacial global, faz sentido trabalharmos em conjunto em áreas nas quais compartilhamos interesses. Costumo dizer que quando falamos com a Embraer é como se estivéssemos falando com nós mesmos porque as culturas das duas empresas são muito parecidas. Na prática, nossos acordos vão possibilitar que ofereçamos produtos e serviços que tornem a aviação comercial mais eficiente e segura.

A Boeing e a Embraer poderiam desenvolver, em projeto conjunto, um novo avião regional nos padrões exigidos pelo mercado?

Temos um acordo para trabalhar juntos na área de aeronaves comerciais buscando eficiência e segurança, no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias e em biocombustíveis sustentáveis para aviação. Outras parcerias nas áreas comerciais e de defesa estão sendo estudadas e serão anunciadas quando estivermos de acordo com relação às oportunidades de mercado. O arcabouço da colaboração foi estabelecido no acordo que assinamos em abril, paralelamente à visita da presidente Dilma ao presidente Obama. Desde então, anunciamos duas colaborações significativas na área de defesa e segurança: o apoio da Boeing ao programa da aeronave de transporte aéreo de médio porte KC-390, que a Embraer está desenvolvendo para a Força Aérea Brasileira, e a integração de armas ao Super Tucano, inclusive no que faz parte da oferta da Embraer na concorrência da Força Aérea dos EUA para fornecimento de 20 aviões de ataque leve para o Afeganistão.

A sra. declarou que as restrições à transferência de variada tecnologia de ponta, atribuídas à proposta da Boeing na escolha dos F-X2, não passam de ‘lenda’? Como assim?

Compreendo a importância da transferência de tecnologia dentro do contexto da concorrência dos caças. Todavia, me incomoda focar excessivamente nesse conceito porque ele me remete à ideia de relação “Norte-Sul” da segunda metade do século passado, quando falávamos de um “Norte” supostamente desenvolvido e sofisticado que transferiria seu conhecimento e sabedoria a um “Sul” supostamente despreparado e subdesenvolvido. Essa nunca foi uma descrição justa e muito menos completa de nossas relações econômicas e de nossos investimentos. Isto dito, em relação à escolha dos caças, apresentamos, repetidamente, garantias dos poderes Legislativo e Executivo do governo dos EUA, vindas dos dois partidos, de que endossam e garantem a oferta agressiva de tecnologia proposta pela Boeing. Nossa oferta inclui o mesmo nível de compartilhamento de tecnologia disponibilizado para nossos aliados da Otan, o que significa o mais alto nível de compartilhamento de tecnologia que praticamos.

Na proposta da Boeing, quanto do caça F-18 E/F Super Hornet seria fabricado ou integrado no Brasil?

A Boeing ofereceu formalmente ao governo brasileiro a possibilidade de montagem final do Super Hornet, não somente para as aeronaves brasileiras, mas também para as da Marinha dos Estados Unidos, além da fabricação de partes significativas da fuselagem. O Super Hornet trará oportunidades que vão além da produção da aeronave. A tecnologia para o suporte e upgrade da aeronave ficará no Brasil, o que permitirá aplicar esse conhecimento às aeronaves brasileiras no futuro. Como maior empresa aeroespacial do mundo, a Boeing pode trazer oportunidades inéditas para a indústria brasileira por conta das relações com fornecedores e outros players do setor aeroespacial e de defesa. Um exemplo concreto recente foi a seleção, no início de 2012, da empresa AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit Systems, para fornecer o Display de Grande Área (LAD, na sigla em inglês) que integrará o Sistema Avançado de Cockpit (Advanced Cockpit System) utilizado nos Super Hornets da Boeing e na família de aeronaves F-15, incluindo a Silent Eagle. A AEL ganhará know-how que possibilitará expansão da sua atuação no mercado de capacidades avançadas de aviônicos do cockpit de vários tipos de aeronaves, inclusive helicópteros. São parcerias que permitirão à indústria elevar a posição no mercado global.

Donna Hrinak foi ex-embaixadora dos Estados Unidos no Brasil entre 2002 e 2004, na Venezuela (de 2000 a 2002), na Bolívia (de 1997 a 2000) e na República Dominicana (de 1994 a 1997). Foi vice-secretária de Estado para o México e o Caribe e também oficial diplomática no Consulado dos EUA em São Paulo. É a presidente da Boeing do Brasil desde setembro de 2011.

Fonte: Agência Estado / Roberto Godoy

Dilma conversa com Boeing para novo avião presidencial

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A Boeing está oferecendo o novo 747-8 Intercontinental para substituir os atuais 747-200 para transporte do presidente dos EUA, e o governo brasileiro estudo adquirir uma aeronave semelhante.

A presidente Dilma Rousseff está em conversas com a Boeing para adquirir um novo avião presidencial, disseram quatro fontes à Reuters, sinalizando uma entrada maior para a fabricante norte-americana em um dos maiores mercados emergentes do mundo.

Dilma quer um avião maior, mais consistente com o crescente poderio político e econômico do Brasil, e está avaliando a compra de um Boeing 747 similar ao Air Force One, aeronave usada pelo presidente dos Estados Unidos, disseram as fontes sob condição de anonimato.

