“Fora de combate” desde 2008, os jatos furtivos F-117 continuam aparecendo nos céus de Nevada desde sua aposentadoria da USAF.

O Lockheed Martin F-117 Nighthawk, primeiro avião furtivo criado para entrar em combate, foi aposentado (pelo menos oficialmente) em 2008, após uma carreira de voo relativamente curta, mas cheia de fatos marcantes. Os entusiastas da aviação ainda vislumbram o jato “aposentado” voando de tempos em tempos. O último avistamento ocorreu no final de julho nos céus de Nevada, provocando a pergunta: por que ainda estão voando?

De acordo com a descrição do vídeo do YouTube, o vídeo foi filmado em 26 de julho de 2018, no topo da área de testes de Tonopah, em Nevada. O vídeo mostra dois F-117As, indicativos NIGHT 17 e NIGHT 19, taxiando na pista e sobrevoando as colinas próximas.

A descrição no vídeo é a seguinte: “As aeronaves Night 17 e 19 partiram e reabasteceram com o Sierra 98 (um KC-135 da Base Aérea de Fairchild). O Night 17 voou em uma missão de teste enquanto o Night 19 retornou à área de testes de Tonopah.”

O vídeo é particularmente interessante, já que faz pouco mais de um ano que o Congresso dos EUA exigiu que o mandato para que os F-117 mantidos no armazenamento ‘Tipo 1000’ – onde eles poderiam retornar ao status de voo relativamente rápido durante uma crise – fosse encerrado. A mudança definiu que os Nighthawks fossem descartados a uma taxa de quatro por ano, com toda a frota desativada ou destruída na segunda metade da década seguinte. O processo parece ter começado há muitos meses.

Caças F-117 foram avistados com uma antena logo atrás do cockpit. (Foto: Getty Images / Ethan Miller)

O F-117A foi aposentado em 2008, apesar de um punhado de aviões aparentemente voar ainda com pilotos da Lockheed Martin. Existem várias teorias sobre o que os aviões estão fazendo. Uma explicação é que um dos aviões não é tripulado. Um avistamento semelhante em 2016 levou os observadores a notar que um dos aviões tem uma misteriosa protuberância atrás do cockpit que os observadores acham que poderia ser algum tipo de antena.

Os caças furtivos também podem estar envolvidos em testes de novos sensores projetados para detectar aeronaves furtivas, como o russo Sukhoi Su-57 ou o chinês Chengdu J-20. Os F-117 parecem conduzir várias passagens de baixa altitude sobre o solo, possivelmente em linha direta com um radar terrestre ou sensor infravermelho. Como alternativa, eles poderiam estar testando atualizações para o F-22 Raptor ou o F-35 Joint Strike Fighter.

Caças F-117 começaram a ser desmontados definitivamente desde 2017.

Os dias de combate do F-117 acabaram. As aeronaves estão sendo retiradas lentamente da condição de voo e tornadas permanentemente inservíveis, adequadas apenas para tarefas de monumentos em portões de bases ou museus. Ainda assim, o que quer que esses F-117s estejam fazendo no Tonopah Test Range, no entanto, é algo altamente confidencial e de alta qualidade.


Fonte: Popular Mechanics – Edição: Cavok Brasil

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21 COMENTÁRIOS

  1. Para um avião "que parecia ser a salvação da lavoura até um 'adversário mais duro' descobrir as suas falhas e ele ser relegado a segundo plano" até que ele está durando bastante não é!? rs!

    • tudo mentira ….esse avião é uma fraude ,não é ,nem nunca foi invisivel! ele aparece na foto!!!vcs ficam enrolados na bandeira e não percebem a realidade….kkkk

      Tem ideia do que estão fazendo na foto,lixando?seria ,pelas vestes,altamete tóxico?ou uniforme padrão do contratista para evitar ações na justiça?

  2. A História provou que só serão 100% furtivos se estiverem fora da ativa, e cada vez mais creio que a tecnologia demonstrará isso. Seria insensato afirmar, mas é plenamente passível de se imaginar que a Rússia tenha tirado o 'pé do acelerador' quanto ao seu programa do SU-57 porquê nem tudo já é tão invisível assim! Os sérvios que nos digam e ainda há quase 20 anos atrás! Os aviões podem se 'esconder' (em parte) dos radares, mas uma coisa é certa, aparecem de forma bem iluminada, mas no bolso dos contribuintes, e nesse caso, os americanos que nos digam o quanto custa ter um avião 'istélfi'!

