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F-X2: Nova cartada na visita do casal real

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O novo caça Gripen NG Demonstrator decola junto a um caça JAS39 Gripen. (Foto: Saab)

Diretores da Saab integram a comitiva sueca que desembarca no país dentro de uma semana. A Suécia se define como um país pacífico. Não participou em nenhuma das duas guerras mundiais do século 20: manteve-se neutra. Nunca se envolveu em confrontos internacionais. No entanto, uma das forças de sua economia é a indústria militar. O país não entra em guerras, mas vende para os outros equipamentos de defesa e ataque. A justificativa é que, para manter a neutralidade, foi preciso investir muito no setor, de modo a não ficar vulnerável. Em outras palavras: proteger-se para não ser atacado. Não toma partido, mas garante lucros no mercado de material bélico.

É o caso, por exemplo, do projeto Gripen NG, da empresa sueca Saab, que concorre na licitação aberta pelo governo brasileiro para a compra de 36 aviões de caça.

Para ganhar a licitação, que envolve bilhões de reais, a Suécia vai insistir no argumento de que, para ser uma potência respeitada, o Brasil precisa ter domínio sobre a tecnologia militar. E isso será assegurado com o desenvolvimento em parceria do Gripen NG. Os suecos prometem partilhar todo o conhecimento que já têm com o Brasil. Acenam até com autonomia, no futuro, para que o nosso país produza e exporte o avião para outros países. Os escandinavos insinuam que, com os franceses e os americanos, concorrentes na licitação da Força Aérea Brasileira (FAB), o Brasil não terá tanta facilidade para absorver tecnologia.

Enfim, é com a esperança de convencer o presidente Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que a direção da Saab desembarca mais uma vez no Brasil, na próxima semana. Dessa vez, integrando uma grande comitiva de 35 empresários suecos que acompanhará o rei Carl Gustaf e a rainha Silvia na visita oficial ao Brasil, entre 23 e 26 de março.

Expectativa

A Suécia está preocupada com a preferência declarada de Lula pelo avião francês, o Rafale. Há grande expectativa pelo resultado da licitação, que ainda não tem data certa para ser divulgado. O anúncio é esperado para abril, já que todas as etapas foram cumpridas. Os suecos pretendem insistir, como ponto a favor, na proposta de financiamento integral do projeto. O Rafale tem componentes produzidos pela Saab e também pelos americanos.

Apostando alto no projeto em parceria com o Brasil, o Ministério da Defesa sueco demonstra incômodo com a possibilidade de a Saab perder para os franceses. E sinaliza que a frustração poderá se converter em falta de interesse por novos projetos com o país. Especula-se sobre a intenção da Saab de comprar ações da Embraer, para fortalecer ainda mais a parceria entre a indústria Aeronáutica dos dois países.

Olho para os investimentos

Outra preocupação dos suecos é com o preço e o fornecimento do etanol brasileiro. A Suécia é a maior consumidora do biocombustíveis na Europa e vem importando menos do Brasil, por causa principalmente das oscilações da produção e, consequentemente, do preço. As montadoras de veículos Volvo e a Scania têm interesse direto no assunto, porque investem na produção de ônibus movidos a etanol. Depois do Brasil e da Letônia, a Suécia é o país que mais usa o álcool combustível no mundo.

A agenda dos empresários que acompanham o casal real prevê também uma visita à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde examinarão as dificuldades para a liberação de novos produtos suecos no mercado brasileiro.

O fato de ter se mantido neutra nas guerras mundiais ajudou a Suécia a conseguir uma das maiores taxas de crescimento econômico do mundo entre 1870 e 1970. No século 19, o país escandinavo já esteve entre os mais pobres da Europa. Depois de 100 anos, atingiu o maior PIB per capita do mundo. Antes uma economia fundamentalmente agrícola, tornou-se referência em indústria de ponta e desenvolvimento de tecnologias.

Hoje, a Suécia tem centenas de multinacionais espalhadas pelo mundo, muitas delas atuando no Brasil, como a Ericsson, no setor de telecomunicações. O interesse das empresas suecas pelo Brasil aumentou ainda mais depois que o país foi escolhido para sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O crescimento nos últimos anos e o impacto relativamente ligeiro da crise econômica internacional, em 2008 e 2009, são fatores que reforçam o potencial brasileiro.

Fonte: Correio Brasiliense – Samanta Sallum

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Testes em voo do caça Gripen NG Demonstrator avançam na Suécia

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O Gripen NG Demonstrator taxia na pista de Linkoping, Suécia, após retornar de seu voo de testes no dia 12 de março. (Foto: Stefan Kalm / Saab)

O programa de testes em voo com o caça Gripen NG Demonstrator avançam na Suécia de acordo com os planos na unidade da Saab em Linköping. O último voo, número 117 desde que o programa de voo começou, foi feito nessa sexta-feira, dia 12.

Os testes agora estão sendo feitos no sistemas táticos, como o radar AESA e no novo sistema de comunicação. O programa de testes é bem intensivo e as condições do tempo frio e com tempestades de neve na Suécia tem sido um desafio para a programação dos testes, mas que a Saab informa estar conseguindo superar, conforme disse Mattias Bergström, o gerente do projeto Gripen NG Demonstrator.

Foram finalizados, e com sucesso verificados, os testes em voo do Sistema de Aviso de Aproximação de Mísseis (MAW) e o novo sistema de combustível com maiores tanques de combustíveis internos.

O Gripen NG é a mais nova geração de caça da Gripen, e está participando do processo de seleção do novo caça da Força Aérea Brasileira (FAB), através do programa F-X2, e para a nova aeronave de combate multifunção da Força Aérea da Índia, através do programa MRCA.

Aliás, nessa semana, o Gripen NG deveria ter seguido para Índia para avaliações no processo de escolha da nova aeronave de combate (MRCA). Segundo a Gripen International, devido a estes testes realizados nessa semana, a Suécia enviou dois caças JAS39D Gripen, o que poderá ocasionar a desclassificação do caça sueco no programa indiano, conforme relatado aqui no Cavok.