Atualmente, Dilma usa um Airbus A319, que foi comprado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004. No entanto, a aeronave é incapaz de realizar longos percursos e teve de realizar duas paradas para abastecimento durante a viagem da presidente à Índia, em março, disseram as fontes.

“Presidentes brasileiros irão viajar à Índia e à China uma vez por ano todos os anos a partir de agora, e não devemos ter que fazer paradas como esta”, disse uma das fontes.

Outra fonte disse que a opção pela Boeing era a única sendo seriamente analisada por Dilma.

Se a compra for realizada, será uma vitória simbólica nos esforços da Boeing de ganhar mercado na maior economia da América Latina e a sexta do mundo. A questão ganhou urgência já que os tradicionais mercados da companhia nos Estados Unidos e na Europa apresentam baixas previsões de crescimento.

Relações próximas

Para os voos internacionais com a presidente Dilma Rousseff, a FAB utiliza um Airbus A319CJ. (Foto: Roslvamir Afonso Delagassa / Cavok)

A Boeing anunciou um acordo neste mês para fornecer um novo sistema de armas para o avião de combate leve Super Tucano, fabricado pela Embraer, que está tentando expandir suas operações na área da defesa.

As companhias também anunciaram em junho que iriam colaborar no desenvolvimento e marketing do jato militar e de reabastecimento KC-390, também da Embraer.

É possível que um relacionamento mais próximo com o governo brasileiro e a maior fabricante de aeronaves do país possa dar à Boeing uma vantagem em outro negócio muito maior, de ao menos 5 bilhões de dólares: a nova geração de caças da Força Aérea Brasileira.

A francesa Dassault e a sueca Saab são as outras duas concorrentes para o negócio. Dilma não deve tomar nenhuma decisão até o início de 2013, disseram autoridades.

Jim Proulx, um porta-voz da Boeing, disse por e-mail: “Nós não comentamos na mídia as discussões que podemos ou não ter com clientes potenciais.”

O Boeing 747 tem quatro turbinas ante duas na maioria dos modelos mais novos. Pode, portanto, oferecer maior segurança em caso de um problema em motor em pleno voo –uma prioridade para Dilma após problemas de segurança recentes com seu avião atual, disseram as fontes.

Em junho, o Airbus presidencial sofreu um problema relacionado à pressurização da cabine durante viagem entre Rio de Janeiro e Brasília. Apesar de não ter deixado feridos, o avião teve de retornar ao Rio e Dilma foi forçada a voar a bordo de uma aeronave reserva menor, desembarcando em casa depois da meia-noite.

O jornal “O Globo” informou no sábado que Dilma “morre de medo” de turbulência e instruiu seus pilotos algumas vezes a alterar o plano de voo para desviar de tempestades ou outros problemas.

Outra grande compra de um grande avião presidencial, apenas oito anos após a última aquisição, poderá causar disputas políticas. O ex-presidente Lula enfrentou grandes críticas por gastos excessivos ao comprar o Airbus por alegados US$ 57 milhões.

No entanto, as ambições políticas e econômicas cresceram desde então. O Produto Interno Bruto brasileiro superou o da Grã-Bretanha em 2011, e sua influência cresceu em fóruns internacionais e em outros mercados emergentes, especialmente em países africanos.

Até mesmo uma viagem recente à Etiópia precisou de uma parada de abastecimento no oeste africano, disse uma das autoridades.

O Airbus A319 tem uma autonomia de 3.740 milhas náuticas, segundo o site da companhia na Internet. A distância de voo entre São Paulo e Nova Délhi é de aproximadamente 7.800 milhas náuticas. A Airbus pertence ao grupo europeu EADS.

Fonte: Reuters, via Agência Estado

Dica dos amigos Symon e Jakson. Obrigado 😉

Boeing prevê aumento de interesse pelo F-18 nos EUA e no exterior

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O jato de combate F-18 opera atualmente na Marinha dos EUA com a versão de caça de ataque Super Hornet e a versão de guerra eletrônica Growler. (Foto: U.S. Navy)

Com o aumento dos preços e prazos fugindo do controle para o caça Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter, a Boeing diz que está vendo uma retomada no interesse pelos F-18 em mercados estrangeiros aos Estados Unidos.

A empresa está especialmente interessada nas potenciais vendas internacionais, disse Mike Gibbons, vice-presidente dos programas F/A-18 e EA-18 da Boeing Military Aircraft. A empresa pode aproveitar sua presença global para oferecer melhores ofertas para clientes internacionais, especialmente quando se trata de oferecer a participação industrial nas instalações da Boeing ou nos programas ao redor do mundo, diz Gibbons.

“Podemos mapear tudo na Boeing”, disse Gibbons no dia 12 julho, durante uma simulação de tecnologia do F-18 fora do Pentágono. A Boeing pode trocar por trabalho em outros programas como um adicional para fechar potenciais vendas do F-18, diz ele.

Não apenas o Brasil, mas outros países estão interessados nos F-18s, bem como forças militares estrangeiras que estão de olho em algumas das melhorias do cockpit que foram apresentadas na mais recente proposta de Super Hornets, disse Gibbons.

O novo cockpit permite que a tripulação possa adaptar os displays, mudando tamanho, posição e tipo, dependendo do que eles precisam ou querem em qualquer determinado cenário, com uma capacidade de mudança de tela semelhante a muitos computadores pessoais.