    • Os russos tiraram o pé por:
      – não dominar a tecnologia;
      – não ter grana para bancar o desenvolvimento dessa tecnologia;
      – terem perdido o parceiro externo que jogou alguns bilhões nesse projeto (a fonte secou);
      – não teriam condições financeiras de adquirir grandes quantidades da aeronave.

    • Nunca ninguém afirmou que existe 100% de furtividade. Não entendo porque esse pensamento de os aviões tem que ser 100% alguma coisa.

      Furtividade é um dos assuntos mais mal compreendidos da aviação militar. Por mais que a gente passe anos debatendo e explicando ainda tem gente que entende errado.

      E o que aconteceu com o Su-57 é falta de recursos, isso é evidente. Até porque aviões de 5° tem bem mais do que apenas furtividade. Antes da crise pretendiam fabricar centenas, depois da crise reduziram as encomendas para poucas dúzias.

    • Então algum especialista para me explicar, tenho 61 anos, sou engenheiro, professor universitário de Administração de empresas, com mais de 38 aos como analista de sistemas computadorizados, técnico em eletrônica desde 1974.
      Então vamos lá.
      a) Os F22 Raptor e os F35 Lightning II são aeronaves furtivas;
      b) os seus oponentes no combate simulados não são aeronaves furtivas;
      c) Supõe-se que os aviões que não querem e não podem ser detectados não emitem sinais externos;
      d) Supõe-se que os seus adversários não-furtivos emitem muitos sinais externos, passivos e ativos;
      e) O cenário e as variáveis de batalha são: rastro infravermelhos, sons, energia eletromagnética e imagens óticas.
      Considerando que os aviões furtivos possuem como proteção / defesa:
      Sistemas de envelopes dissimuladores de presença baseados em:
      a) Formas geométricas complexas que minimizam sua reflexão por ondas de radar de alta frequencia, mais eficientemente em determinados espectros eletromagnéticos;
      b) Tintas absorventes e reflexivas de ondas de rádio;
      c) Revestimento defrator de ondas eletromagnéticas;
      d) Minimização de geradores de campos elétricos e magnéticos, tais como fiação metálica e bobinas de campo.
      Considerando que tais aeronaves minimizam as suas emissões magnéticas ativas e passivas para não serem facilmente detectadas por radares amigos e inimigos elas possuem :
      a) Câmaras oticas de alta resolução;
      b) Sensores de calor de alta sensibilidade passivos;
      c) Radares AESA que possuem as habilidades para, ocultarem as suas emissões através de:
      c1) Rajadas curtas de ondas criptografadas e digitalizadas;
      c2) Frequencia de ondas aleatoriamente escolhidas e rapidamente vetorizadas em milhares de antenas;
      c3) Varredura das ondas de radar em feixes direcionados e muito estreitos;
      c4) Embaralhamento das ondas agressoras através de jamming.
      Considerando tudo isto, o sistema de identificação amigo-inimigo deve ser minimizado e criptogafado; o sistema de navegação deve ser inercial e por referência guiado por rotas previamente e rigidamente determinadas, pois não pode contar além do GPS com eventuais desencontros com aeronaves outrem amigas acidentalmente.
      Considerando realmente uma esquadrilha de aeronaves stealth voando de forma coordenada precisam esconder-se de agressores portanto fazem um voo totalmente cego e guiado orientado pelos planos de voo muito rígidos, ou por aeronaves de alerta de voo aéreo e por eventuais satélites militares.
      Estamos diante do inferno dos stealth. Quando em voo, os stealth não podem ser vistos pelos controladores de voo civis e nem os controladores de voo militares, o s stealth não podem ser detectados pelos outros stealth, e obviamente, por outras aeronaves stealth, nenhuma aeronave stealth pode saber exatamente a sua posição no momento sem a ajuda do link de dados criptografado cujo rastreamento depende dos planos de voo, das aeronaves AWACS e da confiança dos pilotos stealth em seus capacetes de visão 3D de quatrocentos mil dólares que vai projetando virtualmente o cenário de combate e de navegação segura.
      O stealth faz um voo cego coreografado e coordenado pela rede de dados externa ao aparelho em voo.
      Supondo que o inimigo não pode jamear a rede de link de dados, supondo que os agressores são completamente passivos, supondo que os agressores não podem ilaquear os mísseis dos stealth, supondo que a rede alerta AWACS e de satélites militares possam operar sem serem ameaçados então a probabilidade de sucesso dos stealth depende inteiramente de fatores que estão além das habilidades do piloto e dos aviões stealth

      RobertoR

      • 1) Datalink ou radar, a apresentação para o piloto é a mesma. Pra ele, tanto faz. Via datalink há mais informação.