Fonte: Gripen International – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

F-X2: Rei sueco usará visita para ‘vender’ jato

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Saab Gripen NG

Depois de presidentes e ministros, agora é o rei da Suécia que estará no Brasil, dentro de duas semanas, defendendo os interesses da indústria aeronáutica de seu país para obter o contrato bilionário de fornecimento de jatos de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB).

O rei Gustaf XVI afirmou ontem que ficará “extremamente orgulhoso e feliz” se o jato sueco Gripen for o escolhido na competição da qual também participam o francês Rafale, da Dassault, e o americano F-18, da Boeing,para fornecer 36 caças para a FAB. A declaração, durante entrevista a jornalistas brasileiros no Palácio Real, foi feita em um tom quase empresarial, apesar da neutralidade da monarquia especialmente quandose trata de negócios.

Depois de ressalvar que sua posição não é de fazer negociação, o monarca sueco disse esperar que o Brasil “faça a escolha certa”, ao ser indagado se haverá algum problema se o Brasil escolher o Rafale, contrariando a preferência da comissão técnica militar que listou o Gripen como favorito. Completando a resposta do rei, a rainha Silvia, de origem brasileira, considerou que seria “maravilhosa” a cooperação entre a Saab, que produz o Gripen, e a Embraer, destacando a “qualidade” dos produtos suecos e a “excelência” do construtor aeronáutico brasileiro.

Os monarcas suecos começam no dia 23, em Brasília, uma visita oficial de quatro dias, coincidindo com a aproximação da data para o governo Lula escolher definitivamente qual aeronave será escolhida para renovar a FAB.

A convite do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o rei visitará, na Amazônia, a base militar de São Gabriel da Cachoeira e o projeto de cooperação dos militares com populações locais, incluindo indígenas. “Não estávamos planejando fazer essa visita, pois já fomos várias vezes à Amazônia, mas o ministro nos convidou”, disse o monarca.

“Somos uma pequena economia e temos de ser muito precisos”, afirmou ele, sobre a tecnologia sueca e a disputa pelo contrato com a FAB, ao mesmo tempo em que lembrou a antiga relação bilateral e a presença da indústria sueca em São Paulo. São mais de 200 subsidiárias no país empregando 50 mil pessoas, “maior do que uma cidade na Suécia”.

Ele se declarou “muito orgulhoso de ainda estar na negociação, com outros grandes competidores de grandes nações”. E reiterou que “os produtos(suecos) são muito bons, mas também muito eficientes em termos de economia”, numa alusão indireta ao preço dos concorrentes, a começar pelo francês, que seria duas vezes mais caro que o sueco.

A moderna monarquia sueca mais e mais encabeça delegações empresariais dopaís na busca de negócios no exterior, ainda mais que a economia sueca continua em recessão. Como o rei disse ontem, “dependemos também de exportações”.

A visão em setores do governo de Estocolmo é que o Brasil vai economizar e participar diretamente do desenvolvimento técnico do Gripen. E que não vale gastar demais na aquisição de um Ferrari, que seria o caso do francês Dassault, quando se pode ter um Volvo, que seria o Gripen, oferecendo segurança e qualidade com preço menor.

O casal real visitará também projetos ecológicos e sociais, o que levou à indagação sobre o que pensam sobre o fato de um país, que tem uma dívida social tão grande como o Brasil, investir até R$ 10 bilhões na compra de jatos de guerra. “É uma questão muito difícil de ser respondida. Eu penso que o Brasil está fazendo um grande trabalho de apoio na área social. Não quero entrar em política, então encerro por aqui (a resposta).”

Orei Gustaf enfatizou a importância de cooperação tecnológica bilateral,citando especificamente a área de etanol. Os suecos acham que dá para desenvolver junto com o Brasil tecnologia para utilização plena da cana-de-açúcar, na segunda geração de produção de etanol.

A Suécia importa boa quantidade de etanol brasileiro. Para isso, recebe autorização especial da União Europeia para importar quase sem cobrar tarifa de importação, quando os outros países europeus impõem uma dura taxação sobre o produto.

Orei observou o desenvolvimento “muito grande” da produção offshore de petróleo brasileiro, mas considerou que isso também depende do preço do petróleo. “Talvez para desenvolver esses recursos, o preço (do barril) precisasse ficar em US$ 70”. Acima de US$ 100, ele vê incentivos para outras tecnologias.

Na entrevista, o rei manteve sua tradicional prudência nas declarações.Disse que preferia não comentar o apoio do Brasil ao governo do Irã na questão nuclear, mas observou que o tema devia ser tratado “com muito cuidado”. “Não sabemos exatamente a ideia do projeto (dos iranianos), o que eles têm em mente”, afirmou.

O repórter viajou a convite do governo da Suécia.

Fonte: Valor Econômico – Assis Moreira, de Estocolmo, via  NOTIMP

Saab recebe contrato do governo da Suécia para modernização dos caças Gripen C/D

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Saab JAS-39C Gripen da Força Aérea da Suécia. (Foto: Katsuhiko Tokunaga / Saab)

A Saab Defense recebeu da Administração de Material de Defesa Sueca um contrato para o desenvolvimento de capacidades para a frota existente de caças Gripen. O montante é equivalente à US$ 280 milhões, divididos num período de quatro anos.

As capacidades do caça sueco Saab JAS-39 Gripen C/D da Força Aérea da Suécia estão continuamente sujeitas a adaptação e modernização a fim de que possam operar e manter-se eficazes e avançados também no futuro. O pedido inclui ajustes para aumento da capacidade operacional, como por exemplo atualização das contramedidas e sistemas de comunicação. O pedido também inclui outras medidas para reduzir os custos operacionais, e baseiam-se na experiência acumulada de mais de 130.000 horas de voo da frota.

