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Possível choque com pássaros pode ter causado acidente com caça F-16 da Força Aérea da Bélgica

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O caça F-16AM (FA-99) da Força Aérea da Bélgica que caiu nessa quinta-feira próximo da Base Aérea de Kleine-Brogel. (Foto: Radim Spalek)

Um caça F-16AM Fighting Falcon (matrícula FA-99), pertencente a Força Aérea da Bélgica, caiu e explodiu no norte do país, perto da fronteira holandesa nessa quinta-feira. De acordo com Ministério da Defesa da Bélgica uma investigação está em andamento e as informações iniciais indicam que uma colisão com pássaros sido a causa do acidente.

A aeronave havia decolado para uma missão de treinamento, e caiu por volta das 15:03hs hora local. “O piloto conseguiu ejetar e passa bem”, disse um porta-voz do ministério.

Um porta-voz da polícia local acrescentou que “ninguém ficou ferido e não há dano material” além da aeronave, a qual a agência de notícias nacional Belga disse que explodiu em chamas depois de sair da pista da Base Aérea de Kleine Brogel, próxima de Peer.

Pelo menos 37 das aeronaves F-16 da Bélgica cairam em quase 35 anos de serviço no país, segundo a agência de notícias Belga. A nação encomendou 160 caças F-16 entre os anos 1970 e 1980.

A base aérea de Kleine-Brogel é o lar da 10ª Ala Tática da Força Aérea da Bélgica, que tem participado em missões de crise internacional na Bósnia, Kosovo, Líbia e Afeganistão, bem como missões de defesa da OTAN.

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IMAGENS: Voa o primeiro caça F-35A da Holanda, mas sem divulgação da Lockheed

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O primeiro F-35A da Real Força Aérea da Holanda durante seu primeiro voo no dia 6 de agosto de 2012.

Em silêncio e sem a publicidade habitual, na segunda-feira dia 6 de agosto de 2012, o primeiro F-35 Joint Strike Fighter para Real Força Aérea da Holanda realizou seu primeiro voo. Sem dúvida um momento histórico, mas surpreendentemente sem qualquer divulgação por parte da fabricante Lockheed ou do Ministério de Defesa da Holanda.

Após o primeiro voo no dia 6 de agosto de 2012 em Fort Worth, Texas, o caça F-35A (designado AN-1, s/n F-001) voou novamente no dia 7 de agosto no segundo voo de testes, e ainda mais um terceiro voo no dia 10 de agosto. A aeronave realizou o primeiro voo dois anos depois do previsto.

Mas o que mais chama atenção é que a cada primeiro vôo de um F-35, especialmente se este é o primeiro de um tipo ou para um determinado país parceiro como ocorreu com o Reino Unido, é divulgado um comunicado de imprensa pela fabricante ou pelo próprio Ministério de Defesa do país. Até mesmo para vários outros primeiros vôos de aviões F-35A da Força Aérea dos EUA dos F-35B para o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA são divulgadas fotos dos primeiros voos, como o BF-18 que voou na semana passada.

O primeiro voo do F-35B “BF-18” realizado no dia 8 de agosto, dois dias depois do voo do F-35A da Holanda, também em Fort Worth, Texas. (Foto: Tom Harvey)

Ainda não está muito claro o motivo pelo qual a Real Força Aérea da Holanda não quis divulgar tal fato. A fabricante atende o pedido do cliente antes de divulgar as informações, mas ao que tudo indica a Holanda decidiu segurar a informação pelo fato do país estar há menos de um mês das eleições presidenciais, marcadas para o dia 12 de setembro. A Lockheed divulgou a seguinte informação: “Vamos precisar encaminhar o pedido ao Ministério de Defesa da Holanda para detalhar as informações sobre o primeiro vôo do F-35 deles.”

Até o momento o Ministério de Defesa da Holanda adquiriru somente duas aeronaves em fevereiro de 2008 destinadas a fase de testes operacional, num custo avaliado em cerca de US$ 300 milhões. Devido a modificações de produção necessárias os custos devem subir. O primeiro dispositivos foi fabricado em 2011, e deve estar disponível para o início da fase de testes em 2012-2013. A segunda unidade está sendo fabricada e está prevista para ser entregue no segundo trimestre de 2013.

A Holanda é o único país fora dos EUA onde a versão F-35A vai participar da fase de testes operacionais. A Noruega, Dinamarca, Itália, Austrália, Canadá e Turquia optaram por não participar desta fase de testes com seus próprios equipamentos.

O primeiro caça F-35A da Real Força Aérea da Holanda realizou seu primeiro voo sem qualquer divulgação por parte da Lockheed Martin. (Foto: Brandon Thetford)

O primeiro F-35A da Holanda faz parte do Lote de Pré-Produção em Série 3 (LRIP3), e estaria equipado com o software Block 1. Este software é apenas para a formação inicial e fornece um pacote básico para realização da missão de voo e limitações técnicas. As armas não podem ser transportados e inúmeros dispositivos eletrônicos para executar missões ainda não estão operando ou estão limitados.

Taiwan nega ter reduzido plano de compra de caças F-16C/D de 66 para 24 unidades

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Taiwan planeja adquirir 66 caças F-16C/Ds dos EUA, mas após a confirmação do pacote de atualização de seus 146 caças F-16A/B, pode ter que reduzir para 24 unidades para compra.

Numa nova reviravolta na saga F-16 de Taiwan, reportagens afirmam que Taipei pode tentar adquirir um número muito menor do que as 66 aeronaves F-16C/Ds há muito solicitadas dos EUA. O Ministério da Defesa Nacional ontem negou que altos funcionários haviam indicado durante as conversações bilaterais de segurança nos EUA no início deste mês que Taiwan poderia reduzir substancialmente o número de caças F-16C/D que visa obter dos EUA.

Citando fontes militares não identificadas, os jornais de língua chinesa China Times e Liberty Times (jornal do grupo Taipei Times) informaram que o vice-ministro da Defesa Nacional Andrew Yang e o Secretário-Geral Adjunto do Conselho de Segurança Nacional (NSC) Lu Hsiao-jung haviam proposto durante as reuniões de assuntos estratégicos entre os EUA e Taiwan, que Taiwan só iria adquirir um esquadrão de 24 caças F-16C/Ds – muito menos do que as 66 aeronaves que Taiwan vem buscando adquirir desde 2006.

Popularmente conhecidas como as conversações de Monterey, as reuniões servem como uma plataforma para os membros de Taiwan e dos EUA discutir as questões de defesa bilaterais, incluindo a venda de armas.