Uma mudança que a Marinha dos EUA está particularmente interessada, disse Gibbons, é o desenvolvimento de tanques de combustível conformais, que também abriria a posição atual do tanque central de combustível para outras cargas.

Agora a Boeing só precisa manter a linha de produção F-18 em ritmo lento até que a Marinha dos EUA ou potenciais compradores internacionais decidim se querem adquirir a aeronave. “Nossa linha está boa até o final de 2015”, disse Gibbons. Até então, a Boeing acredita que a Marinha dos EUA e outros potenciais compradores devem estar prontos para decidir.

Uma aeronave que está ajudando a manter o F-18 numa alta taxa de produção é o EA-18G Growler, a versão de guerra eletrônica (EW) da Marinha dos EUA.

“Há uma tremenda necessidade de adicionais Growlers”, disse Gibbons. Entre o ano fiscal de 2008 e o ano fiscal de 2017, a Marinha terá gasto ou está previsto gastar cerca de US$ 1,5 bilhão para aeronaves Growlers, fazendo a aeronave ser a terceira maior plataforma de Guerra Eletrônica do serviço para esse período de tempo, baseado numa análise da Aviation Week.

Fonte: Aviation Week – Tradução: Cavok

F-X2: Caças antigos geram prejuízos milionários

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Um caça F-5EM num final de tarde na Base Aérea de Canoas. (Foto: Leandro Casella / Cavok)

A renovação da frota de aviões supersônicos da FAB (Força Aérea Brasileira) está emperrada há 16 anos e, além de tornar os caças brasileiros obsoletos, tem provocado um desperdício de dinheiro. Para reconfigurar os aviões de guerra à disposição – que têm tecnologia da década de 1980 -, a Aeronáutica foi obrigada a comprar, nos últimos dez anos, dois pacotes de peças, que custaram R$ 776 milhões, segundo a Aeronáutica.

O dinheiro foi usado para modernizar 12 Mirages 2000, adquiridos usados junto ao governo francês, em 2006, e 46 F-5EM, comprados também de segunda mão da Jordânia. Parte desses F5 foi enviada para à Embraer para a atualização tecnológica – que só será concluída no ano que vem. Esses caças são, atualmente, o que mais aproxima o Brasil do século 21 da aviação de combate. “Venezuela, Chile e Peru têm modelos mais modernos. Os aviões brasileiros só servem para desfilar”, critica o especialista em aviação militar Carlos de Santis Júnior.

No fim do mês passado, o governo brasileiro comunicou às três fabricantes finalistas do programa FX-2 que adiou, pela quarta vez, a divulgação do resultado – agora, até 31 de dezembro. A justificativa é a falta de dinheiro diante da crise financeira. A compra é estimada em até R$ 16 bilhões.

FX-3

A Sukhoi disse que pretende oferecer o T-50 caso exista uma competição F-X3.

Com o risco de a licitação expirar no fim do ano, a fabricante russa Sukhoi prepara uma proposta para uma eventual terceira concorrência, já chamada de FX-3. A empresa oferecerá o caça T-50 PAK-FA, desenvolvido em parceria com a Índia. A aeronave poderia ter todo o processo de produção conduzido pela indústria brasileira.

Parcerias

A Embraer fechou uma parceria com a Boeing para o programa KC-390. (Foto: Embraer)

As finalistas também se movimentam. A Boeing assinou recentemente um acordo com o Brasil para fabricar o KC-390, substituto do Hércules, e que será o modelo mais moderno de transporte de cargas militares. Além da aproximação industrial, os americanos também ofereceram um ‘brinde’ pela escolha do F-18 SuperHornet: uma cópia do Air Force One, usado pelo presidente dos Estados Unidos, para servir como o novo ‘AeroDilma’.

A Dassault, fabricante do Rafale, anunciado precocemente como vencedor pelo ex-presidente Lula durante a visita do então presidente da França, Nicolas Sarkozy, em 2009, assinou 70 cartas de intenções de desenvolvimento de outros equipamentos militares para confirmar o favoritismo. A Saab, fabricante do Gripen, modelo preferido pela Aeronáutica, aposta na oferta de desenvolver um sistema de vigilância aérea em parceria com a Embraer.

E OS NOVOS?

AUGUSTO HELENO – General reformado e comentarista do Grupo Bandeirantes

O Brasil precisa adquirir rapidamente um novo caça, pois os atuais F-5 (acima) e Mirage tem uma vida de mais 10 a 12 anos. (Foto: Leandro Casella / Cavok)

A aquisição de 36 caças supersônicos de última geração para substituir a frota atual da Força Aérea Brasileira vem sendo adiada desde 1996, com base em sucessivas desculpas, técnicas, financeiras e políticas.

Acontece que os velhos Mirage e F5, que hoje equipam nossa Força Aérea, modernizados ou não, terminarão seu prazo de vida útil, dentro de 10 a 12 anos. Não substituílos a tempo significa comprometer, seriamente, a defesa do espaço aéreo brasileiro.

Depois de longos estudos de diversas propostas, apenas três empresas seguem na disputa. A decisão, por uma delas, compete ao presidente da República.

