A USAF, por conta dos cortes, perdeu o financiamento de 44.000 horas de voo, impactando 17 Esquadrões. (Foto: media.zzangter.com)
A USAF, por conta dos cortes, perdeu o financiamento de 44.000 horas de voo, impactando 17 Esquadrões. (Foto: media.zzangter.com)

A Força Aérea dos EUA começou hoje a deixar os esquadrões de combate aéreo em terra. No total, 17 Esquadrões foram afetados como resposta aos cortes de gastos forçados. 44.000 horas de vôo foram cortadas, de acordo com documentos internos obtidos pelo  Air Force Times.

O orçamento da Força Aérea para as horas de vôo foi reduzido em US$ 591 milhões para o restante do ano fiscal de 2013, tornando-se impossível manter todas as esquadras prontas para combate, de acordo com um memorando de 05 de abril assinado pelo major-general Charles Lyon, diretor de operações do ACC (Air Combat Command – Comando de Combate Aéreo). Os cortes de gastos, que ficou conhecido como “sequestro”, entrou em vigor em 01 de março, quando o Congresso não chegou a um acordo sobre um plano de redução do déficit.

Dezessete esquadrões de combate serão mantidos no solo à partir desta terça-feira, de acordo com os documentos. A Força Aérea vai redistribuir o saldo das 241.496 horas de vôo com os esquadrões que serão mantidos pronto para o combate, mas com um nível de prontidão reduzida chamada “missão básica capaz”.

Os cortes atingiram diversos esquadrões, dentre eles o 1º Esquadrão (1st Fighter Wing’s 94th) de caças F-22 na Base de Langley-Eustis. O esquadrão está voltando de uma missão no Pacífico, onde os pilotos participaram de um exercício na Coréia do Sul. Outros esquadrões de serão groundeadas quando retornarem aos EUA, incluindo caças F-16 do 4th Fighter Squadron, que está voltando de uma missão no Pacífico; B-1B Lancers (34th and 37th Bomb Squadrons ) e A-10 do 354th Squadron.

As outras unidades incluem B-52, F-15, F-16, Esquadrão Agressor 18th, os Thunderbirds e A-10 do Esquadrão 81th, que irá ser encerrado, como resultado do corte de verbas no ano fiscal de 2013. Esquadrões da Guarda Aérea e da Reserva aérea também foram afetados.

Qualquer hora de vôo não utilizada pelos esquadrões será realocada para atender às exigências do Comando Aéreo de Combate.

“Historicamente, a Força Aérea não tem operado sob um regime de prontidão, capaz de responder a uma crise em questão de horas ou dias. A situação atual significa que estamos aceitando o risco de que o poder aéreo de combate não está pronto para responder imediatamente às ameaças que ocorrem.”

“Oficiais da Força Aérea haviam advertido que os cortes orçamentários obrigatórios levariam a uma redução de horas de vôo em 18 por cento, com queda na prontidão” de acordo com informações fornecidas ao Congresso. A queda nas horas de vôo significaria que poderia levar até seis meses para reparar os danos para a prontidão, advertiu a Força Aérea a legisladores durante uma conferência em Fevereiro.

“Estamos entrando em território desconhecido em termos de como nós tivemos que aceitar os cortes deste ano e fazer ajustes para mitigar os impactos mais graves,” disse um oficial.

Abaixo, a relação das aeronaves, unidades e até quando poderão operar:

F-22

  • 94th Fighter Squadron — groundeado
  • 27th Fighter Squadron — missões básicas até setembro
  • 3rd Fighter Wing — Dois esquadrões pronto para o combate até setembro
  • 15th Wing — Um esquadrão pronto para o combate até setembro
  • 49th Wing — Um esquadrão pronto para o combate até setembro

F-15 C/D

  • 67th Fighter Squadron — missões básicas até setembro
  • 44th Fighter Squadron — missões básicas até Julho; missões de combate até setembro
  • 48th Fighter Wing — missão de combate até setembro