De acordo com os artigos, a decisão foi tomada depois que o ministério concluiu que não podia pagar ao mesmo tempo pela contratação de 66 novos aviões e o retrofit de 146 caças F-16A/Bs atualmente em serviço.

O pacote de atualização, no valor de cerca de US$ 5,2 bilhões, foi notificado para o Congresso dos EUA em setembro do ano passado. A carta de oferta e aceitação para a primeira parte do programa de atualização, no valor de US$ 3,7 bilhões, foi assinado em 13 de julho durante uma reunião entre funcionários de Taiwan e dos EUA em Washington. O trabalho de modernização está previsto para começar em 2016 e vai durar até 2028, com a primeira aeronave atualizada sendo entregue em 2021.

Até agora, Washington rejeitou todas as tentativas de Taipei para comprar os mais avançados F-16C/D.

Respondendo aos relatórios, o porta-voz do ministério major-general David Lo disse numa coletiva de imprensa ontem que “absolutamente não houve tal proposta.”

O NSC também negou as reportagens, dizendo que as decisões de aquisição sobre os F-16s eram da responsabilidade da Força Aérea e do ministério. A Força Aérea também confirmou que nenhuma reunião foi realizada com os EUA sobre a questão F-16C/D.

O programa de atualização F-16A/B ocorre num momento em que um grande número de aeronaves antigas estão sendo desativadas, criando um déficit para a Força Aérea. De acordo com o site Defense News no mês passado, 56 caças Mirage 2000 e 45 quase obsoletos caças F-5 em breve serão retirados de operação, reduzindo a frota de 373 aeronaves para 272 até 2020, ou 146 caças F-16A/Bs e 126 Indigenous Defense Fighters F-CK-1, que também foram submetidos a um pacote de modernização MLU no ano passado.

O número 24 não é uma coincidência, já que peritos de defesa dizem que este é o grande número mínimo de novos aviões que Taiwan deve adquirir para mitigar o impacto da escassez de caças que se aproxima.

O Presidente do US-Taiwan Business Council Rupert Hammond-Chambers, que está intimamente envolvido com a questão F-16, disse no mês passado que 24 caças F-16A/Bs seriam retirado de uma vez da linha de frente do serviço durante o programa de atualização.

Fontes da indústria dizem que os novos F-16C/Ds poderiam ser entregues mais rapidamente – cerca de três anos – antes dos F-16A/Bs atualizados.

Fonte: J. Michael Cole / Taipei Times – Tradução: Cavok

Força Aérea dos EUA acelera treinamento nos caças F-35 em Eglin

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Um caça F-35A Lightning II decola da Base Aérea de Eglin. (Foto: U.S. Air Force)

O treinamento de vôo nos caças Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter (JSF) continua acelerando na 33ª Ala de Caça da Força Aérea dos EUA na Base Aérea de Eglin, Florida.

“Durante a nossa primeira semana de voo em março, nós tivemos dois vôos programados. Em seguida, na quarta semana de maio, havia doze missões programadas e 11 voadas. Agora em agosto, estamos planejando um padrão de dezesseis saídas nos caças F-35A por semana”, disse o Tenente-Coronel Lee Kloos, comandante do 58° Esquadrão de Caça da ala. “Em setembro iremos atingir a marca de vinte surtidas por semana, conforme planejado como nosso padrão.”

Dois caças F-35A se preparam para decolar na Base Aérea de Eglin. (Foto: U.S. Air Force)

Embora o F-35 ainda esteja na sua fase inicial, os pilotos e mantenedores da Base Aérea de Eglin, lar da 33ª Ala de Caça na Flórida, têm mostrado que a aeronave pode voar múltiplas missões no mesmo dia. Os pilotos da base também estão rotineiramente voando missões com duas aeronaves, disse Kloos.

Parte da razão da ala ser capaz de aumentar rapidamente suas operações é por causa de um crescente número de aeronaves disponíveis. Existem atualmente nove F-35As e nove F-35Bs dos EUA, e um F-35B do Reino Unido estacionados com a 33ª Ala de Caça. Mas a unidade também rapidamente começou a qualificar mais pilotos instrutores. Até o momento foram realizadas 110 horas de voo em aeronaves F-35A e 80 em jatos F-35B.

“O progresso pode ser demonstrado de duas formas, a quantidade cada vez maior de aeronaves que temos na linha de vôo na 33ª Ala de Caça e o ritmo aumentado de operações nos nossos vôos”, disse o Coronel do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Arthur Tomassetti, vice-comandante da 33ª Ala de Caça. “Até esta semana nós já voamos cerca de 160 missões entre os modelos A e B. Em segundo lugar, estamos recebendo mais pilotos qualificados para voar as variantes F-35A e B. O VMFAT-501 do Corpo de Fuzileiros Navais tem cinco pilotos que voam com o F-35B, e o esquadrão tem mais dois pilotos em processo de qualificação”.

O Coronel Andrew Toth, Comandante da 33ª Ala de Caça, a bordo de um caça F-35A na Base Aérea de Eglin. (Foto: U.S. Air Force)

Enquanto isso, a USAF tem atualmente três pilotos instrutores qualificados no F-35A, com mais dois em formação. Um dos dois que em breve serão instrutores é o Comandante da 33ª Ala de Caça, Coronel Andrew Toth.

O Coronel Andrew Toth disse: “O HMD [display montado no capacete] funcionou bem e tem sido uma grande referência para aproximações e pousos, com o vetor de velocidade preciso e o avião tocando a pista suavemente. Não há ninguém olhando por cima do seu ombro no banco de trás, porque não há um banco traseiro pela primeira vez quando você pousa num treinamento. Dito isto, o avião dá uma imagem ampliada de visão e também é fácil de pousar – quase não percebi que havia pousado no meu primeiro toque e arremetida. Além disso, quando damos potência no motor, o tempo de resposta do Pratt and Whitney F135 foi imediato e perto de 40.000 libras de impulso, evidentemente proporcionando uma pressão leve no banco durante todo o surtida.”

Mas o F-35 também está em lenta maturação, disse Tomassetti.

O primeiro voo do Coronel Andrew Toth, no dia 8 de agosto. (Foto: U.S. Air Force)

“Nós também estamos passando por nossos primeiros upgrades de software a partir do bloco 1A para o bloco 1B nas variantes A e B, o que traz mais recursos e nos aproxima da plena quinta geração F-35”, diz ele. “Um exemplo notável é o recurso de reconhecimento de voz que será ativado para que não haja necessidade de alternar manualmente entre os canais de rádio ao falar através da máscara.”

Mais atualizações estão vindo no software Bloco 2A, que incorpora as armas simuladas e a integração de sensores muito maior, permitindo que os pilotos na 33ª Ala de Caça possam começar o treinamento realista para missões de combate.