O relatório final da FAB considera os três modelos excelentes e compatíveis com suas necessidades de reaparelhamento. Não estabelece preferência entre eles. Especialistas, no entanto, já disseram: que o americano F18 E/F Super-Hornet, da Boeing, ofereceria menor risco, por já ter sido testado em combate, em diversos países; que o sueco Gripen NG, da Saab, é o mais barato e nos daria maior independência, em termos tecnológicos e de manutenção; e que o francês Rafale, da Dassault, teria vantagens de cunho político-estratégico.

Dois aspectos importantes do programa são a participação da indústria nacional e a transferência total de tecnologia, este um aspecto polêmico.

O custo, de 12 a 15 bilhões de reais, gera críticas, diante de outras urgências do país. Entretanto, é inegável que o Brasil necessita de um sistema de defesa compatível com sua relevância estratégica e econômica no cenário mundial.

Possuir aviões de combate que garantam a soberania e a integridade do nosso espaço aéreo, não só nos 8 milhões e 500 mil quilômetros da superfície terrestre, mas também nos céus que dominam nosso mar territorial (e as reservas marítimas de petróleo), é prioridade que se impõe como indiscutível e inadiável.

Fonte: Jornal METRO DF, via NOTIMP

F-X2: Boeing propõe ampliar projeto para vender caças ao Brasil

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Um caça Boeing F/A-18F Super Hornet da Marinha dos EUA. (Foto: Ricardo von Puttkammer / Cavok)

O pacote de transferência de tecnologia dos caças F18 Super Hornet ao Brasil poderá ser “ampliado” na medida em que seja aprofundada a cooperação e a confiança entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil e entre as companhias dos dois lados envolvidas no projeto. Segundo o vice-presidente do Programa Boeing F/A-18, Mike Gibbons, o mesmo o tratamento foi dado pela companhia aos seus atuais clientes desse segmento de defesa.

“O Brasil e os EUA precisam um do outro. Os EUA precisam do Brasil para estar seguro. Por isso, se o Brasil comprar os F18 Super Hornet e tornar-se um aliado dos EUA, a parceria a confiança mútua vai se expandir, e a transferência tecnológica será estendida para um potencial adicional”, afirmou Gibbons ao Estado. “A transferência tecnológica para os nossos atuais clientes está em contínua ampliação, na medida em que aumenta a parceria e a confiança dos dois lados”, completou.

Desde o ano passado, a Boeing tem demonstrado seu especial interesse na ampliação de negócios com o Brasil. Abriu um escritório em São Paulo, enviou como sua representante a ex-embaixadora americana em Brasília Donna Hrinak e, recentemente, fechou acordos com a Embraer para o aperfeiçoamento do A-29 Super Tucano e para apoio nas vendas do cargueiro KC-390 aos EUA e a outros países.

A Boeing também fechou parceria com a AEL, subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems, para o fornecimento de novas telas do painel de controle (como as de um vídeo game de última linha) para os seus caças, inclusive os eventuais F18 a serem entregues ao Brasil. A companhia americana faz dessas parcerias com a Embraer e a AEL exemplos da cooperação que pretende manter com outras empresas brasileiras, seja como fornecedoras de peças e partes ou como parceiras na concepção de futuros aviões.

“O Brasil tem a opção de construir o seu próprio caça. Mas oferecemos uma melhor oportunidade para suas empresas que vierem a construir componentes, já em fase de desenho, para os novos Super Hornet e outros projetos futuros da Boeing”, afirmou Gibbons. “Esse é um trabalho de alta qualidade e mais durável. Além dessa vantagem em curto prazo, queremos oferecer melhor valor agregado para o desenvolvimento de novas aeronaves.”

A rigor, a promessa de transferência tecnológica americana não traz o adjetivo “irrestrito”, presente na oferta da concorrente francesa, a Dassault, com seus caças Rafale. A qualificação pesou na disposição do então presidente Luis Inácio Lula da Silva de dar preferência nesse negócio à França, em 2009.

O compromisso americano está escudado sobretudo na palavra do presidente dos EUA, Barack Obama, que concorre à reeleição em novembro. Em visita ao Brasil, em abril passado, o secretário da Defesa, Leon Panetta, garantiu a ampla transferência tecnológica, inclusive nas áreas sensíveis, se o governo Dilma Rousseff optar pelos Super Hornet. Mas a palavra final sobre tal questão pertence ao Senado americano.

O Senado, na opinião de Gibbons, não teria como recuar. A Boeing, salientou ele, estaria preparada para iniciar a produção assim que fosse fechado o pacote de produção industrial. “Estamos prontos este ano, se for preciso”, afirmou Gibbons, sem deixar transparecer o desapontamento da Boeing com a nova postergação, desta vez para o final de dezembro, da decisão do governo brasileiro sobre o FX2. A expectativa criada pelo próprio ministro da Defesa, Celso Amorim, era de anúncio do vencedor em junho.

No mês passado, o ex-chanceler Amorim extraiu dos três concorrentes do FX2 – a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab – a promessa de congelar suas ofertas de venda até 31 de dezembro. O anúncio deve ser feito antes dessa data.

Esse processo de compras vem se arrastando desde 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso lançou o programa FX para substituir os Mirage 3 da Força Aérea Brasileira (FAB) com 16 novos caças. A gestão de Lula continuou o processo até 2005, quando o enterrou. Dois anos depois, foi lançado em Brasília o FX2, para a compra de 36 caças.