Também está incluída a integração de novas armas, e os radares terão seus alcances estendidos, paralelamente, novas novas funções serão incluídas. As melhorias também estão sendo introduzidas de forma a obter reduções de ruído e emissões nos motores.

Os trabalhos se concentrarão principalmente nas instalações da Saab, em Estocolmo, Gotemburgo, Järfälla, Kista e Arboga.

Fonte: Saab – Tradução: Plano Brasil

Gripen NG não pode voar para avaliação na Índia, Saab manda o Gripen D no lugar

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Era para ter ido o Gripen NG para Índia, mas foram enviados dois caças JAS39-D como os da imagem acima para avaliação.

A mega competição de US$ 11bilhões que irá escolher uma nova aeronave de combate multimissão (MMRCA) para Índia está chegando na fase final de avaliação, mas termina com uma potencial controvérsia. Hoje, o último dos seis competidores a ser avaliado pela Força Aérea da Índia — o caça sueco Gripen — voaria até Bangalore para os testes. Mas o caça que pousou na cidade não é o que a Gripen International está oferecendo na competição – o JAS-39IN Gripen NG. Ao invés disso, dois modelos de caças antigos Gripen-D foram os que chegaram.

A Saab sabe que nas avaliações são necessárias as aeronaves que estão sendo oferecidas, o que está deixando os concorrentes deliciados com a notícia já que o Gripen agora está vulnerável a desclassificação.

A chegada do modelo Gripen-D ao invés do Gripen NG tem uma causa simples: a Força Aérea Sueca, tendo optado por adquirir o Gripen NG, ordenou uma série de melhorias no protótipo do Gripen NG. Com essas melhorias em andamento, a agência de certificação sueca, a SMV, exigiu que testes adicionais de voo do protótipo fossem efetuados na Suécia antes da aeronave ser enviada para Índia.

Confirmando esses desenvolvimentos, o diretor da Gripen International na Índia, Eddy de la Motte disse, “O protótipo do Gripen NG não pode simplesmente vir para Índia já que ele é requerido na Suécia para testes e avaliações pela Força Aérea da Suécia a qual está interessada em comprar a aeronave. Os pilotos da Índia não poderão voar no Gripen NG no momento, mas eles terão a oportunidade num futuro próximo.”

Os pilotos da Força Aérea da Índia foram convidados a voar com o Gripen NG durante uma visita a suécia entre os dias 6 e 10 de abril. A Gripen International também pediu mais uma data para poder levar o caça Gripen NG para Índia onde poderá ser avaliado.

Mesmo sem ter voado com o protótipo do Gripen NG, os pilotos da Força Aérea da Índia ficaram extremamente impressionados com as capacidades do caça. Além dos magníficos aviônicos e um desempenho em voo superior, eles disseram que o Gripen NG pode pousar em uma rodovia alargada de 800 metros; e então reabastecer, rearmar e decolar num período de 10 minutos. Isso permite que cada Gripen NG possa voar um número de surtidas por dia que nenhuma outra aeronave conseguiria.

Os pilotos da Força Aérea da Índia que visitaram os simuladores da Gripen da Suécia também ficaram impressionados pela capacidade de guerra eletrônica e pelas facilidades no treinamento que ele oferece.

O Minsitério da Defesa da Suécia não espera que a Índia retire o Gripen NG da competição devido a essa falta inesperada. A partir dos olhos dos concorrentes essa foi uma falha grave, mas a decisão de avaliar os caças modelos antigos do gripen e posteriormente decidir se o Gripen NG ainda está no páreo vai caber a Força Aérea e ao Ministério de Defesa da Índia.

Nota do Editor: Isso vai gerar mais discussão aqui no Brasil com o programa F-X2…

F-X2: Depois dos EUA agora a Suécia fará sua pressão política no Brasil

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Saab Gripen NG

A rainha Silvia e o rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, chegam ao Brasil em 22 de março. Em Brasília, está sendo preparado também um roteiro menos formal para conhecer o outro lado da cidade, além do Palácio do Planalto e Itamaraty. O casal vem acompanhado de autoridades do governo e de uma delegação de empresários. Na pauta, entrará o processo de compra dos caças pela FAB, já que a Suécia também participa da polêmica licitação, com os aviões Gripen NG. O casal passará por São Paulo, onde terá evento na Fiesp, e também por São José dos Campos, visitando a embraer.

Fonte: Correio Braziliense – Samanta Sallum

Nota do Editor: Houve mudança do título da nota para dar destaque ao assunto F-X2.

Voando o Gripen JAS39 na Suécia

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O site especializado Defesa@Net, do amigo Nelson During, foi até a Suécia e teve a privilegiada oportunidade de voar no caça Saab JAS39 Gripen, da Força Aérea da Suécia, sobre o Mar Báltico. Clique para ver a ótima matéria aqui.

IMAGENS: Voa pela primeira vez o segundo e o terceiro Gripen da Força Aérea da Tailândia

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O segundo (70102) e terceiro (70105) caças Gripen destinados para Força Aérea da Tailândia durante o primeiro voo de teste. (Foto: Saab)

Uma versão biplace (70102) e uma monoplace (70105) do caça Saab Gripen para Força Aérea da Tailândia foram respectivamente a segunda e a terceira aeronaves a voarem pela primeira vez na fábrica da Saab em Linköping, durante o início dos voos de testes antes da entrega para o país do sudoeste asiático.

As duas novas aeronaves Gripen, uma biplace e uma monoplace, para Tailândia voaram na fábrica da Saab, na Suécia. (Foto: Saab)

Na aeronave biplace 70102 foi instalado para teste o sistema de guerra eletrônica integrado, EWS-39, o que não havia sido feito com a primeira aeronave do primeiro voo.