F-15E

  • 336th Fighter Squadron — groundeado
  • 335th Fighter Squadron — missão de combate até setembro
  • 48th Fighter Wing — Dois esquadrões encerrados.
  • 391st Fighter Squadron — Groundeado

F-16 C/D

  • 8th Fighter Wing — Dois esquadrões em missão de combate até Setembro
  • 77th Fighter Squadron — groundeado
  • 55th Fighter Squadron — Pronto para o combate até Setembro
  • 79th Fighter Squadron — Missões básicas até julho; Missões de combate até setembro.
  • 555th Fighter Squadron — groundeado
  • 510th Fighter Squadron — Missões de combate até setembro
  • 13th Fighter Squadron — Missões de combate até setembro
  • 14th Fighter Squadron — Missões básicas até setembro
  • 51st Wing — Um esquadrão pronto para o combate até setembro
  • 57th Wing — Um esquadrão (Thunderbirds) groundeado
  • 158th Fighter Wing — groundeado
  • 169th Fighter Wing — groundeado
  • 187th Fighter Wing — groundeado
  • 354th Fighter Wing — groundeado
  • 4th Fighter Squadron — missão básica, sem data definida
  • 421st Fighter Squadron — missão básica até setembro

A-10C

  • 75th Fighter Squadron — missão básica até julho; missão de combate até setembro
  • 51st Wing — Um esquadrão em missão de combate até setembro
  • 52nd Fighter Wing — Encerrado
  • 442nd Fighter Wing — Um esquadrão groundeado
  • 917th Wing — Um esquadrão groundeado

HH-60G

  • 18th Wing — Um esquadrão em missão de combate até setembro
  • 48th Fighter Wing — Um esquadrão em missão de combate até setembro

B-1B

  • 7th Bomb Wing — Um esquadrão em missão de combate até setembro
  • 2nd Bomb Wing — Dois esquadrões groundeados

B-2

  • 509th Bomb Wing – Dois esquadrões em missão de combate até setembro

B-52

  • 2nd Bomb Wing — um esquadrão groundeado
  • 5th Bomb Wing — Dois esquadrões em missão de combate até setembro.

E-3B/C/G

  • 2nd Bomb Wing — missão básica até setembro
  • 18th Wing — Um esquadrão em missão básica até setembro
  • 552nd Air Control Wing — missão básica até setembro

SE-4B

  • 55th Wing — Um esquadrão em missão de combate até setembro

CE-130H

  • 55 Electronic Combat Group – Missão de combate até setembro

OC-135B

  • 55th Wing – Missão de combate até setembro

RC-135S

  • 55th Wing – Missão de combate até setembro

RC-135U

  • 55th Wing – Missão de combate até setembro

RC-135V / W

  • 55th Wing – Missão basica até setembro

TC-135W

  • 55th Wing (training) – Missão básica até setembro

WC-135C / W

  • 55th Wing – Missão de combate até setembro

FONTE: Defense News – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

Dica do Amigo Fred_90.


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17 COMENTÁRIOS

  1. Era inevitável…

    "44.000 horas de vôo foram cortadas"

    Foram cortadas mas obviamente se for necessário pra defender o território dos USA, coloca-se todo mundo no ar e vão pro combate… mas como essa eventualidade é praticamente remota, o "Sequestro" é normal!

    Redistribuir também é normal:

    redistribuir o saldo das 241.496 horas de vôo com os esquadrões que serão mantidos pronto para o combate

    Isso aí era inevitável….

    E os cortes não param na USAF…. em breve veremos 4 porta Aviões parados por sequestro… e depois tem o Exército, Marines e Guarda Nacional…

    Quem pesava que a crise era "só alarmismo ideológico" e que o "império não está em decadência"… bem, repense, pois se fosse realmente possível manter tudo em estado de alerta máximo, tudo estaria funcionando… mas assim não é, e o cinto aperta!!

    E assim pra mim, é assim pra todo mundo… Valeu!!