Segundo o vice-presidente do programa F18 Super Hornet, a Boeing entende ser essa uma decisão que extrapola a aquisição de um produto de defesa. Envolve também a escolha de um país como forte aliado em matéria de segurança e de uma companhia como parceira das empresas brasileiras. “Não estamos frustrados com o novo adiamento. O Brasil será capaz de tomar uma decisão em médio prazo.”

Desde 2007, a Boeing sintetiza sua oferta ao público como a de melhor custo benefício. Os caças F18 Super Hornet já foram testados inúmeras vezes em combate. O preço é um dos segredos da oferta. Mas cada unidade da mesma aeronave vendida para a Marinha americana custou US$ 60 milhões. Dependendo dos requisitos a serem agregados ou descartados pela FAB, custará mais ou menos esse mesmo valor.

Fonte: Denise Chrispim Marin / Estadão

Dica do amigo Symon. Obrigado 😉

Parceria Embraer-Boeing pode ser estratégia de aproximação na concorrência FX-2

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A aeronave KC-390 em desenvolvimento pela Embraer. (Foto: Embraer)

Segundo a avaliação de especialistas do setor aeronáutico, a parceria anunciada pela Embraer e a Boeing na produção do cargueiro KC-390, encomendado pelo governo brasileiro, pode ser uma estratégia para facilitar a companhia norte-americana na concorrência dos jatos militares FX-2. O acordo foi assinado na semana passada, mas ambas as direções das empresas se esquivaram de informar condições contratuais como a divisão dos lucros e percentuais de nacionalização.

De maneira genérica, o acordo prevê o compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte. A Boeing tem a tecnologia do cargueiro C-17, utilizado pelas forças armadas de vários países, principalmente dos EUA. E nesta parceria a Embraer conseguiria investir pouco se comparado às ações de pesquisa e desenvolvimento do produto.

“A Boeing tem grande experiência em aeronaves militares de transporte e reabastecimento em voo, assim como profundo conhecimento de clientes potenciais para o KC-390, em especial nos mercados não incluídos no nosso plano de marketing original”, disse o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. “O acordo reforçará a posição de destaque do KC-390 no mercado global de transporte militar”, afirmou.

A aproximação da Embraer com a Boeing tem ocorrido desde meados da década passada, quando o capital da ex-estatal brasileira foi aberto e ingressou na bolsa de valores dos EUA. Os entendimentos com a gigante europeia Airbus foram abandonados, inclusive com a saída de acionistas europeus como a francesa Dassault. A aproximação é tanta que a Boeing inaugurou escritório em São Paulo em outubro de 2011 e criou um cargo de alta direção para a Boeing do Brasil.

A cooperação para o programa KC-390 é parte de um amplo acordo assinado pela Boeing e pela Embraer em abril deste ano, quando as empresas anunciaram cooperação em diversas áreas, que incluem novos sistemas para aeronaves comerciais que aumentem a segurança, eficiência, pesquisa e tecnologia, como o uso de biocombustíveis sustentáveis para aviação.

Segundo representantes da Boeing e da Embraer, a parceria analisará o mercado de aeronaves militares de transporte de médio porte e possíveis parcerias comerciais. Essa avaliação incluirá potenciais clientes não considerados nas projeções iniciais de mercado para o KC-390.

“A Embraer é líder global em inovação e ambos reconhecemos o valor de trabalhar em parceria para fornecer soluções acessíveis e de alta qualidade para os clientes. A colaboração combina a excelência da Boeing em aeronaves de transporte militar com as realizações do KC-390 da Embraer, de forma a avançar ainda mais com esta aeronave”, disse presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security, Dennis Muilenburg.

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira e com grande interesse por parte dos Correios e diversos países sul-americanos. Apesar de não dispor desta tecnologia, a Embraer foi contratada para desenvolver a aeronave em abril de 2009. Trata-se do maior avião a ser produzido pela indústria aeroespacial brasileira e estabelecerá novos padrões para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho, capacidade de carga, flexibilidade e custos de operação.

Fonte: Panorama Brasil, via NOTIMP

F-X2: Governo adia outra vez compra de caças para Aeronáutica

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Um caça Dassault Rafale da Força Aérea da França.

Apesar de o ministro Celso Amorim (Defesa) ter dito no Congresso que o novo caça da Aeronáutica seria anunciado ainda neste semestre, o governo brasileiro enviou carta aos Estados Unidos, à França e à Suécia pedindo a extensão das propostas até 31 de dezembro.

O Brasil, representado pela Aeronáutica, solicita no texto que os três governos e as empresas concorrentes -a Boeing norte-americana, a Dassault francesa e a Saab sueca- mantenham até a nova data os termos, as condições e os valores das propostas concluídas ainda no mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já atualizadas ao menos duas vezes.

Enviado via embaixadas em Brasília, no dia 20 de junho, o documento foi assinado pelo brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior, presidente da Copac (Comissão Coordenadora do Programa de Aeronaves de Combate), responsável pela avaliação das propostas.

Conforme a Folha apurou, a nova postergação ocorre por ser inoportuno anunciar um gasto que pode chegar a ficar entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões (R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões) em um cenário de crise internacional e baixo crescimento econômico.

Esse é mais um dos recuos do Brasil no processo de renovação dos aviões de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). O primeiro programa, chamado de F-X, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi suspenso por Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.