O primeiro Gripen monoplace para Tailândia a voar foi o 70105. (Foto: Saab)

O Gabinete de Segurança da Tailândia também aprovou o orçamento para prover os caças Gripen adquiridos com os sistema de guerra eletrônica integrado EWS-39 em todas 12 aeronaves.No mês de janeiro de 2010 a Tailândia confirmou a compra de mais 6 caças, adicional ao lote inicial de seis adquiridos em 2007 (veja aqui no Cavok).

Esses dois caças Gripen deverão ser entregues para Força Aérea da Tailândia em 2011. (Foto: Saab)

As duas aeronaves juntam-se a primeira aeronave biplace (70101) que voou pela primeira vez no dia 16 de setembro de 2009. Os caças Gripen, do primeiro lote de seis unidades encomendadas em 2007, mais duas do segundo lote deverão ser entregues em 2011. As últimas quatro deverão ser entregues entre 2013 e 2017.

IMAGENS: Força Aérea da África do Sul recebe seus primeiros caças Gripen C

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Os dois caças Gripen C que chegaram na África do Sul por navio, sendo rebocados para Base Aérea de Ysterplaat, na Cidade do Cabo. (Foto: Dean Wingrin)

O tráfego de veículos na Cidade do Cabo, África do Sul, viu algo bem diferente na tarde do dia 11 de fevereiro: os dois primeiros caças Saab Gripen C (monoplaces) destinados para Força Aérea da África do Sul (SAAF) sendo rebocados para Base Aérea de Ysterplaat, via rodovia.

As duas aeronaves, 3911 e 3910, seguiram por uma estrada de 8km entre o porto e a base aérea. (Foto: Dean Wingrin)
A aeronave Gripen C 3911 sendo rebocada por uma estrada na Cidade do Cabo. (Foto: Dean Wingrin)

O primeiro caça Gripen C era inicialmente para ter sido entregue no final de outubro/início de novembro de 2009, mas foi atrasado pela África do Sul, e então agora duas aeronaves foram desembarcadas juntas na quinta-feira passada, dia 10. As duas aeronaves, seriais da SAAF 3910 e 3911, chegaram de navio no porto de Table Bay. E no dia 11 foram rebocadas por uma estrada de 8km do porto até a Base Aérea de Ysterplaat, onde eles serão preparados para poder voar.

O Gripen C 3911 deixando o porto de Table Bay. (Foto: Dean Wingrin)
O Gripen C 3910 entrando na Base Aérea de Ysterplaat. (Foto: Dean Wingrin)
O Gripen C 3911 entrando na Base Aérea de Ysterplaat. (Foto: Dean Wingrin)

Um vez que estajam operacionais, as duas aeronaves voarão para o Centro de Desenvolvimento de Teste de Voo (TFDC) da SAAF, no extremo sul de Cape. Eles permanecerão nesse centro por aproximadamente dus semanas antes de voarem para BAse Aérea de Makhado, próximo a cidade de Louis Trichardt, onde eles se juntarão ao Esquadrão 2.

Os caças Gripen atuarão como peça chave nos planos da força aérea de proteger o espaço aéreo sobre os estádios durante a Copa do Mundo de Futebol 2010. Pelo menos quatro caças  Gripen C deverão estar operacionais no país para Copa do Mundo, juntamente com as aeronaves Gripen D atualmente em serviço.

Os caças Gripen, através da Saab-BAE Systems, foram anunciados vencedores em novembro de 1998 como parte de um novo pacote de equipamentos de defesa que a SAAF propôs conforme requerimentos para uma nova Aeronave Avançada de Caça Leve. Os Gripen foram adquiridos para substituirem os caças Atlas Cheetah D (biplace) e Cheetah C (monoplace) que então estavam na frota da SAAF.

O pedido original era para 9 caças Gripen D (biplaces) e 19 Gripen C (monoplaces). No entanto, o pedido foi revisto em 2005 para 9 aeronaves biplace e 17 na versão mon0place.

O primeiro Gripen da África do Sul foi apresentado na fábrica da SAAB em outubro de 2005 e efetuou seu primeiro voo no dia 11 de novembro do mesmo ano. A aeronave voou pela primeira vez na África do Sul no dia 19 de setembro de 2006, na Base Aérea de Ysterplaat, em Cape Town.

A SAAF colocou em operação o primeiro Gripen D em abril de 2008 e o últimos dois caças Gripen D chegaram na África do Sul em julho de 2009. As oito aeronaves que chegaram estão atribuídas ao Esquadrão 2, na Base Aérea de Makhado.

Fonte: South African Air Force – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

F-X2: Diplomatas aumentam pressão sobre o Planalto

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Saab Gripen NG, concorrente no programa F-X2 da FAB

Depois de uma ofensiva de diretores das fabricantes do Gripen, Rafale e F-18 Hornet, que aterrissaram em Brasília em meados de janeiro para pressionar o governo brasileiro na licitação de compras dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), a diplomacia entrou em campo.

Nem bem retornou de uma viagem a Israel, o ministro da Defesa, Nelson jobim, reuniu-se ontem com a embaixadora da Suécia no Brasil, Annika Markovic. Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá as credenciais dos novos embaixadores da França e dos Estados Unidos, países que estão na disputa junto com a Suécia.

O encontro de Lula com os embaixadores será protocolar, mas assessores do Planalto já alertaram o presidente de que a disputa entre os caças deverá ser tratada.

A Suécia, com o Gripen, a França com o Rafale, e Estados Unidos, com o F-18, disputam a concorrência pela venda dos 36 caças para o Brasil, orçada em R$ 10 bilhões. O pacote, no entanto, pode se estender para uma aquisição de até 120 aeronaves.

Fonte: Zero Hora

Força Aérea da Tailândia adquire mais seis Gripen e modernizará os caças F-16

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Saab JAS-39D Gripen, da Real Força Aérea da Tailândia

O Gabinete de Segurança da Tailândia aprovou hoje, dia 26, a requisição da Força Aérea para aquisição de mais seis aeronaves Saab JAS 39 Gripen, de fabricação sueca, além da modernização da atual frota de caças F-16 Falcon.