Fonte: Flightglobal – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

BAE Systems finaliza testes estáticos na aeronave F-35 “AG-1” no Reino Unido

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A aeronave F-35A “AG-1” durante testes estáticos na unidade da BAE Systems em Brough. (Foto: BAE Systems)

Após concluir com sucesso o programa de teste estático no F-35 (conhecido como AG-1) a BAE Systems retornou a aeronave para a Lockheed Martin em Fort Worth. O programa de teste estático quebrou todos os recordes de velocidade dos testes tendo sido aplicado mais de 150 configurações diferentes de carga em pouco mais de nove meses.

Tendo provado a força da aeronave, ela agora está começando a jornada de 4.500 milhas de volta para os EUA, depois de quase três anos e meio na instalação de teste estrutural em Brough.

Os testes estáticos no F-35 significaram que a aeronave foi “voada” nos seus limites, com cargas aplicadas nele que reproduziram o efeito de elevadas forças gravitacionais muito além de quaisquer condições que possam ser voadas num voo real. Isto é feito com uma estrutura numa plataforma equipada com mais de 4.000 medidores de tensão, 170 atuadores e mais de 50 quilômetros de fiação na unidade da BAE Systems de Brough, em Yorkshire. Brough é o lar de uma instalação líder mundial em colocar as aeronaves nesses testes para garantir que eles são suficientemente fortes e resistentes o suficiente para realizar as missões nos ambientes mais hostis do mundo.

A aeronave F-35A “AG-1” está sendo enviada para a Lockheed Martin nos EUA.

Tim Bramhall, encarregado o programa de testes estrutural do F-35 em Brough, disse: “Nós certamente não damos para a aeronave um passeio fácil por aqui. Nós levamos elas para os seus limites, para que possamos estar confiantes de que cada um dos +3.000 aviões que foram encomendados executem as missões com segurança e eficácia. O desafio real é manter o peso da aeronave num mínimo, enquanto mantendo a resistência da aeronave dentro de certos limites especificados.”

Com este conjunto de testes completos, Tim acrescentou: “Nós ainda temos uma outra fuselagem F-35 CTOL na instalação passando por testes de fadiga, juntamente com os restantes profundores horizontal e vertical da variante embarcada. Os trabalhos sobre esses continua dentro do cronograma e são exemplos brilhantes do futuro a longo prazo que a instalação de teste estrutural tem pela frente.”

Mais de 3.000 caças F-35 Lightning II devem ser produzidos, com base nos requisitos atuais dos EUA e dos outros parceiros internacionais, com taxas previstas de produção definidas para atingir 200 por ano (ou uma por dia) até 2015.

VÍDEO E IMAGENS: Caça F-35 lança primeira arma em voo

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A aeronave F-35B “BF-03” lança uma JDAM GBu-32 inerte de 1.000 libras durante um voo de teste sobre o Atlântico. (Foto: Lockheed Martin / Andy Wolfe)

Um caça F-35B Lightning II realizou o primeiro teste de separação de arma no dia 8 de agosto, num vôo de teste na Faixa de Testes de Armas do Atlântico. Essa foi a primeira liberação já realizada por um jato F-35, dentre todas versões, e a primeira vez de um ensaio de separação completa realizada com uma arma em voo lançada do compartimento interno de armas. A bordo da aeronaves estava o  piloto de testes da Lockheed Dan Levin. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo NAVAIR.

A etapa marca o início da validação da capacidade do F-35 de empregar armas de precisão, permitindo que os pilotos possam enfrentar os inimigos no solo e no ar.

O teste foi realizado pelo caça F-35B “BF-3”, um F-35 da versão de decolagem curta e pouso vertical, lançando uma Joint Direct Attack Munition (JDAM) GBU-32 inerte de mil libras, que foi separada da aeronave em voo sobre a água na Faixa de Testes de Armas do Atlântico, numa velocidade de 400 nós e numa altitude de 4.200 pés. Os sistemas de monitoramento de testes na aeronave e em terra coletaram os dados a partir da separação bem-sucedida, e agora estão em análise junto a Força Integrada de Testes F-35 na Estação Naval de Patuxent River.

A aeronave BF-3 realizou o primeiro lançamento de armas em voo, que também foi a primeira vez que uma bomba foi lançada a partir do compartimento interno. (Foto: Lockheed Martin / Andy Wolfe)

“Embora este teste de separação de armas seja apenas um evento de uma série de centenas de vôos e milhares de pontos de teste que serão executados este ano, isso representa uma entrada significativa numa nova fase de testes para o programa F-35”, disse capitão da Marinha Erik Etz, diretor de teste para as variantes navais do F-35.

Um teste de separação de armas em voo verifica se a libertação da arma está adequada a partir do seu sistema de transporte e tambpem confirma a trajetória ao se afastar da aeronave. É o ponto máximo de um número significativo de testes pré-requisitos, incluindo as verificações no solo, lançamentos de armas no fosso e transporte em voo de armas simuladas para garantir que o sistema esteja funcionando adequadamente, antes de expandir o envelope dos testes aéreos.

IMAGEM: Voa o 20° caça F-35A para USAF

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O caça F-35A “AF-20” decola pela primeira vez no dia 6 de agosto. (Foto: Carl Richards / Lockheed Martin)

No dia 6 de agosto, voou pela primeira vez o 20° caça Lockheed Martin F-35A Lightning II destinado a Força Aérea dos EUA. A bordo da aeronave F-35A “AF-20” (USAF 09-5007) estava o piloto de testes da Lockheed, Al Norman, que decolou da Estação Aérea da Base Conjunta da Reserva de Fort Worth, Texas, para um voo de cerca de 30 minutos. A aeronave agora será preparada para o translado para Base Aérea de Eglin, Florida, onde será integrada ao Centro de Treinamento Integrado F-35.

IMAGEM: Voa o primeiro C-130J para o Sultanato de Omã

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O primeiro de três C-130Js encomendados pelo Sultanato de Omã durante o primeiro voo em Marietta, Georgia. (Foto: Lockheed Martin)

O primeiro novo C-130J Super Hercules para o Sultanato de Omã realizou no dia 8 de agosto um vôo de teste na instalação da Lockheed Martin em Marietta, Geórgia. Este é o primeiro de três aviões de transporte C-130Js encomendados por Omã, e tem previsão de entrega ainda este ano.

A Força Aérea do Sultanato de Omã opera atualmente uma frota de três aviões C-130Hs comprados no início de 1980.

O novo C-130J será utilizado para apoiar as operações internas no país, onde a sua capacidade de operar a partir de pistas de pouso semi-preparadas e remotas será inestimável.