  2. A USAF no chão… claro que o chão deles é bem maior que o nosso, mas mesmo assim…hehehehe

    []'s

  3. O que vai ter gente sugerindo COMPRA DE OPORTUNIDADE E CANCELAMENTO DO FX2 não vai ser mole!!! 😯

  4. Karma… chegou a vez deles. O Império começou a entrar em decadência… resta saber se é so uma fase ou se é definitiva.

    Dado o tamanho da divida deles e a insistencia republicana, tao admirada aqui pelos americanofilos fanaticos do blog, em travar as reformas do Obama, e dada a mentalidade tacanha dos falcões, igualmente apoiada pelos anti-russos de plantao do blog, eu acho que a decadencia é definitiva.

    Esse groundeamento da Usaf é so o começo…

  5. EUA PIB: 14,99 trilhões USD (2011) Banco Mundial

    Neste momento em que escrevo, o "U.S. National Debt" é de U$ 16 trilhões, 811 bilhões e 488 milhões.

    O ritmo de crescimento da dívida nacional estadunidense é galopante e exponencial:

    Mais ou menos uns U$ 2.150.000,00 – por minuto!

    Por hora, isto dá U$ 129 milhões

    Por dia, U$ 3 bilhões e 96 milhões

    Por mês (de 30 dias), U$ 92 bilhões e 880 milhões

    Por ano (365 dias), U$ 1 trilhão e 130 bilhões

    Este ritmo de endividamento só é possivel porque o EUA é o único país do mundo que fabrica dinheiro da nada, do vento, ou melhor, do crédito dos outros países que compram o dolar para suas transações ou como reserva monetária.

    Porque tendo o dólar como moeda de reserva mundial,
    o FED consegue imprimir muito mais papel moeda do que o crescimento real da economia americana, sem as consequencias econômicas desastrosas que ocorreriam em outros países…

    A grosso modo, a dívida está crescendo o equivalente a 7,53 % do PIB anualmente, enquanto o PIB do EUA cresceu 2,20 em 2012.

    Esta "corda monetária" foi alongada, emendada e remendada o quanto pode nas últimas décadas, más para tudo há um limite, o qual parece estar se mostrando agora…

    • "Este ritmo de endividamento só é possível porque o EUA é o único país do mundo que fabrica dinheiro da nada, do vento, ou melhor, do crédito dos outros países que compram o dólar para suas transações ou como reserva monetária."

      É por isso que os EUA defendem tanto a Arábia Saudita, o dólar é uma moeda lastreada em petróleo. Não duvido que Saddam selou o destino dele quando passou a só aceitar Euros pelo petróleo iraquiano lá pela virada do século.

    • "Este ritmo de endividamento só é possivel porque o EUA é o único país do mundo que fabrica dinheiro da nada, do vento, ou melhor, do crédito dos outros países que compram o dolar para suas transações ou como reserva monetária.

      Porque tendo o dólar como moeda de reserva mundial, o FED consegue imprimir muito mais papel moeda do que o crescimento real da economia americana, sem as consequencias econômicas desastrosas que ocorreriam em outros países… "

      Não é só isso. Apesar do estado deplorável da economia americana (dívida > 100% PIB), eles (ainda) conseguem compradores pros títulos do tesouro americano, que lastreiam essas emissões de moeda. E sabe quem é o principal comprador? A China, que já tem trilhões de dólares em reservas. A China é a maior financiadora da capacidade de endividamento dos EUA. A mesma China que nego aqui diz que é inimiga mortal dos EUA. Pode isso, Arnaldo?