A Real Força Aérea da Tailândia já havia adquirido seis aeronaves Gripen em 2007, as quais deverão ser entregues em 2011, juntamente com outras duas desse recente pedido. As quatro restantes estão previstas para serem entregues entre os anos de 2013 e 2017. A primeira aeronave Gripen, versão biplace, da Tailândia voou no dia 16 de setembro de 2009.

O orçamento aprovado de US$ 480 milhões para compra de mais seis aeronaves Gripen, inclui manutenção, apoio logístico e treinamento dos pilotos, será aprovado através de uma alocação de verbas num período de quatro anos, a começar em 2012.

Treze caças F-16 da Força Aérea da Tailândia.

O Gabinete também aprovou uma verba inicial de US$ 210 milhõs para modernização de seis caças F-16B, fabricados nos EUA, também com investimentos começando em 2012, como parte de um programa de três fases.

Os dois projetos estavam aguardando desde a última reunião do gabinete de maio de 2009.

A Força Aérea da Tailândia pretendia inicialmente modernizar 18 caças F-16, mas que teria um custo maior do que a aquisição dos seis caças Gripen.

O projeto de modernização dos F-16 será feito em três fases, sendo que em cada fase serão modernizadas seis aeronaves.

Os caças F-16A/B ficam na base aérea da Nakhon Sawan, como a Ala 4.

A Força Aérea da Tailândia espera com isso retirar de operação 12 caças F-5E/F, que estão em operação na base de Surat Thani, com a Ala 7, por 30 anos, uma vez que receba 12 novos caças Gripen JAS-39C/D.

Boeing e Saab iniciam ofensiva contra escolha de caça francês

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Boeing F/A-18F Super Hornet (Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Ricardo J. Reyes / U.S. Navy)

A americana Boeing e a sueca Saab iniciaram uma nova ofensiva para impedir que o governo brasileiro escolha o caça Rafale, da francesa Dassault, na concorrência da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 aeronaves. Em pleno lobby, a Boeing reiterou sua última oferta de venda do F-18 Super Hornet, de dezembro passado, que prevê a inclusão da Embraer no desenvolvimento da próxima geração do jato. A sueca Saab reforçou os critérios que colocaram o Gripen NG no topo da avaliação da Aeronáutica – preço baixo e tecnologia a ser desenvolvida junto com a Embraer.

Saab Gripen NG

Sem data marcada, o governo promete anunciar em breve sua decisão. Questionado sobre essa nova batalha de lobbies, um colaborador do presidente Lula afirmou nesta quarta-feira, 20, que essas iniciativas não mudam o jogo e que os critérios de escolha não serão alterados. A vitória da Dassault, para este assessor de Lula, está cimentada.

Gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da divisão de aeronaves militares da Boeing, Michael Coggins, anunciou na última terça-feira que o governo americano liberou a transferência de tecnologia, inclusive dos códigos informáticos para armar os caças com mísseis brasileiros, e insistiu que nada impedirá a futura fabricação dessas aeronaves no Brasil. “Nós oferecemos à Embraer e à FAB a opção de produzir os Super Hornet no Brasil”, afirmou.

Cogins admitiu que há um sério problema de confiança do Brasil em relação à oferta americana. Mas, mostrou-se otimista com as gestões do novo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, a partir de 4 de fevereiro, e nas respostas aos três lobbies diretos do presidente americano, Barack Obama, junto a Lula. O mesmo colaborador do presidente brasileiro rebateu essa versão. “Nenhum compromisso do governo americano impede um eventual veto do seu Congresso.”

A direção da Saab não poupa esforços para tentar convencer que seu projeto é superior e rebater as críticas de que o Gripen NG existe apenas no papel. “O Gripen é o melhor não só pela tecnologia como pelo conceito e pelo preço”, afirmou Bob Kemp, vice-presidente da Saab. “O avião já existe”, emendou Bengt Jáner, representante da Saab no Brasil. Eles explicaram que o Gripen NG é baseado em um caça em operação, o Gripen C, que foi vendido para quatro países. Existe hoje uma espécie de protótipo do Gripen NG, já testado por pilotos da FAB.

Proposta da versão naval do Gripen: o Sea Gripen

De olho em outros negócios, a Saab apresentou para a Marinha brasileira, em dezembro, o projeto do Gripen Naval, para o porta-aviões São Paulo. A expectativa é que, em uma década, os 12 caças da Marinha em operação sejam substituídos por novos modelos. “Não é algo para agora; é para daqui uns dez anos”, observou Kemp.

Fonte: Denise Chrispim Marin e Eugênia Lopes, da Agência Estado

A FAB prefere o Gripen ao invés do caça Rafale para o F-X2

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Saab Gripen NG

O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, em segundo.

Concepção artística do Saab Gripen nas cores da FAB

O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão final sobre o projeto de compra de 36 caças, ao contrapor a avaliação técnica da Aeronáutica pró-suecos à preferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da área diplomática pela oferta que foi apresentada pelos franceses.

A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy, em setembro passado, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica nem sequer havia sido concluída.

Agora, o governo está num impasse: ou passa por cima do relatório da FAB e fica com os Rafale, ou desagrada o governo francês e opta pelo Gripen NG. Formalmente, o presidente Lula está liberado para escolher qualquer um dos três.

Conforme a Folha apurou, o “sumário executivo” do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais.

A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela metade do preço do Rafale, ou seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo de seu avião é quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault rejeita: como o Rafale tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor performance.

Quem vai arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida útil do jato, é a FAB, que considera a questão prioritária.

Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia. O Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer. Há a promessa genérica de produção final no Brasil, mas de resto o Rafale também diz isso. O problema é que o francês é um produto pronto, supostamente com menor taxa de transferência de conhecimento de produção.