PROGRAMA

Caças Gripen da Força Aérea da Suécia no pátio da Base Aérea de Eielson, Alaska. (Foto: Staff Sgt Joshua Strang / U.S. Air Force)

Ao ser retomado, o programa ganhou o nome de F-X2 e praticamente começou do zero, até porque as próprias empresas já tinham atualizado sua oferta de aeronaves.

Após a eliminação do Sukhoi russo e do Eurofighter Typhoon europeu, sobraram na disputa o Dassault Rafale, o Boeing F-18 e o Saab Gripen.

O F-X2, porém, não teve melhor sorte do que o original F-X. Atravessou todo o segundo mandato de Lula, com direito a disputas entre empresas e governos e alguns vexames do Brasil.

Um caça Super Hornet da Marinha dos EUA.

Quando o então presidente francês Nicolas Sarkozy veio ao Brasil para uma solenidade do 7 de Setembro, o governo chegou a anunciar a opção pelo Rafale. Lula, porém, teve de recuar: o relatório final da FAB ainda estava sendo produzido.

Quando concluído e revelado pela Folha, o Planalto e a Defesa foram surpreendidos com o resultado: o sueco ficou em primeiro lugar, o norte-americano em segundo, e o preferido da área política, o francês Rafale, em terceiro e último.

O programa então arrastou-se e foi postergado de vez com a eleição da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Eliane Cantanhêde, Folha de São Paulo

Dica do amigo Justion Case. Obrigado 😉

F-X2: Em entrevista presidente da Boeing diz ter feito melhor oferta

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A Boeing compete no F-X2 da FAB com o caça F/A-18E/F Super Hornet.

Para o presidente da Boeing, um dos três concorrentes na venda de caças ao país, a proposta de transferência de tecnologia aos brasileiros “já é muito agressiva”. A americana Boeing concorre com a francesa Dassault e a sueca Saab pelo contrato de venda de 36 caças à Força Aérea Brasileira, um projeto de 10 bilhões de reais que se arrasta desde 2006 e não tem prazo para ser fechado. O Brasil quer ampliar a transferência de tecnologia, mas a Boeing argumenta que há pouco espaço para avançar. “Nossa proposta já é muito agressiva”, diz James McNerney, presidente da empresa.

1) Por que o governo brasileiro está demorando tanto tempo para tomar uma decisão sobre a compra dos caças?

As idas e vindas desse projeto são da natureza do negócio. A escolha leva em conta critérios políticos e técnicos. Mas. de fato, o Brasil tem demorado um pouco mais.

2) É a burocracia que emperra o processo aqui?

Não é o caso. Estamos falando, afinal, de defesa nacional, a decisão mais importante que um país pode tomar. Não diria que o Brasil é mais burocrático que os Estados Unidos numa decisão como essa.

3) Uma das exigências do governo brasileiro é a transferência de tecnologia. Qual é a posição da Boeing sobre isso?

A nossa proposta de transferência de tecnologia já está em um nível bastante elevado. Há algum elemento adicional a ser oferecido no acordo? Talvez. Mas nenhum parceiro nos- so obtém acordo melhor.

4) Nenhum outro país consegue nada melhor do que foi oferecido ao Brasil?

Não. Para os nossos padrões, a transferência de tecnologia já é muito agressiva. Além do mais, nosso equipamento é o melhor – e o governo brasileiro tem consciência disso.

5) Em 2011, a Embraer venceu uma concorrência para a venda de aviões à Força Aérea americana, mas a compra foi cancelada, supostamente, para beneficiar uma empresa local. A Boeing cogitou a hipótese de interceder a favor da Embraer?

Não nos envolvemos em projetos da Embraer, assim como ela não se envolve nos nossos. Há quem encare o cancelamento do contrato da Embraer como uma posição anti-Embraer ou anti-Brasil. Mas metade dos contratos que a Boeing vence é contestada pelos derrotados. Isso acontece o tempo todo, infelizmente.

6) O governo brasileiro pretende prosseguir com a concessão de aeroportos federais para a iniciativa privada. A Boeing tem interesse nessa área?

Não costumamos encarnar o papel de investidor. Em geral, prestamos consultoria a governos para ajudar a gerenciar essas privatizações – propondo padrões para a construção de aeroportos e analisando a malha aérea. Com rotas mais eficientes, podemos ganhar com a economia de combustível, a redução de poluentes e – claro – a venda de mais aviões.

7) No Brasil, duas companhias aéreas têm, somadas, 80% do mercado de aviação. Não seria o caso de o Brasil abrir o mercado às companhias estrangeiras?

O crescimento aqui é muito agressivo. Além do mercado das companhias de aviação, há um grande espaço, por exemplo, para empresas de manutenção e de serviços. Já sabemos que pelo menos três empresas dessas áreas devem chegar ao país em breve.

Fonte: EXAME, Patrick Cruz – via NOTIMP

F-X2: Consórcio RAFALE Internacional e AEL Sistemas reafirmam parceria

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A AEL Sistemas reafirma acordos com a Rafale International. (Foto: Dassault)

A AEL Sistemas e o Consórcio RAFALE International anunciam a renovação da carta de intenção assinada para cooperação industrial no âmbito do projeto do caça RAFALE que será produzido no Brasil, caso seja o escolhido dentro do programa F-X2, promovido pelo Governo Brasileiro.