Lockheed revela Sea Ghost e imagens de novos conceitos e projetos de UAVs

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A Lockheed divulgou apenas essa imagem do Sea Ghost, que deve competir no programa UCLASS da Marinha dos EUA. (Foto: Lockheed Martin)

Num exemplo de como a próxima geração de furtivos UAVs (Veículos Aéreos Não Tripulados) estarão em operação dentro de uma década, a Lockheed Martin acaba de revelar alguns conceitos dessas aeronaves não tripuladas, incluindo o Sea Ghost visto na imagem acima, um jato de ataque naval não tripulado.

Embora a grande maioria da frota atual de UAVs de combate do mundo não tem muito mais capacidade de sobrevivência contra defesas aéreas modernas do que um biplano da Guerra Mundial, a tecnologia dos UAVs deve dar um grande passo a frente na próxima década, com a Marinha dos EUA planejando colocar em operação um UAV furtivo de combate, de grande porte e com grande alcance, até 2018.

A Lockheed pretende desenvolver uma aeronave de combate nõa tripulada para operar a bordo dos porta-aviões da Marinha dos EUA.

O programa de Veículo Aéreo Não Tripulado de Vigilãncia e Ataque Embarcado (UCLASS – Unmanned Carrier-Launched Surveillance and Strike) prevê uma frota de aviões a jato stealth que poderão fazer tudo, desde reabastecer outros aviões até espionar o inimigo, e até mesmo lançar bombas sobre eles, tudo ao mesmo tempo, e voando de forma autônoma. Isso significa que eles serão supervisionados por seres humanos a bordo de porta-aviões ou de instalações em terra, mas os planos serão executados nos detalhes de suas missões – incluindo a tarefa incrivelmente difícil de aterrissar num porta-aviões em alto mar – e por conta própria. Os atuais UAVs são pilotados por militares sentados em trailers, e por isso a Força Aérea dos EUA chama esses veículos de remotamente pilotados.

Para colocar seu plano em prática, a Marinha dos EUA, juntamente com a Northrop Grumman, está desenvolvendo o UCAS-D (Demonstrador de Sistema Aéreo de Combate Não Tripulado) X-47B.

Nessa semana, a Lockheed Martin divulgou a primeira imagem de seu conceito Sea Ghost que está sendo desenvolvido como uma proposta para o programa UCLASS. O jato vai aproveitar a experiência da empresa baseada em Maryland com o misterioso UAV stealth RQ-170 Sentinel (que ficou famoso por espionar Osama bin Laden, bem como um que parou de funcionar dentro do Irã em 2011) e com o F-35 Joint Strike Fighter, de acordo com um comunicado da empresa.

O misterioso drone visto na unidade da Skunk Works em Palmdale em 2011 provavelmente é o novo Sea Ghost que a Lockheed está desenvolvendo para competir no programa UCLASS da Marinha dos EUA. (Foto: Google Earth)

Nada além disso foi divulgado sobre o novo UAV stealth. Em junho desse ano, uma imagem divulgada na internet de um misterioso UAV visto na unidade da Skunk Works em Palmdale, California, possivelmente é do novo Sea Ghost que a Lockheed já vem desenvolvendo desde 2010.

O que já existe de informação sobre o Sea Ghost é que será furtivo, autônomo e capaz de rapidamente trocar suas cargas de armas, sensores e até mesmo o kit de reabastecimento aéreo. O novo UAV terá de ser reforçado para suportar o esforço dos lançamentos de catapulta, os pousos enganchados e o ambiente corrosivo do oceano.

O Sea Ghost vai competir no programa UCLASS com um jato conceito da Boeing ainda sem nome definido e o Predator C Avenger da General Atomics. A Northrop provavelmente vai oferecer uma versão do seu X-47B.

Dois projetos da Lockheed Martin e seu escritório de projetos secretos Skunk Works. A aeronave da imagem acima é o X-56A.

Nessa quarta-feira, a Lockheed divulgou imagens de projetos e conceitos de UAVs que a empresa vem estudando nos últimos anos, sendo dois com características stealth.

IMAGEM: Primeiro disparo de um míssil AIM-9X em velocidade supersônica num F-22

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O caça F-22 Raptor de testes em Edwards AFB, realizou o primeiro disparo em velocidade supersônica de um míssil AIM-9X Sidewinder. (Foto: David Henry / Lockheed Martin)

Depois de um bem sucedido disparo de um míssil AIM-9X realizado no dia 17 de maio, um caça F-22A Raptor novamente disparou um outro míssil do mesmo tipo, mas dessa vez em velocidade supersônica. O Major Ryan Howland, piloto da Força Combinada de Testes F-22, junto a Base Aérea de Edwards, Califórnia, estava nos controles do caça. O disparo ocorreu no dia 30 de julho de 2012.

O primeiro disparo de um míssil AIM-9X em velocidade supersônica, faz parte do pacote Incremento 3,2 que está sendo avaliado para o caça de quinta geração F-22.

Será que os EUA realmente descobriu a causa do problema com os pilotos dos F-22?

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Um caça F-22 Raptor realiza uma missão de treinamento sobre o Alasca. (Foto: U.S. Air Force)

O Pentágono disse na semana passada que conseguiu identificar a causa dos problemas de saúde que estão afligindo os pilotos do jato de combate stealth F-22 e comprometendo a sua capacidade de voar. De acordo com o Departamento de Defesa, o mistério pode estar atribuído a falhas nos equipamentos de suprimento de ar do traje dos pilotos. Mas como isso explica o fato de que os membros do pessoal de apoio no solo estão apresentando os sintomas semelhantes?

Em resposta às perguntas feito pelo Projeto de Supervisão do Governo (POGO), uma porta-voz da Força Aérea disse que as equipes de manutenção estão ficando doentes por uma razão completamente diferente: a exposição a exaustão do jato do motor.

“Os incidentes vivenciados pelas equipes de manutenção não estão relacionados com os incidentes fisiológicas experimentadas pelos pilotos”, disse ao POGO a 1ª Tenente Sarah D.A. Godfrey, uma porta-voz do Comando de Combate Aéreo (ACC).

De acordo com outro porta-voz da Força Aérea, o tenente-coronel Edward T. Sholtis, “Os sintomas relatados pelo pessoal de apoio estão atribuídos a respirar o ar no ambiente durante os períodos em que as condições ambientais e a movimentação na linha de voo aumentam a quantidade de exaustão do motor no local.”

Sholtis comparou com os exaustores de carros que as pessoas podem experimentar num trânsito congestionado, mas se recusou a falar sobre o que exatamente nos gases de escape dos motores a jato estão fazendo com que as equipes de manutenção fiquem doente.