      • João Carlos,

        A mesma China que procura desesperadamente a aliança dos outros BRICS pra fundar um novo banco somente pra fazer o comercio lateral entre os BRICS com suas próprias moedas… a cesta de moedas…

        OU seja a mesma China que procura acabar com o Dollar como referencia econômica global…

        E se a China compra tantos trilhões em títulos dos USA não é porque é amiga… mas por que tem DÓLARES FÍSICOS pra investir, e os Dólares são da economia americana…… e isso ai ainda vai dar problema, pois vai aumentar a inflação dentro da economia USA que simplesmente tinha mandado esses dólares imprimidos para o exterior… e agora eles voltam em investimento pra dentro da economia americana… como fazer?? três alternativas:

        -ou eles aumentam o juros pra cortar um pouco desses dólares em excesso de dentro da economia, o que vai gerar menos crédito aumentando a recessão,

        -ou vão ter que aceitar a inflação com a abundancia de dólares dentro da economia, o que corroerá ainda mais o poder de compra do americano…

        -ou ainda, tentam mandar esses dólares em excesso para o exterior novamente, e aqui vemos UMA BOLA DE NEVE, pois vão fazer isso importando produtos e novamente sacrificando a geração de riquezas e empregos internos em seu território… a coisa está no limite de toda forma!

        Agora se continuarem imprimindo dinheiro sem valor a coisa vai ficando cada vez mais caótica… e tem uma reportagem próprio sobre isso, muito boa, de UM AMERICANO NÃO COMUNISTA OU XIITA, que já disse que a coisa não é infinita!!

        Link:
        http://www.planobrazil.com/pseudo-profecia-do-fim

        Valeu!!

  6. Além dos problemas com Obogs, chuva, raios, areia, altitude, guerrafobia, cancelamento de produção entre outros… o F22 acrescenta mais um a esta lista… o bicho é "Azarado", pois quando anunciam que não não há mais restrições técnicas de voo… vem o Obama e os manda de volta pro hangar…

  7. Duas temporadas com o republicanos, e os EUA quase foram vendidos para os Japoneses.

    Duas temporadas com os democratas, eles se reerguem e reconquistam o mundo.

    Mais duas temporadas de republicanos no poder, e os EUA entram na UTI.

    Cabe agora Obama tentar salvar o paciente novamente, e os yanques serem espertos o suficiente para não tentarem a sorte, se sairem desta, de novo.

    • O Obama é um cara gente boa, bem intencionado, competente. Mas o desafio é gigantesco. Os republicanos, geralmente, além de guerra, só fazem m… dessa vez deixaram um abacaxi sem tamanho nas mãos dos democratas.

  8. Apesar da perspectiva de hecatombe, o fato é que isso não é novidade… Não é nenhuma surpresa o fato dos americanos reduzirem seus gastos militares em um período que antecede uma desmobilização em massa. Foi assim no imediato pós-Primeira Guerra Mundial e o mesmo fenômeno ocorreu ao final da Segunda Guerra, com uma redução progressiva na produção de meios e até mesmo o cancelamento de projetos e encomendas… Afinal de contas, guerras custam caro…

    Sem um inimigo a altura dos custos, não há como justificar esses custos. Não há como dizer ao cidadão pagador de impostos que ele terá que arcar com caças ultra modernos enquanto o principal inimigo utiliza rifles e RPGs… Não há como assumir o custo político disso; é quase impossível dizer a um cidadão, que precisa de escolas e hospitais, que ele terá que esperar porque as FAs precisam de um equipamento moderno e pronto para combater, exceto se houver uma ameaça de fato. E é esse o problema; como passar ao cidadão comum que o que garante a soberania são FAs preparadas e a que nível de preparo elas devem estar para garantir os meios de dissuasão necessários. E o próprio nível das FAs acaba desencadeando outras discussões, tais como "…pra que um caça stealth enquanto o inimigo usa AKs?"(…). No caso dos americanos, a ameaça da União Soviética não mais existe. Poderes convencionais crescentes como China e Russia não serão páreo sério ao poderio americano pelo menos por essas próximas duas décadas. E a atual capacidade é mais que satisfatória para lidar com grupos especializados em guerras assimétricas. Enfim, é um dilema que ocupará as mentes dos principais políticos e estrategistas militares ao longo desse primeiro quarto de século; isto é, como manter as FAs preparadas e com custo/benefício aceitáveis…

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