A parceria, que existe desde 2009, possibilitou que engenheiros e profissionais das duas empresas trabalhassem juntos para habilitar a AEL Sistemas para a integração de novas capacidades técnicas e de novos equipamentos no caça RAFALE. “A AEL Sistemas é um dos mais importantes fornecedores no Brasil para o segmento de Defesa e estamos certos de que a nossa parceria, já de alguns anos, agrega ainda mais valor ao projeto de produção brasileira dos caças RAFALE”, afirma Jean-Marc Merialdo, representante do Consórcio RAFALE International no Brasil.

Com a renovação do acordo, está prevista uma possível ampliação da participação da AEL Sistemas no projeto RAFALE, estreitando ainda mais os laços entre as instituições e permitindo o acesso a novas tecnologias. “Desenvolver ainda mais essa relação de cooperação com o Consórcio RAFALE, em tecnologias dedicadas não apenas à fabricação de aeronaves, contribui para o nosso projeto de crescimento”, diz Eduardo Rodrigues da AEL Sistemas.

O programa F-X2 prevê a aquisição de 36 aeronaves de combate pelo Governo Brasileiro. O Consórcio RAFALE International já possui mais de 70 cartas de intenção assinadas com empresas e entidades brasileiras.

F-X2: Boeing seleciona Elbit para fornecer o LPHUD para os caças F/A-18 e F-15

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O LPHUD desenvolvido pela Elbit para a Boeing será usado junto ao novo sistema avançado de cockpit que está sendo oferecido pela Boeing para seus caças Super Hornet e a família F-15, incluindo o Silent Eagle. (Foto: Elbit)

A Boeing Company selecionou a Elbit Systems para fornecer o LPHUD (low-profile head-up display) que fará parte do avançado Sistema de Cockpit para os caças da Boeing. A decisão do LPHUD apresenta oportunidades adicionais para a Elbit Systems no desenvolvimento das capacidades em aviônicos do cockpit junto a sua subsidiária brasileira AEL Sistemas.

“A seleção da Boeing pela Elbit trará para AEL mais oportunidades para os trabalhos de alta tecnologia e ajuda a expandir o conhecimento e as capacidades no Centro Avançado de Excelência na Tecnologia de Cockpit da AEL”, disse Susan Colegrove, diretor regional de Parcerias Internacionais Estratégicas para a Boeing Defense, Space & Security. “Essas atividades, em geral, ampliam a participação da Boeing no Brasil, e em particular, nossa oferta de participação da indústria na competição F-X2 do país.”

A Boeing está oferecendo o seu F/A-18E/F Super Hornet para a competição de caça F-X2 da Força Aérea Brasileira.

A seleção do LPHUD é resultado de um acordo anunciado em março para Elbit, para o fornecimento do Large Area Display (LAD), sistema que fará parte do avançado Sistema de Cockpit a ser oferecido em aeronaves Boeing Super Hornets e na família de aeronaves F-15, incluindo o Silent Eagle.

“O anúncio de hoje demonstra ainda mais a amplitude e a profundidade de oportunidades que a Boeing e seus fornecedores estão criando com a indústria no Brasil”, disse Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. “Através de colaborações industriais como esta, a Boeing e seus parceiros em conjunto estão crescendo seus negócios, inovando seus produtos e expandindo suas capacidades.”

Além de oportunidades de software e hardware no LAD, a AEL agora vai participar na concepção, desenvolvimento, produção e suporte dos componentes do LPHUD. A Boeing, a Elbit e a AEL também estão colaborando num projeto conjunto de simulação distribuída. O conhecimento e a capacidade adquirida com essas atividades apoiam os esforços da Elbit e AEL para estabelecer um Centro de Tecnologia Avançada de Excelência em Cockpit no Brasil, que irá posicionar a AEL para expandir seu alcance de mercado em avançados aviônicos de cabine para outras plataformas de asa fixa, bem como para helicópteros.

O LAD da Elbit é a peça central do sistema avançado de cockpit da Boeing, uma atualização comum para as plataformas F/A-18 e F-15. O LPHUD contará com um tamanho e forma mais simplificado, exigindo menos espaço do que os projetos típicos de HUD e permitindo mais espaço para o LAD de 11 polegadas por 19 polegadas (27,9 x 48,2 cm).

O Sistema Avançado de Cockpit vai melhorar a forma como o piloto interage com o avião e irá permitir o crescimento para a próxima geração de visualização, melhorando a consciência situacional e aumentando a eficácia da aeronave.

Super Hornets poderão ter a capacidade de lançar seus próprios UAVs

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Os caças Super Hornet da Boeing poderão ter a capacidade de lançar seus próprios UAVs e depois controlá-los. (Foto: U.S. Navy)

Os engenheiros em St. Louis da gigante aeroespacial Boeing estão considerando uma série de melhorias para o caça F/A-18 Super Hornet da empresa para mantê-lo competitiva no mercado internacional por pelo menos mais 10 anos, disseram autoridades. Uma idéia é dar um Super Hornet algumas aeronaves próprias.