No entanto, os dois porta-vozes disseram que descartaram a hipótese de que as toxinas nos revestimentos do F-22 Raptor estejam causando os problemas de saúde.

Sholtis disse que “todas as fontes potenciais de contaminantes foram avaliadas.”

Se o problema envolver os revestimentos furtivos, pode ser muito mais difícil de resolver. Enquanto isso, a Força Aérea dos EUA pretende modificar e testar os equipamentos específicos utilizados pelos pilotos.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Norton Schwartz, disse a repórteres na terça-feira que os problemas com a peça de pressão superior usada pelos pilotos, além do equipamento, a válvula da mangueira e a conexão no cockpit, causaram os sintomas entre os pilotos de F-22, que se assemelham a hipóxia, ou privação de oxigênio.

Estes sintomas de hipóxia podem ser mortais para os pilotos do F-22. Em novembro de 2010, um piloto fatalmente caiu no Alasca depois que ele foi incapaz de ativar o seu sistema de emergência de oxigênio a bordo do caça. O piloto de F-22 capitão Josh Wilson disse no programa da CBS “60 Minutes” deste ano, que ele experimentou o sintoma de hipóxia durante um vôo, e estava tão desorientado que ele era incapaz de encontrar o local para acessar uma fonte de oxigênio de emergência.

Um caça F-22 Raptor visto na Base Aérea de Kadena, no Japão, onde recentemente oito aeronaves foram destacadas. (Foto: U.S. Air Force)

Citando documentos da Força Aérea, os membros do Congresso têm relatado que a taxa destes sintomas entre os pilotos de F-22 é de cerca de nove vezes a taxa para qualquer outra aeronave militar.

Mas desde setembro de 2011, pelo menos cinco membros da tripulação de apoio no solo, trabalhando nos F-22s, também sofreram sintomas como o da hipóxia, tais como “náuseas, tonturas e outros sinais de privação de oxigênio,” disse ao Air Force Times o Brigadeiro General Daniel Wyman, cirurgião geral do Air Combat Command. Mas as equipes no solo não usam os equipamentos de respiração ou a válvula de oxigênio usados pelos pilotos.

“Por causa das ambigüidades dos sintomas, a evidência decisória foi a ausência de compostos em quantidades capazes de causar os sintomas”, disse Sholtis, acrescentando que a Força Aérea e os peritos externos testaram e analisaram mais de 2.000 amostras.

Qualquer esperança de examinar como a Força Aérea dos EUA chegou às suas conclusões será especulação.

“Não houve relatórios escritos que resumem todos os esforços de teste das várias análises, observações e dos resultados produzidos neste momento”, disse Sholtis por e-mail.

De acordo com Godfrey, não existem planos para lançar relatórios semelhantes no futuro.

Alguns especialistas são céticos de que a Força Aérea realmente encontrou a causa, se não apresentar provas.

Segundo Winslow Wheeler, que dirige o Projeto de Reforma Militar Straus no POGO, “o secretário de Defesa deixou a Força Aérea livre para investigar por si só e explica que aumenta o mistério e a credulidade passada até o ponto de ruptura.”

Embora ainda existam algumas restrições de vôo sobre o F-22, o secretário de Defesa, Leon Panetta, aprovou a implantação de um esquadrão de F-22 para o Japão, voando através do Norte do Pacífico.

Na conferência de imprensa Schwartz disse: “Há uma exigência operacional e os jatos estão prontos para ir.”

O POGO contatou a Relações Públicas das Forças Aéreas do Pacífico, perguntando por que exatamente os EUA precisam enviar caça F-22 para o Japão, mas o porta-voz não respondeu.

Fonte: Project On Government Oversight (POGO) / Dana Liebelson – Tradução: Cavok

IMAGEM: Lockheed realiza primeiro voo com um P-3 Orion da Marinha da Taiwan

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O primeiro avião de patrulha marítima P-3C Orion para Marinha de Taiwan realiza um voo de check na unidade da Lockheed de Greenville. (Foto: Lockheed Martin)

No dia 28 de julho, a Lockheed Martin realizou o primeiro voo para verificações funcionais do P-3C Orion que será entregue para Marinha de Taiwan. O voo ocorreu na unidade de operações da Lockheed Martin Aeronautics Company em Greenville, Carolina do Sul.

A Lockheed Martin foi contratada para entregar 12 aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion para Marinha da Taiwan.

BAE Systems vai modernizar os caças KF-16 da Coreia do Sul

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A frota de caças KF-16 da Força Aérea da República da Coreia será modernizada com novos recursos, incluindo um radar AESA, pela BAE Systems. (Foto: RoKAF)

A Coreia do Sul selecionou a empresa de defesa britânica BAE Systems para o projeto de 1,3 trilhão de wons (US$ 1,1 bilhão) para modernizar a antiga frota de caças KF-16 da Força Aérea da República da Coreia (RoKAF), informou nessa terça-feira a agência estatal sul coreana de aquisição de armas.

O projeto plurianual prevê a atualização de um total de 134 caças KF-16 até 2021, melhorando os computadores de missão e os sistemas operacionais com as versões mais recentes, e a substituição dos atuais radares por novos radares AESA (matriz de varredura eletrônica ativa), para dobrar o alcance de detecção, de acordo com a Agência de Aquisição e Contratação de Defesa (DAPA).

Uma divisão da BAE Systems nos EUA competiu junto com a gigante de defesa norte americana Lockheed Martin para ganhar o acordo através de um programa de vendas militares estrangeiras com a oferta de menor preço, disse a DAPA.

O DAPA disse que vai enviar uma carta de pedido ao governo dos EUA e assinar o contrato no final deste ano.

Fonte: Yonhap News – Tradução: Cavok

Tinta descascada tira de voo caças F-16C/D de Israel

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Pedaços de tinta encontrados dentro da entrada do ar do motor dos caças F-16C/D da Força Aérea de Israel fez com que diversos caças fossem retirados de operação para passar por uma nova pintura. (Foto: Xnir.com)

A força aérea israelense está mantendo no solo alguns de seus caças Lockheed Martin F-16C/D “Barak” depois que técnicos descobriram que a tinta no lado interno da entrada de ar do motor do caça está descascando, e que poderia entrar no motor. O problema foi detectado nas aeronaves operadas a partir das bases da força aérea de Hazor e Ramat David.

O comandante da Força Aérea de Israel, o Major General Amir Eshel tomou a decisão de tirar de voo os caças para evitar qualquer risco de problemas no motor devido a ingestão da pintura lascada.