O relatório da FAB não considerou como negativo o fato de o jato sueco ser monomotor, já que em aviões modernos isso é visto com um problema menor na incidência de acidentes.

Já o Rafale apresentou três obstáculos, na análise da FAB:

  1. Continuou com valores considerados proibitivos, ao contrário do que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula.
  2. O prometido repasse de tecnologia foi considerado muito aquém da ambição brasileira. Trata-se de um “produto pronto”, que teria, ou terá, dificuldades para ser vendido a outros países a partir do Brasil.
  3. A Embraer, consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o Rafale, não teria interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em tecnologia e em negócios.

O relatório foi feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate) e ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de dezembro.

Jobim voltou ontem à noite a Brasília pronto para se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Oficialmente, para ganhar tempo, a versão do governo é que a FAB ainda não lhe entregou o documento.

O ministro já sabe do resultado desde uma viagem que fez com Saito à China e à Ucrânia, no final do ano. Os dois aproveitaram uma escala justamente em Paris para discutir a questão com o presidente da Copac, brigadeiro Dirceu Tondolo Noro, que, conforme a Folha apurou, foi chamado de última hora a viajar à capital francesa para encontrá-los.

É uma das grandes compras em curso no mundo, e pode bater os R$ 10 bilhões.

Em entrevista à Folha em dezembro, Jobim admitiu que tinha interferido para mudar as regras do relatório da Copac, mas sem assumir que a intenção era evitar que a FAB indicasse um favorito que não batesse com o do Planalto.

Fonte: Folha de São Paulo – Eliane Cantanhede

IMAGENS: Paquistão apresenta em cerimônia oficial seu primeiro Saab 2000 AEW&C

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Saab 2000 (AEW&C) Erieye da Força Aérea do Paquistão (Foto: Força Aérea do Paquistão)

Conforme divulgado aqui no Cavok, a Força Aérea do Paquistão havia recebido sua primeira aeronave de Alerta Aéreo Antecipado e Controle (AEW&C) no dia 8 de dezembro, mas somente na semana passada, no dia 29 ela foi oficialmente apresentada na Base Aérea de Minhas. A nova aeronave Saab 2000 equipada com radar Erieye ficará deslocada na base aérea de Kamra.

Adquirida sob o projeto chamado ‘Horizon’, a primeira das quatro aeronaves que chegou foi originalmente adquirida em 2005, num lote de cinco aeronaves, depois reduzido para quatro em maio de 2007.

Como mostramos no outro post, a Força Aérea do Paquistão opera uma aeronaves Saab 2000 (não AEW&C) como plataforma de treinamento com o Esquadrão 3 ‘Globetrotters’ na base aérea de Chaklala, próximo a Islamabad.

Fotos da cerimônia oficial de entrega da primeira aeronave Saab 2000 Erieye para Força Aérea do Paquistão (Fotos: Javed Qureshi)

A aeronave foi entregue oficialmente numa cerimônia para autoridades militares, com a presença do primeiro-ministro paquistanês Yousaf Raza Gillani.

SAAB comercializa o Gripen Naval para a Índia e o Brasil

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Uma impressão artística do Gripen Naval mostra o caça decolando de um porta-aviões e equipado com mísseis ar-ar Meteor e IRIS-T e mísseis antinavios RBS 15F (SAAB)

A SAAB está respondendo à solicitação da Marinha Indiana por informações (RFI) sobre a futura capacidade dos caças propostos de operar em porta-aviões, oferecendo o novo desdobramento do Gripen NG, denominado Gripen Naval.

O RFI indiano, enviada, nas últimas semanas, a empresas seletas, visa a obtenção de informações detalhadas sobre um projeto de caças comuns, visando sua operação em porta-aviões convencionais e operações conhecidas pela sigla inglesa STOBAR (short take-off but arrested recovery).

Além da entrada (bastante adiada) em serviço do INS Vikramaditya (o antigo vaso de guerra russo da Marinha Russa denominado Almirante Gorshkov, hoje reformado), a Índia tem ainda planos ambiciosos de construir três porta-aviões nacionais (IACs). A licitação de curto prazo do MiG-29K deverá equipar o Vikramaditya e o IAC 1. O RFI da Marinha Indiana está à procura de um tipo de aeronave que possa operar nos IAC 2 e IAC 3.

De acordo com informações da Jane’s, o RFI foi enviado Boeing, Dassault, Eurofighter, Lockheed Martin, Sukhoi e SAAB. Embora a Índia esteja desenvolvendo conceitualmente uma versão naval da Aeronave de Combate Leve Tejas, produzida pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL), este RFI é, na verdade, um reconhecimento de que este programa tem dificuldades e de que possivelmente não será capaz de produzir uma aeronave de combate operacional, em tempo hábil. A Índia espera comissionar os porta-aviões IAC 2 e IAC 3, na segunda metade da próxima década.

Antes de receber a RFI, a SAAB já havia concluído os pré-estudos para o projeto detalhado do Gripen Naval, em resposta a interesses manifestados anteriormente pelo Brasil e outros países. De fato, projetos para um Gripen Naval remontam à década de 80, na Suécia. Para a Saab, a solicitação da Índia é particularmente importante, em função de suas possíveis conexões com a licitação do programa brasileiro F-X2. O Gripen Naval faria parte de um pacote de desenvolvimento industrial, a longo prazo, destinado à Índia e ao Brasil, se estes países optarem pelo Gripen. O RFI indiano também faz uma estipulação específica de que a aeronave selecionada seja exportável.

O líder do projeto do Gripen Naval da SAAB é o Tenente-Coronel Peter Nilsson, ofcial reformado da Força Aérea Sueca, que agora atua como vice-presidente da capacidade operacional do Gripen. “Há o Rafale, o Super Hornet e – algum dia – até o JSF (Joint Strike Fighter), mas não há nenhuma opção com custo acessível para as nações que buscam poderio marítimo independente. O Gripen já incorpora uma capacidade naval, que foi integrada nas considerações originais de projeto. A aeronave é feita para efetuar aterrissagens precisas em pistas curtas. As características aerodinâmicas, de manuseio e pouso já estão lá. Não é preciso mais gastar energia”, contou Nilsson à reportagem da Jane’s.

