USAF pretende expor caças F-22 em show aéreo na Coreia do Sul. (Foto: AP / Lee Jin-man)

Os EUA planejam enviar aviões de combate F-22 Raptor e F-35A Lightning II para o show aéreo de Seul que será realizado no próximo mês, disse o ministério da defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira.

A Exposição Aeroespacial e de Defesa de Seul, ou Seoul ADEX, abrirá em 17 de outubro e durará seis dias na Base Aérea de Seul, ao sul da capital.

Mais de 400 empresas de defesa de 33 países planejam participar do evento bianual, disse o ministério, devendo atrair cerca de 250 mil visitantes, oferecendo vários eventos públicos e atividades divertidas.

Entre os recursos de aviação dos EUA em exibição estarão os F-22, F-35A, A-10 Thunderbolt e V-22 Osprey, bem como o helicóptero Bell 429 GlobalRanger e o avião AWACS (E-3A Sentry Airborne Warning and Control System).

A Coreia do Sul assinou um contrato para compra de 40 caças F-35As e o primeiro lote da aeronave será entregue à Força Aérea da República da Coreia (RoKAF) em 2018.

A Coreia do Sul também exibirá suas principais armas, como o F-15K Slam Eagle, KF-16 Fighting Falcon, T-50 Golden Eagle e o treinador turboélice KT-1 Woongbi, juntamente com o P-3 Orion, KUH-1 Surion e os helicópteros de ataque AH-64D Apache.

Os recursos do exército a serem exibidos incluem os principais tanques de batalha K1A1, os veículos de combate de infantaria K-21 e os mísseis Patriot, bem como os mísseis superfície-ar Shingung e Cheongung.

“Em particular, esperam-se atividades intensas durante a exposição neste momento em conexão com os esforços para exportar jatos de treinamento supersônico T-50 para os EUA, Botswana, Argentina e Croácia”, disse o ministério.

A Coreia do Sul adquiriu 40 unidades do caça F-35.

A Coréia do Sul está oferecendo para o programa de treinamento avançado de pilotos da Força Aérea dos EUA, também conhecido como T-X, para substituir sua frota de 350 jatos de treinamento T-38, um acordo no valor de US$ 16 bilhões.

A equipe de voo acrobático Black Eagle da RoKAF também realizará várias demonstrações durante a exposição nos dias voltado ao público em geral, de 21 e 22 de outubro, e os caças de combate da Coreia do Sul e dos EUA farão voos de demonstração.

A Seoul ADEX foi realizada pela primeira vez em 2009.


Fonte: Yonhap News

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8 COMENTÁRIOS

    • kkk, mas certamente muitos NC fãs de maquinas americanos estarão neste show , o kimnhonho será um deles !

  1. Pode deixar em exposição mas deixe-os com bala na agulha e prontos para atacar.

  2. Os mísseis Patriot não tem capacidade de engajar e destruir os mísseis norte coreanos?
    Ou não há tempo suficiente para resposta ? Na Coreia do Sul eu até entendo a proximidade mas no caso do Japão eu acredito que a interceptação é totalmente possível!
    Sendo assim o poder real de ataque do nhonhô eu diria que é bem reduzido.

    • Acho que os Patriots não são indicados para os misseis balísticos que estão sendo lançados agora, por cima do Japão. Talvez os do sistema Aegis (li em algum lugar sobre isso, mas não me recordo onde) seja o mais indicado.

    • A última versão do Patriot, PAC-3, foi projetada para ter capacidade antibalística, mas essa é limitada a SRBMs, com velocidades de reentrada próximas a 1,5-2 km/s, e a atitudes de interceptação de 20-30 km, uma vez que o MIM-104F possui superfícies de controle e só pode manobrar nas camadas mais densas da atmosfera. O PAC-2 tem uma capacidade contra mísseis táticos, como demonstrou na Guerra do Golfo contra os Scuds B, ainda que a uma eficiência questionável. Não sei se a Coréia do Sul tem o PAC-2, acredito que sim pois o PAC-2 tem um alcance maior e parece ter um desempenho cinético superior. Se tiver, confere uma defesa considerável contra as centenas de Scuds e versões análogas que a Coreia do Norte deve ter.

      De qualquer forma, o Patriot deve ser pensado com a última camada de defesa. As baterias THAAD na Coréia do Sul são capazes de defender todo o espaço sul coreano e essas seriam a primeira a tentar uma interceptação. No Japão, há os navios da USN e da marinha japonesa com o sistema AEGIS, que na minha opinião tem a maior capacidade de realizar uma interceptação. Toquio está a mais de 1000 km de Pyongyang,assim como Nagoia e Sapporo, então acho que os Patriots não seriam efetivos. A parte sul do Japão está a menos de 1000 km de Pyongyang, então acho que aí que as bateriais Patriot tem uma chance real.

      Em teoria, concordo com seu argumento, o poder de ataque da Coreia do Norte é reduzido. O problema é que nem tudo funciona como o esperado, muito menos de primeira.

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