Apenas os F-16s em que foram encontrados os problemas e que podem ser afetados pela pintura descascada foram tirados de voo, com todo a frota de caças F-16C/D agora passando por inspeções. As tripulações técnicas estão removendo a camada de tinta antiga e pintando a parte interna da entrada de ar.

A Força Aérea de Israel disse que o serviço de repintar as entradas afetadas estará concluído num “curto espaço de tempo” e salienta que, se necessário, todas as aeronaves serão recolocadas em operação imediatamente.

A força aérea israelense tem uma frota ativa de 325 caças F-16, compreendendo 126 unidades C/D com novos motores General Electric F110-100.

Os testes continuam na tentativa de identificar a causa do problema, mas uma avaliação inicial sugere que as altas temperaturas em Israel neste verão podem ser responsáveis.

Enquanto isso, a Força Aérea de Israel iniciou uma investigação após o incidente onde um F-16I “Sufa” e uma aeronave de reabastecimento aéreo Boeing 707 “Reem” ficaram danificados durante uma simulação de reabastecimento em voo, realizado no dia 27 de julho no sul de Israel. Ambas as aeronaves pousaram em segurança após o incidente, durante o qual a mangueira de reabastecimento do avião tanque teria se “desintegrado” e acertado o caça durante a operação de REVO.

Fonte: Flight Global – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

IMAGENS: Caça F-35B na Base Aérea de Edwards

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O caça F-35B “BF-02” taxiando na Base Aérea de Edwards, California, após a chegada no dia 23 de julho. (Foto: U.S. Air Force)

No dia 23 de julho, o caça F-35B “BF-2” pousou pela primeira vez na Base Aérea de Edwards, Califórnia, onde vai iniciar os testes de voo junto ao 461° Esquadrão de Teste de Voo da Força Aérea dos EUA. O pilotos de Testes do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, o tenente-coronel Matt Kelly, voou com a aeronave a partir da Estação Naval de Patuxent River, Maryland.

O F-35B “BF-02” ficará um período de tempo em Edwards realizando parte do seu programa de desenvolvimento. (Foto: Andy Wolfe / Lockheed Martin)

A aeronave F-35B “BF-2” ficará um período de tempo na nova base como parte do programa da Força de Teste Integrada, e depois deve retornar para Patuxent River para completar seu programa de testes.

A versão F-35B é dedicada para o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e para o Reino Unido, e possui a capacidade de decolagens curtas e pousos verticais.

Israel negocia acordo com os EUA para melhorias nos aviônicos do F-35I

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Israel busca integrar seus sistemas de guerra eletrônica nos modernos jatos de combate F-35 da Lockheed Martin. (Foto: Lockheed Martin)

O Pentágono chegou a um acordo com a Lockheed Martin sobre um programa de US$ 450 milhões para melhorar os equipamentos de Guerra Eletrônica (EW)do caça F-35, e integrar sistemas desenvolvidos somente em Israel a partir de 2016, de acordo com fontes familiarizadas com as negociações, noticiou a Reuters nessa quinta-feira.

Este acordo vai pavimentar o caminho para finalizar os detalhes do contrato em negociação entre Israel e os EUA, pois a adaptação especial da aeronave era um elemento chave do acordo de Israel para comprar 19 jatos F-35 por US$ 2,75 bilhões. Israel assinou o acordo em outubro de 2010, mas atrasou a negociação devido a novas mudanças e adaptações. O acordo original anunciado em 2008 incluiu opções para até 75 aeronaves, o que representa um volume de negócios total de até US$ 15,2 bilhões, caso todas as opções forem exercidas.

O Ministério de Defesa de Israel e a Força Aérea de Israel estão considerando promover a aquisição de um segundo esquadrão para o próximo programa plurianual, uma vez que a maior parte do financiamento da ajuda militar dos EUA para esses anos já está comprometido com outros programas (principalmente o F-35 e o Namer AIFVs), e comprometendo-se com o segundo esquadrão de F-35 significa a redução da aquisição de Namer AIFVs da General Dynamics, um passo que poderia causar um impacto financeiro significativo sobre os recursos próprios de financiamento de Israel, desde que Israel já se comprometeu a uma compra desses veículos por vários anos, a ser pago pelo financiamento anual da ajuda militar dos EUA – que não irá cobrir taxas de término ou cancelamento.

O acordo sobre a versão israelense do F-35 vai permitir que Israel possa instalar os seus próprios sistemas de rádio e de datalink, bem como outros equipamentos nos modelos F-35I que estão sendo adquiridos. Originalmente, os datalinks eram parte integrante do sistema de missão do furtivo F-35, restringindo a comunicação de dados dentro dos sistemas especializados de gateway ou de comunicação dos F-35s. A necessidade de coordenar melhor as operações stealth e não-stealth e as futuras tarefas do F-35 nas missões de apoio aproximado, especialmente para o Corpo de Fuzileiros Navais, exigiu a introdução de datalinks convencionais (LINK-16). Nos últimos meses, no caça F-35 foi testado o link de dados Link-16, e em breve será testado o link de formato variável de mensagem, para missões de apoio aéreo aproximado. Esse aprimoramento também abriu a oportunidade para os israelenses equiparem o caça furtivo com sua própria comunicação datalink. A atual aplicação do LINK-16 do F-35 acredita-se que seja reservada apenas para missões não furtivas, mantendo assim a caça com características de baixa detecção radar quando operando no modo completamente invisível.

O MADL (Multi-Function Advanced Data-Link) desenvolvido pela Harris especificamente para o F-35 proporciona um datalink de baixa detectabilidade que permite comunicações dentre formações de F-35 e elementos de comando e controle. O MADL utiliza seis antenas que fornecem cobertura esférica ao redor da aeronave. O MADL usa uma forma de onda estreita de banda Ku empregada num esquema “cadeia margarida” – a primeira aeronave envia o sinal direcional para um segundo avião, depois a um terceiro avião, e assim por diante. Esta forma de onda oferece uma baixa probabilidade de interceptação / baixa probabilidade de detecção para evitar a detecção por sistema inimigos SIGINT/EW. Originalmente, essa onda está exclusiva para o F-35, mas nos próximos anos esta forma de onda será integrada a outras plataformas furtivas operadas pelos militares dos EUA, incluindo o F-22A Raptor e o bombardeiro B-2A. Como o MADL faz parte do sistema de missão CNI System (Comunicações/Navegação/Identificação) do F-35, Israel deverá receber o MADL, que vai oferecer pela primeira vez para Força Aérea de Israel uma comunalidade de datalink com forças aéreas estrangeiras.