A viabilização do Gripen Naval se deve às suas inerentes características de desempenho do Gripen e das mudanças estruturais introduzidas no Gripen NG. Este caça foi projetado para operar em porta-aviões completos, com peso máximo na decolagem de 16.500 kg e um peso de aterrissagem (com armas e combustível) de 3.500 kg. Os mesmos parâmetros básicos de projeto tornam esta aeronave muito bem adequada a operações STOBAR. Qualquer Gripen atual já pode operar de uma rodovia sueca padrão com dimensões de 800 m x 17 m, sem a necessidade de ganchos de arrasto ou freios de paraquedas. Suas qualidades de controle de voo e sua baixa velocidade de aproximação fazem do Gripen ainda mais adequado a operações em porta-aviões.

Algumas das modificações demandadas para o Gripen Naval incluem um trem-de-pouso do nariz mais robusto e longo, pneus mais largos e um novo amortecedor de choques, um novo trem-de-pouso capaz de absorver uma taxa de descida de 6,3 m/s, um gancho de arrasto reforçado e reposicionado em relação ao projeto original, novas técnicas de fabricação/materiais para blindar a estrutura da aeronave contra corrosão, assim como integração com um sistema de aproximação/aterrissagem.

O resultado será uma aeronave com um peso vazio inferior a 8.000 kg e com um peso total de combustível e armamentos de 8.500 kg. O raio de combate deverá ficar por volta de 1.250 km em um perfil de combate naval ou 1.400 km em um perfil ofensivo contra ataque aéreo. Nas operações em porta-aviões, o caça terá uma vida útil de 8.000 horas de voo, levando em conta uma distribuição mais homogênea entre operações em navios e baseadas em terra.

Fonte: Jane’s via Defesanet

Paquistão recebe aeronave Saab 2000 Erieye AEW&C

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Saab 2000 do Paquistão
Saab 2000 do Paquistão

O Paquistão recebeu a primeiro de quatro aeronaves de Alerta e Controle Aérea Antencipado (AEW&C) da Suécia, informou um porta voz da força aérea na quarta-feira, dia 09, num movimento para equilibrar as forças com seu principal país rival, a Índia.

Primeira aeronave Saab 2000 do Paquistão, usada no treinamento das tripulações dos novos Saab 2000 AEW&C (Foto: Ghafoor Elahi)
Primeira aeronave Saab 2000 do Paquistão, usada no treinamento das tripulações dos novos Saab 2000 AEW&C (Foto: Ghafoor Elahi)

A aeronave Saab 2000 AEW&C, com radar Erieye,  foi entregue para a Força Aérea do Paquistão na terça-feira, dia 08, pousando numa das principais bases do país, sinalizando mais uma passo na modernização da força aérea paquistanesa.

Não foram informados os valores do negócio e nem quando as outras três aeronaves remanescentes serão entregues.

A nova aeronave AEW&C pode detectar aeronaves voando em altitudes médias e altas, e objetos voando numa altitude baixa sobre terra e mar, além de detectar alvos sobre os oceanos.

A Índia recebeu sua primeira de três aeronaves AEW&C de Israel em maio.

O Paquistão aumentou seu orçamento em defesa em 15,3% no ano fiscal 2009/10, para US$4,2 bilhões, muito devido as necessidades de lutas contras as milícias Talibã e contra a Al Qaeda na fronteira oeste com o Afeganistão.

Fonte: Reuters – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

Caças Gripen acumulam 130.000 horas de voo

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Saab Gripen C e D
Saab Gripen C e D

A frota de caças Gripen alcançou a marca de mais de 130.000 horas de voo. Os caças suecos estão em serviço operacional na República Tcheca, na Hungria, na África do Sul e na Força Aérea da Suécia, além de voar também na Empire Test Pilot School (ETPS).

A Força Aérea da Suécia é o maior operador do caça Gripen e seu primeiro esquadrão com a aeronave foi declarado operacional em 1997. A Força Aérea da República Tcheca recebeu seus Gripen C/D em 2005, seguido da Força Aérea da Hungria, em 2006. As entregas da Força Aérea da África do Sul começaram em 2008 e estão em andamento.

Esquadrão de caças Gripen da Hungria
Esquadrão de caças Gripen da Hungria

Incluido no número total de horas de voo estão os voos de testes feitos pelo Departamento de Teste de Voo da Saab, em Linköping, Suécia. Os Gripen C/D estão em constante desenvolvimento, com novos equipamentos e softwares. O novo Gripen NG Demonstrator também está sendo testado em voo, e o modelo NG concorre no programa F-X2 de modernização da Força Aérea Brasileira.

O primeiro caça Gripen C passa as 1.000 horas de voo.

Gripen C da Força Aérea da Suécia taxiando numa rodovia sueca
Gripen C da Força Aérea da Suécia taxiando numa rodovia sueca

A Força Aérea da Suécia colocou em serviço o caça Gripen C/D em 2005. O Gripen número 39.210 tornou-se o primeiro Gripen C a passar as 1.000 horas de voo, o qual foi alcançado no início desse mês. A aeronave está sendo operada pela F 17 Wing, em Ronneby e é mantida pela 171ª Companhia de Manutenção de Aeronaves.

Fonte: Saab

Os Emirados Árabes Unidos fecham negócio para 25 treinadores Pilatus PC-21 e dois Saab 340 Erieye

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Pilatus PC-21
Pilatus PC-21

dubai_airshow MAIN_100Os Emirados Árabes Unidos assinaram um negócio com a Pilatus para o fornecimento de  aeronaves de treinamento PC-21, que serão usadas no treinamento básico dos pilotos da força aérea.