        2) O "inferno" é um sucesso provado em combate há 30 anos. Fora isso, os caças furtivos foram testados exaustivamente em exercícios simulando diferentes situações. O F35 é o auge desse aprendizado.

        3) Sem comunicação, vc já perdeu, independentemente das armas.

        4) "Agressor passivo", como alguém agride passivamente?

        5) Furtivo ou não, não importa sobre "ilaquear" mísseis.

        6) Furtivo ou não, não importa. Pra chegar ao Awacs tem que passar pelos caças primeiro,

        7) A conclusão é engraçada. Se vc tornar o texto mais claro, vai pra minha coleção de prints.

    • Os alemães também queriam qualidade em detrenimento de grandes números.
      Deu no que deu. A Alemanha na 2 guerra mundial tinha ótimos vetores aéreos mas não tinha quantidade suficientes para derrubar B-17,B-24,P-45,P-51 e aviões soviéticos que eram baratos e saiam aos montes das fábricas

      Mas guerras entre grandes nações não existiram tão cedo, o motivo é a segurança/seguro de uma arma chamada bomba atômica e comércio mundial onde tudo hoje está interconectado.

      O que veremos aí dá é os EUA/Rússia/China/Arábia Saudita/Irã/Turquia se metendo no Oriento médio.
      Esses países até esqueceram que América Latina existe, tanto que cuba consegue fazer mais estrago na política da América latina hoje(vide Hugo Chaves,Lula,Dilma, Corrêa e Kirchner) do que os EUA/Rússia.

    • Os russos tiraram o pé do acelerador no SU 57 por pura falta de grana, simples assim. Mesmo caso do tanque T-14 Armata, ele é foda mas caro demais. O tempo da "grana infinita" soviética acabou faz tempo. E se a tecnologia Stealth é tão pouco efeitva, pq a China está investindo sem parar nisso, e os projetos de novos caças europeus são todos Stealths?

        • Se acha que estou errado, argumente. Até onde se sabe, foi pura falta de dinheiro, junto com a desistência da Índia em ajudar a financiar parte do projeto.

  3. O conceito de furtividade tem incongruências insuperáveis; é em si mesma um paradoxo estratégico de dicção não confirmado em prática.
    Explico: pra não ser visualizado, não pode ver, e escrutinar, esquadrinhar o adversário, sem emissão eletromagnética; precisa confundir e embaralhar as emissões do inimigo, que se denunciou com emissão e reflexão. Segundo lugar. Como a imagem de radar sendo uma bola de tênis ou um dragão voando o inimigo sempre pode enganjar uma bola de gude voando a mil quilômetros por hora, impossível admitir que seja uma moeda voando a esta velocidade.
    Terceiro, para disparar seus mísseis precisa estar no alcance de suas armas o que possibilita anulação da sua vantagem da furtividade pelo encurtamento do envelope de ataque e defesa, perdendo a vantagem da furtividade e da surpresa incógnita. Viva a idéia da furtividade!

    • Desculpa, mas tem alguns erros aí, supondo que o avião furtivo apareça mesmo como uma moeda como vc disse , o problema não é ser " invisível" , a questão não é apenas não aparecer no radar, é mais que isso. Um alvo pequeno e instável quando captado por uma estação de radar pode até ser identificado/interpretado como avião atacante, mas não tem como trancar alvo nele, exatamente pela natureza falha da detecção. Então, mesmo que a moeda passe a mil quilômetros por hora e seja "óbvio" que não é uma moeda, não necessariamente significa que a "moeda" possa ser engajada. Outra coisa, você falou sobre anular a vantagem furtiva por ter que se aproximar para lançar os mísseis, mas na prática não é isso que acontece, no caso de ataque, com mísseis e bombas guiadas de longo alcance guiados por GPS , ou mesmo por laser dependendo da aplicação, e isso já mantém a aeronave lançadora longe das defesas de ponto, independente de ser furtiva ou não. E no caso do combate ar-ar, a tônica atual é " ver primeiro-atirar primeiro – atirar de longe" , usando mísseis como o AMRAAM, evitando o combate próximo. E um avião furtivo só leva vantagem neste caso, pois ele é bem mais discreto que um avião não furtivo, e pode detectar outros aviões de modo passivo usando as emissões deles próprios. Obvio, isso não é uma equação precisa, o combate aéreo não é super-trunfo, mas toda vantagem prévia é importante quando se busca lutar e vencer.