Israel tem tradicionalmente insistido sobre a adição de sistemas específicos em plataformas adquiridas a partir de fontes estrangeiras, principalmente nas dos EUA. Essas melhorias foram focadas na inserção de sistemas nacionais de guerra eletrônica (EW), comando, controle e comunicações (C3) e datalink, bem como na integração de armas desenvolvidas por Israel. Estes sistemas também recebem pedidos de exportação significativas, já que alguns foram integrados nas aeronaves F-16 e F-15, e selecionados por clientes estrangeiros ou militares dos EUA.

Israel não foi um membro fundador do programa F-35, mas com base na encomenda e nas opções comprometidas, Israel está espera poder compartilhar cerca de um bilhão de dólares em programa de compensações com o programa F-35. O acordo de sistema de integração atualmente está sendo preparado e irá permitir uma maior participação de indústrias israelenses no programa F-35 Joint Strike Fighter. Entre as empresas que poderão participar do trabalho está a estatal Israel Aerospace Industries (IAI), que vai começar a construir as asas da aeronave e a subsidiária Elbit Systems de Elisra – o provedor líder de sistemas de guerra eletrônica para Força Aérea de Israel. A Elbit, numa joint venture com a Rockwell Collins, fabrica o avançado capacete utilizado pelos pilotos do F-35.

Fonte: Defense Update – Tradução: Cavok

Lockheed Martin entregará mais 18 caças F-35 até o final de 2012

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O último caça JSF a voar foi o F-35B “BF-15” (Serial Number 168313), num voo inaugural de 1,2 horas no dia 24 de julho de 2012, a partir da Estação Naval da Base Conjunta da Reserva de Fort Worth, Texas. (Foto: Tom Harvey / Lockheed Martin)

A Lockheed Martin já entregou durante este ano ao Departamento de Defesa Americano 12 caças F-35 Lightning II, num total de 30 previstos, faltando cerca de cinco meses para que os restantes 18 exemplares sejam entregues.

“As atividades de produção continuam a avançar conforme o planejado no programa JSF. No segundo trimestre, entregamos três aeronaves de produção. Desde então, foram entregues sete aeronaves adicionais, atingindo as doze unidades atualmente entregues,” afirma Christopher Kubasik, responsável da Lockheed Martin. Incluído nestas aeronaves está o primeiro exemplar internacional, entregue ao Reino Unido.”

De acordo com Kubasik, atualmente existem cerca de 70 aeronaves na linha de produção. Contando com as 19 já em serviço na Base Aérea de Eglin, Flórida, oito aeronaves de teste em Patuxent River, Maryland, e mais seis aeronaves de teste na Base Aérea de Edwards, California. “O programa F-35 está fazendo um excelente progresso,” afirma.

“Iremos finalizar durante este ano a entrega de todas as aeronaves do LRIP 2 (lote de produção inicial de taxa baixa), todas as aeronaves do LRIP 3, e uma grande parte das aeronaves do LRIP 4,” afirma Bruce Tanner, responsável pelo departamento financeiro da Lockheed Martin.

A Lockheed Martin recebeu também durante este trimestre cerca de US$ 490 milhões, montante referente ao LRIP 7, afirma Kubasik. Este montante permitirá que a empresa inicie os procedimentos para a aquisição dos componentes para a produção das 35 aeronaves previstas para este lote de produção.

Fonte: Flight Global – Tradução: Cavok

Lockheed Martin completa testes de integração do JASSM com o F-15E

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A arma guiada de precisão JASSM da Lockheed Martin sendo lançada de um caça bombardeiro F-15E Strike Eagle, durante um teste realizado em White Sands, Novo México. (Foto: Lockheed Martin)

A mais recente arma da Lockheed Martin, o Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM) completou a última rodada de testes de integração com o F-15E durante um ensaio em vôo na Área de Teste de Mísseis de White Sands, Novo México.

A rodada de testes com sucesso marcou a primeira vez que o JASSM, ou qualquer outro míssil, foi integrado numa plataforma usando a Interface de Armamento Universal (UAI). A Força Aérea dos EUA iniciou o programa UAI com o objetivo de melhorar o ciclo de integração de novas munições guiadas de precisão nas aeronaves sem precisar alterar cada arma e software do programa operacional de vôo da plataforma. O AFSEO (Air Force Seek Eagle Office) liderou os esforços de integração do UAI no F-15E Strike Eagle.

“É uma conquista significativa poder integrar o JASSM numa nova aeronave”, disse Alan Jackson, diretor de programa dos negócios de mísseis JASSM e controle de armas na Lockheed Martin. “O F-15E é a sexta plataforma para este confiável míssil de cruzeiro e de alto desempenho. O JASSM no F-15E vai melhorar as capacidades do caça tático, que amplia o leque de opções disponíveis para os combatentes”.

Lançado a uma altitude de 22.000 pés e numa velocidade de Mach 0,85, o JASSM navegou e destruiu seu alvo, atendendo todos os parâmetros de sucesso da missão durante o teste. Entre eles, demonstrando a capacidade de integração bem sucedida do JASSM com o F-15E e validando o programa do software de voo operacional de mísseis escrito para o UAI.

O JASSM é um míssil ar-solo autônomo e guiado com precisão projetado para atender as necessidades dos EUA e seus aliados. Armado com uma ogiva de fragmentação de penetração e explosão, o míssil JASSM de cruzeiro poder ser disparado de dia e noite, e em todas as condições meteorológicas. O míssil emprega um buscador infravermelho e um avançado sistema de posicionamento global anti-invasão que permite localizar alvos específicos.

Este míssil furtivo já está integrado nas frotas das aeronaves B-1, B-2, B-52, F-16 e agora o F-15E na Força Aérea dos EUA. Internacionalmente, o JASSM está certificado nos F/A-18A/B da Real Força Aérea Australiana (RAAF). Os futuros esforços de integração incidirão sobre as versões norte-americanas e internacionais do Lockheed Martin F-35 Lightning II e de outras plataformas internacionais.

Produzido na fábrica da empresa Lockheed em Troy, Alabama, já foram fabricados mais de 1.100 JASSMs para testes e uso operacional visando um objetivo total de 4.900 mísseis JASSM.

VÍDEO: Novo programa de controle de voo do F-35C facilita aproximações para pouso em porta-aviões

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Um caça F-35C realiza um pouso durante um voo de teste na Estação Naval de Patuxent River. (Foto: Lockheed Martin)

As aproximações para um pouso seguro no porta-aviões só poderão ser um pouco mais fáceis no futuro. A Força Integrada de Ensaios F-35 em Patuxent River completou no dia 4 de maio o primeiro vôo de teste dedicado para avaliar as características de controle de aproximação com novos procedimentos de controle de voo do F-35C Lightning II Joint Strike Fighter. Parte do sefotware versão 2A do novo programa de controle de voo, chamado Controle Integrado de Elevação Direta (IDLC), traduz os comandos do piloto em mudanças coreografadas para a potência do motor e o controle dos movimento de superfície, melhorando consideravelmente o controle durante a rampa aproximação de pouso, de acordo com um piloto de testes. Veja a seguir um vídeo sobre o assunto.