A empresa suíça recebeu no negócio SFr 520 milhões (cerca de US$515 milhões) pela venda das 25 aeronaves PC-21.

Ainda não houveram mais notícias sobre o progresso do contrato assinado em fevereiro com a fabricante Alenia Aermacchi e sua aeronave treinadora M346. O Major General Faris Al Mazrouei,  chefe logístico dos armamentos dos Emirados disse apenas que as negociações com a Alenia estão em andamento.

O M346 Master foi selecionado numa competição com o coreano Korean Aerospace T-50 para fornecimento de aeronaves de treinamento avançado e ataque leve para força aérea dos Emirados.

O Pilatus PC-21, da Suíça, derrotou outro avião da Alenia Aermacchi, o S311, no programa de um novo treinador básico.

De acordo com o planejamento, a primeira aeronave PC-21 deverá ser entregue no quarto trimestre de 2011 e todas aeronaves deverão estar em operação nos Emirados Árabes Unidos no primeiro trimestre de 2012.

Num segundo contrato anunciado hoje, dia 17, os Emirados Árabes Unidos adquiriram dois Saab 340 AEW, num negócio avaliado em 148,3 milhões de Euros (US$220 milhões).

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Saab 340 AEW, nas cores da Força Aérea da Suécia

Al Mazrouei disse que a compra da aeronave Saab, equipada com radar Erieye, foi uma solução provisória enquanto está sendo aguardada uma decisão em uma competição de longa data entre a empresa sueca e as rivais Northrop Grumman e Boeing para uma aeronave AEW (Airborne Early Warning).

As aeronaves Saab 340 adquiridas, com radar Erieye, foram operadas anteriormente pela Força Aérea da Suécia.

As aeronaves serão modificadas e atualizadas, com a primeira entrega ocorrendo no terceiro trimestre de 2010 e a segunda no primeiro trimestre de 2011.

Al Mazrouei disse que a aeronave Saab 340 será usada para treinar os oficiais militares dos Emirados Árabes Unidos com a tecnologia de alerta aéreo antecipado (AEW).

A Boeing está oferecendo o modelo 737 Wedgetail, que está passando por alguns problemas técnicos no desenvolvimento, e a Northrop Grumman oferece o Hawkeye E -2D que ainda não está em serviço com a Marinha norte americana. Por essa razão os Emirados Árabes Unidos ainda não se decidiram por qual aeronave AEW. A Suécia oferece uma versão do Saab 2000, com o radar Erieye, sendo também uma opção que os Emirados Árabes Unidos ainda estão avaliando.

VÍDEO: Primeiro voo do Saab 340 AEW da Tailândia

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Primeiro voo do A340 AEW da Thailândia acompanhado por um Gripen tailandês (Foto:Peter Liander/Saab)
Primeiro voo do Saab 340 AEW, da Tailândia, acompanhado por um Gripen tailandês (Foto:Peter Liander/Saab)

O primeiro Saab 340 Erieye AEW (Airborne Early Warning) para Tailândia completou seu primeiro voo no dia 13 de novembro.

O Saab 340 Erieye AEW voou durante 2 horas e 14 minutos e estava no comando da aeronave os pilotos Magnus Fredriksson e Ake Wargh, da Saab.

“O voo saiu como esperado e nós testamos todos sistemas básicos da aeronave. Nós agora estamos focando na continuação dos testes de voo, para estarmos aptos para entregar a aeronave para Tailândia no prazo definido,” disse Magnus Fredriksson.

Em 2008, a Tailândia adquiriu uma aeronave completa, com sistema de comando e controle da Swedish Defence Materiel Administration (FMV) em um negócio entre os governos dos dois países. No pedido estão incluidos seis Gripen C/D com todo equipamento associado e serviços, um Saab 340 AEW equipado com o radar Erieye e os data links, um aeronaves Saab 340 para trasnporte e treinamento, além de um sistema de comando e controle com todos data links.

Durante o mês de novembro e no próximo início de anp, os voos serão realizados, sem interrupções, juntamente com outros elementos da Força Aérea Tailandesa.

Fonte: Saab

Primeiro Saab 2000 AEW do Paquistão na fase final de testes

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saab2000_pakistanA primeira das cinco aeronaves Saab 2000 AEW&C (Airborne Early Warning and Control) do Paquistão entrou na fase final de testes na Suécia, onde os trabalhos já demonstraram as capacidades de auto-defesa integradas do equipamento.

A Força Aérea do Paquistão foi o único cliente militar até agora, e o que deu início a fabricação, da variante do Saab 2000, quando assinou um contrato em junho de 2006 com a Saab Microwave Systems Erieye, que equipa o modelo com um radar na parte superior. O primeiro exemplar fez seu voo inaugural a partir da unidade da Saab, de Linkoping, em meados de 2008.

No início de outubro de 2009 a Saab anunciou o início da fase final de testes para o Paquistão, e disse que a primeira aeronave irá voar para o país comprador ainda este ano para finalizar os trabalhos. Os últimos testes serão necessários para verificar como a aeronave, o radar, os sistemas de comando e controle e as comunicações funcionarão nas condições de operação da Força Aérea do Paquistão.

Lançamento de flares com o Saab 2000 AEW do Paquistão
Lançamento de flares com o Saab 2000 AEW do Paquistão

Testes recentes conduzidos pela Suécia incluiram o lançamento de flares com a intenção de proteger o turbohélice regional modificado contra um possível ataque de mísseis.

A Saab disse anteriormente que a configuração AEW desenvolvida para Paquistão incluiu 5 estações de trabalho a bordo, possibilitando um trabalho de vigilância num teto operacional de 30.000 pés (9.150m) por períodos de 10 horas de missão ininterrupta.

A fabricante sueca promoveu a versão AEW do Saab 2000 para outros potenciais futuros clientes, e também ofereceu outras versões do tipo para tarefas de patrulha marítima e inteligência aérea.

Fonte: Saab

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