    • As 800, ou 1000, missões bem sucedidas do F-117 não são confirmadas na prática?
      Os diversos exercícios em que o F-22 venceu Eurofighters e F-15 não são confirmações práticas?

      Não dá para rastrear caças que emitem pulsos de radar que duram apenas centésimos de segundos. Além disso,
      precisa apenas de um caça com o radar ligado para transmitir aos outros que ficarão em silêncio eletrônico se comunicando por link de dados através de antenas com direcionamento eletrônico.

      O dragão é detectado a 1000 km enquanto a bola de gude é detectada a 50 km de distância.

      Se o mundo inteiro faz aeronaves furtivas deve haver uma boa razão.

    • 7.000 horas de voo sobre o Iraque.

      Dificuldade de detectar a moeda, tempo de reação e conseguir acertar a moeda.

  4. A furtividade tem por único objetivo o seguinte: Ver antes de ser visto. por mais limitada que a emissão de dados (irei nomear assim tudo oque um avião emite e pode ser absorvido para ser detectado) de um caça de geração 4++ seja ele sempre sera bem superior ao que um caça de quinta geração ira emitir. se um caça de quinta geração usar um Radar AESA coisa que o F-22 e F-35 usa, eles terão a vantagem de poder emitir fortes pulsos de radar sem que isso entregue a posição deles (já que o AESA pode emitir vários pulsos de radar em diferentes frequencias simultaneamente dificultando sua localização) isso permite que eles detectem caças inimigos a distancias de 150, 200 ou 300km (dependendo do caça inimigo e sua geração) e mesmo que não possam engajar o alvo no momento eles terão a localização e a informação do alvo que pode ser enviada de maneira segura pela rede de dados integrada como o link 16 (alem de terem transponder codificados e o classico sistema Friend or foe para detecção de caças amigos e inimigos para a força aliada) um caça de geração inferior ou mesmo de quinta geração pode na melhor das hipóteses detectar um caça furtivo em uma distancia media de 90km (variando de acordo com a situação) essa vantagem de ver primeiro pode decidir todas as batalhas pois mesmo que um missil como o AIM-120 na sua versão mais avançada tenha um alcance inferior em relação ao radar ele ainda tem um alcance superior a capacidade inimiga de detecção da aeronave furtiva. isso propicia um melhor posicionamento para o disparo e a vantagem de disparar primeiro

  5. O radar precisa de 100 vezes mais energia para detectar um alvo stealth a mesma distância que um não stealth.
    Qual a dificuldade de enxergar isso?

  6. O conceito de furtividade foi provado em 1991 na guerra do golfo.

    E a gente ainda tem que ficar explicando. Não é o avião invisível da mulher maravilha, mas a diminuição e controle da emissão eletromagnética e térmica. Basta uma aeronave (ou um AEW) emitir ondas ativas e abastecer as demais via datalink. A comunicação via datalink é curta e direcional. Mesmo que seja detectada, não há tempo para determinar a posição da aeronave, piorou direcionar um míssil.

    Isso já foi feito há quase 30 anos.

    Mesmo que novos sistemas de detecção diminuam a vantagem da furtividade frente a AA, pior ainda para os caças não furtivos.

  7. Furtividade e DATA LINK, baseado nisso que se faz um ataque sem precisar ligar o Radar, uma vez que por meio do DATA LINK se obtêm um fluxo maior de informações do campo de batalha, seja de satélites, se AWACS, e outras fontes, um avião furtivo não precisa trocar informações com as fontes de dados externas, apenas recebe-las descriptografas e disparar suas arma com orientação por GPS e depois os próprios misseis se encarregaram de ativar suas próprias formas de rastreio e engajamento.
    Por isso se espera tanto do F-35, pois ele foi concebido para isso…

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