“Eu já pousei os F/A-18 Hornets num porta-aviões, e posso dizer que há uma defasagem muito menor no F-35C com o IDLC”, disse o tenente-coronel dos Fuzileiros Navais Matthew Taylor, um piloto de testes do F-35. “Eu estaria muito a vontade para fazer as aproximações num ambiente embarcado em porta-aviões depois de apenas duas ou três tentativas”. O controle preciso de planeio na aproximação é fundamental para o pouso com segurança no porta-aviões, enquanto o piloto se concentra em manter o glide slope, o ângulo de ataque e a proa.

“Pousando nos porta-aviões com as atuais aeronaves da frota exige que o piloto tenha que fazer dezenas de três partes de correções precisar de potência”, disse o tenente-comandante Robert Bibeau, chefe do departamento de aptidão para porta-aviões no Esquadrão de Teste e Avaliação (VX) 23. “É uma habilidade adquirida, requer prática e concentração intensa, como bater numa bola de beisebol.”

Os pilotos tipicamente qualificam-se para pousar num porta-aviões completando cerca de 30 pousos, quando no treinamento de vôo inicial e quando realiza troca de esquadrões. “Nós temos que gastar uma quantidade significativa de tempo de treinamento nos pousos embarcados, especialmente em pousos noturnos”, disse Bibeau. “Para fazer com que todos os pequenos ajustes sob pressão precisa um trabalho duro do intelecto e reflexos. É imperdoável.” Mas com o novo software de controle de vôo IDLC no F-35, Taylor vê “o potencial para reduzir a carga de treinamento para os novos pilotos que vão para o navio.”

A variante F-35C do Joint Strike Fighter é diferente das versões F-35A e F-35B devido as suas superfícies maiores das asas e o trem de pouso reforçado para suportar o lançamento da catapulta e impacto no pouso associado com o ambiente exigente do porta-aviões. O F-35C está passando por teste e avaliação na Estação Naval de Patuxent River antes da entrega à frota.

Outra mudança para o F-35C é o gancho da cauda redesenhado. A Lockheed Martin está confiante que o gancho de cauda redesenhado estará pronto para os testes de vôo planejados no porta-aviões e atualmente programados para 2014. O gancho inicial não funcionava bem e fazia com que a aeronave perdesse o cabo com muita freqüência.

Departamento de Defesa dos EUA identifica causa dos problemas nos F-22 e segue para liberar todas restrições de voo

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Uma válvula do colete anti-pressão do traje de voo dos pilotos do F-22 é a causa dos problemas relacionados com os sintomas de hipóxia sentidos por vários pilotos. (Foto: Jeremy Lock / U.S Air Force)

Os líderes da Força Aérea dos EUA acreditam que uma válvula defeituosa numa parte do traje de vôo causou vários incidentes previamente inexplicáveis de sintomas como hipóxia nos pilotos dos caças F-22 Raptor, e o secretário de Defesa, Leon Panetta, aprovou um plano para retirar progressivamente as restrições colocadas nas operações dos jatos em maio, disse nessa terça-feira o porta-voz do Pentágono George Little. O traje já estava sendo estudado desde junho.

“A Força Aérea dos EUA está confiante que a causa raiz do problema é o fornecimento de oxigênio para os pilotos, e não a qualidade do oxigênio fornecido aos pilotos”, disse Little.

Uma válvula no colete que os pilotos usam em grandes altitudes estava causando que o colete inflasse ou esvaziasse em momentos inapropriados, disse Little. Os coletes, que são necessários acima de 44.000 pés para proteger os pilotos em caso de descompressão rápida acidental do cockpit, tiveram o uso suspenso a nos voos de F-22 desde junho. As válvulas serão todas substituídas e então a Força Aérea irá informar Panetta sobre as modificações antes dos aviões voltarem as operações normais, disse ele.

A Força Aérea também irá aumentar o volume de ar aos pilotos obtido através da remoção de um filtro de carvão vegetal que havia sido instalado para determinar se o fornecimento de ar estava contaminado.

A Força Aérea dos EUA suspendeu os voos nos F-22 em maio passado, depois de pelo menos 14 incidentes em que os pilotos experimentaram sintomas que sugerem uma ausência de oxigênio – incluindo dores de cabeça, náuseas, fadiga e dificuldade de concentração. Em março, um painel consultivo da Força Aérea não pôde discernir a causa do problema, mas teve a forte sensação que o sistema de oxigênio era seguro.

Apesar das restrições de voo ainda permanecerem, um esquadrão de caças F-22 será deslocado para Base Aérea de Kadena, no Japão, nos próximos dias. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea general Norton Schwartz disse que os recursos aéreos sem precedentes do F-22, incluindo sua capacidade de manobra extrema em altitude, deixou a Força Aérea desprevenida.

“Haviam aspectos nisso que, fisiologicamente para o aviador, não foram bem compreendidos”, disse ele, e mais tarde, acrescentando: “Nós deixamos passar alguma coisa.”

No dia 15 de maio, Panetta ordenou que a Força Aérea mantivesse todos os F-22 voando próximo das pistas de pouso em potencial para que eles fossem capazes de pousar rapidamente ao surgiram problemas.

A Força Aérea dos EUA ainda está trabalhando em algumas melhorias de segurança para o caça supersônico, incluindo um sensor de oxigênio instalado na cabine e um melhor sensor de oxigênio no piloto, mas outras mudanças, como uma melhor projetada alça para ativar o sistema de oxigênio de emergência, já foram concluídas.

Schwartz disse na terça-feira que as medidas de precaução, incluindo limites de altitude e os requisitos para que os F-22s fiquem mais próximos de bases, foram “minimizadas, talvez não eliminando os riscos, até que as modificações estejam no lugar.”

O processo para remover as restrições de voo começarão imediatamente, disse Little. Um esquadrão de caças supersônicos vai ser implantado na Base Aérea de Kadena no Japão “a qualquer momento”, embora os aviões estarem sob restrições de altitude e devam ficar próximo a bases durante a viagem, disse Little.

Enquanto alguns questionam o momento da implantação – em meio a protestos japoneses sobre a chegada do MV-22 Ospreys por lá – Schwartz disse que o movimento faz sentido.

“Há uma exigência operacional, e as aves estão prontas para ir”, disse ele.

Fonte: Stars and Stripes – Tradução: Cavok

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