Entre as melhorias potenciais para os jatos modelos E e F está a capacidade de lançar e controlar veículos aéreos não tripulados. Os engenheiros da Boeing estão trabalhando no desenvolvimento de aviônicos que permitiriam que os Super Hornets pudessem levar junto um drone semelhante à versão mais recente do UAV ScanEagle da Insitu, apelidado de “compressed-carriage Scan Eagle,” dentro de um pequeno compartimento no avião, disse Mike Gibbons, vice-presidente de operações para os jatos F/A-18 e Growlers E/A-18G da empresa.

Um piloto Super Hornet poderá daqui um tempo lançar o avião não tripulado a partir de uma distância segura de um alvo no solo, como o ScanEagle, direcionar ele e acessar os dados em tempo real do alvo com o drone, disse Gibbons.

A Boeing quer adicionar as novas capacidades destes e de outros para garantir a competitivade de suas aeronaves para os clientes cada vez mais preocupados com a sobrevivência dos modelos mais antigos em combate nas lutas contra os inimigos equipados com jatos de combate do século 21 e nas defesas aéreas avançadas, conhecidas como armas anti-acesso e de área de negação.

Outros melhoramentos potenciais para o Super Hornet poderão incluir a instalação de um pod armas stealth; tanques de combustível conformais ao longo superior da fuselagem que oferecerão ao jato mais de 3.500 litros de combustível adicional, novos motores GE que fornecem uma melhor eficiência de combustível e até 20 por cento de empuxo adicional, e uma quantidade de aviônicos e atualizações de sensores concebidos para melhorar a capacidade do avião em coletar e compartilhar dados, bem como jammear os sensores inimigos. Todas as informações coletadas por estes sensores serão exibidos no cockpit nma gigante tela colorida de toque, que se assemelha a um grande iPad.

O pequeno UAV Insitu Scan Eagle. (Foto: Defense.gov)

Embora a Boeing não tem contratos oficiais para instalar esses recursos em qualquer um dos seus Super Hornets, está realizando trabalho de pesquisa e desenvolvimento para garantir que ela possa fazer isso, se um cliente solicitar.

“Quando os clientes internacionais comprarem os Super Hornets, poderão adaptá-lo às suas necessidades”, enquanto eles evoluem, tirando partido das novas funcionalidades que a Boeing está pesquisando, disse Chris Chadwick, diretor da divisão da Boeing de aeronaves militares, durante uma reunião com jornalistas no dia 07 de junho.

A Boeing espera que este upgrade, “Plano de Vôo” vai manter o jato como uma opção de “alto desempenho, baixo custo” para os países que procuram substituir sua frota de F/A-18 Hornet já existentes – ou novos clientes no Oriente Médio e Ásia .

Chadwick disse que a Boeing continua negociando com os compradores atuais de F-35 Lightning II da Lockheed Martin, lembrando esses sobre os recursos e o baixo custo do Super Hornet, em relação aos atrasos e aumentos de custos do F-35, disse ele.

Num curto prazo, a empresa sediada em Chicago continua focada em vencer o longo concurso de caça F-X2 no Brasil, colocando o Super Hornet contra o Saab Gripen sueco e o francês Dassault Rafale para fornecer a força aérea brasileira cerca de 35 caças. Esse concurso está previsto para ser decidido este mês.

O Rafale foi falsamente relatado por ter vencido essa competição várias vezes no passado, durante a administração do ex-presidente brasileiro Lula. No entanto, a atual líder brasileira Dilma Rousseff parece querer colocar seu próprio selo de aprovação sobre o negócio. Brasília foi se aproximando extensivamente dos Estados Unidos, envindo “muitas vibrações positivas” enquanto Washington foi dando permissão à Boeing para proporcionar à indústria brasileira o acesso à tecnologia Super Hornet e um acordo com a Boeing para compra de suprimentos por empresas brasileiras sob o chamado “acordo offset.”

A vitória no relativamente pequeno concurso F-X2 do Brasil permitiria à Boeing estabelecer as bases de um relacionamento de longo prazo com a maior potência econômica latino-americana e uma estrela em ascensão no cenário internacional – abrindo a porta para futuros negócios como a crescente nação, disse Chadwick.

Fonte: Military.com – Tradução: Cavok

F-X2: Visita do presidente francês ao Brasil será o fim da novela?

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Um caça francês Dassault Rafale.

A presidente Dilma Rousseff quer pôr um ponto final na novela da compra dos novos aviões de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) durante a visita do novo presidente francês, François Hollande, ao Brasil. Os estudos técnicos da Aeronáutica já foram concluídos.

Estimada em US$ 5 bilhões, a licitação é disputada pelos aviões Rafale, da francesa Dassault; F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing; Gripen NG, do sueco Saab. Hollande chegará ao Brasil para a Rio+20 no próximo dia 20 e deve esclarecer a proposta final e as novas condições da França durante encontro reservado com Dilma.

A propósito da situação da FAB, a Aeronáutica teve que deslocar, de Boa Vista para a Base Aérea de Santa Cruz, na capital fluminense, as esquadrilhas de F-5M (alta performance) e Super Tucano (baixa performance) que guarnecerão o espaço aéreo da Rio+20, em um raio de 50 quilômetros em torno do Rio Centro, em Jacarepaguá. O grupo empregará também quatro caças AMX, dois F-5 Tiger e os aviões radares da própria base.

Fonte: Luiz Carlos Azedo, Correio Braziliense, via NOTIMP

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