operationeldoradocanyonA Líbia sob fogo dos EUA.

Um dos acontecimentos mais controvertidos da década de 80 foi o ataque norte-americano à Líbia, em abril de 1986. Embora as autoridades dos Estados Unidos afirmassem que somente alvos militares haviam sido visados, mais de cem civis morreram em Trípoli. No quartel de Azízia, a própria filha de Kadafi faleceu.

Embora as investigações de ataques anteriores executados por terroristas de língua árabe contra alvos norte-americanos não tenham revelado provas de envolvimento direto da Líbia no caso da discoteca La Belle, em Berlim Ocidental (5 de abril de 1986), os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram não ter dúvidas quanto à responsabilidade do regime liderado pelo coronel Muamar Kadafi. Na semana seguinte ao atentado, circularam insistentes rumores de que, a portas fechadas, em Washington estava sendo planejada alguma forma de ação militar direta contra a Líbia. O presidente norte-americano Ronald Reagan referiu-se abertamente a Kadafi como “aquele cachorro louco do Oriente Médio”.

Acusando Kadafi de ter sido responsável pelo atentado a bomba numa discoteca de Berlim Ocidental, em 5 de abril, o governo Reagan decidiu realizar uma ação militar direta contra território líbio. Logo porta-aviões e seus vasos de apoio reuniam-se ao largo do litoral líbio, em manobras permanentes e prontos para a ação.
Acusando Kadafi de ter sido responsável pelo atentado a bomba numa discoteca de Berlim Ocidental, em 5 de abril, o governo Reagan decidiu realizar uma ação militar direta contra território líbio. Logo porta-aviões e seus vasos de apoio reuniam-se ao largo do litoral líbio, em manobras permanentes e prontos para a ação.

Reagan pediu a seus aliados na Europa que impusessem imediatamente sanções políticas e econômicas à Líbia, mas não obteve os resultados que esperava. Ao mesmo tempo ganhava corpo o planejamento da operação “El Dorado Canyon”, um ataque a Trípoli e Bengázi. O General Vernon Walters, embaixador dos EUA, junto à ONU, fez uma rápida viagem a várias capitais europeias, encontrando-se com líderes políticos, na tentativa de conseguir apoio para a opção militar. França e Espanha recusaram-se a permitir que os aviões militares norte-americanos envolvidos na operação sobrevoassem seu território; a República Federal da Alemanha não quis nem sequer culpar Kadafi diretamente pelas ações terroristas. A grande exceção foi a primeira-ministra Margaret Thatcher, da Grã-Bretanha, que autorizou o uso das bases norte-americanas em seu país para o lançamento da operação.

O primeiro indício de atividade aérea norte-americana fora do normal em bases da Grã-Bretanha pudera ser notado em 9 de abril, quarta-feira, com a escala de dois aviões de reconhecimento eletrônico Boeing RC-135 em Mildenhall, a caminho de Hellenikon, na Grécia. A esses aparelhos juntaram-se pelo menos dois outros em séries de voos realizadas nos dias que se seguiram. As informações obtidas foram somadas às recolhidas por plataformas de espionagem a grande altitude SR-71A, que levantavam voo diariamente de Mildenhall, e às conseguidas por dois Lockheed TR-1A e um U-2R, que saíam de Akrotiri, Chipre, em missões de reconhecimento tático a distância.

Além de aviões da Marinha, operaram aparelhos F-111 da Força Aérea, vindos de bases na Inglaterra.
Além de aviões da Marinha, operaram aparelhos F-111 da Força Aérea, vindos de bases na Inglaterra.

Bem mais visíveis foram os 25 aviões-tanque McDonnell Douglas KC-10A Extender que desceram em Fairford e Mildenhall a partir de 11 de abril. Apesar de aeronaves-tanque frequentarem diariamente essas duas bases, os modelos mais comuns eram os Boeing KC-135A e KC-135Q Stratotanker.

Nas duas bases de F-111 a atividade era bem maior que a normal, com muitos voos e preparativos de solo. Quando a imprensa apareceu, a USAF disse que os exercícios de defesa das bases eram a causa da intensidade de operações. Em Lakenheath, na noite do sábado, 12 de abril, muitos dos abrigos reforçados estavam abertos, com muitos F-111F sendo submetidos a testes de motores tarde da noite. Mas qual seria o papel dos F-111, caso houvesse um ataque? Ao cair da noite do dia 14 de abril, segunda-feira, a resposta começou a aparecer de forma dramática.

Os lançamentos da USAF

Às 17h45min, seis KC-135 Stratotanker decolaram de Mildenhall, seguidos às 18h pelos primeiros dez KC-10A Extender. Enquanto os aviões-tanque corriam pela longa pista e ascendiam vagarosamente, os primeiros de 24 F-111F ligavam seus pós-combustores e decolavam de Lakenheath, a apenas 8 km de Mildenhall. Os F-111F estavam divididos em grupos de quatro e, sobre os campos de East Anglia, juntaram-se a seis dos Extender e dirigiram-se para sudoeste, para o primeiro ponto de reabastecimento, ao largo de Land’s End. Em Fairford, o lançamento de um único KC-10A às 18h12min foi seguido pelo de três outras aeronaves do mesmo tipo e dois KC-135A na meia hora seguinte. Entre 19h34min e 20h55min, três outros Extender levantaram voo. Acredita-se que os Extender de Fairford apoiavam os cinco aviões de ECM General Dynamics/Grumman EF-111A Raven que saíram de Upper Heyford, enquanto os dois Stratotanker destinavam-se a reabastecimento aéreo de uma parte dos Extender, durante seu retorno, mais tarde.

Para o mais novo avião de caça e ataque da USN, o McDonnell Douglas F/A-18A Hornet, a operação "El Dorado Canyon" foi o batismo de fogo.
Para o mais novo avião de caça e ataque da USN, o McDonnell Douglas F/A-18A Hornet, a operação “El Dorado Canyon” foi o batismo de fogo.

Seis F-111F e dois EF-111A atuavam como reservas; entre 20h30min e 21h30min todos esses F-111F retornaram a Lakenheath, e um dos EF-111A voltou para Upper Heyford. O segundo EF-111A de reserva prosseguiu até a área do alvo. A proibição de sobrevoar território espanhol e francês obrigou o grupo principal a fazer uma volta, contornando a Baía de Biscaia e o lado atlântico da Península Ibérica, antes de dobrar para leste e entrar no Mediterrâneo pelo Estreito de Gibraltar. Os F-111 levavam bombas a laser e de queda livre, de modo que não havia lugar para tanques externos de combustível. Foram estabelecidos quatro pontos de reabastecimento aéreo com o rádio em silêncio: o primeiro ficava ao largo do extremo noroeste da Espanha; o segundo era antes do contorno da costa portuguesa. Operando em frequências seguras de comunicação, a força de ataque possivelmente recebeu ordem definitiva para executar o ataque nas vizinhanças de Gibraltar. Os dois outros reabastecimentos ocorreram sobre o Mediterrâneo, antes de os F-111F e EF-111A virarem para o sul em direção a Trípoli.

Apoiando os F/A-18A, a VI Frota usou seus Vought A-7E Corsair Il. Esses aparelhos atuaram contra estações de radar e bases de SAM.
Apoiando os F/A-18A, a VI Frota usou seus Vought A-7E Corsair Il. Esses aparelhos atuaram contra estações de radar e bases de SAM.

Para a Marinha as coisas foram um pouco menos complicadas. Os porta-aviões America e Coral Sea estavam posicionados no Mediterrâneo, a noroeste da costa Líbia, com suas aeronaves sendo examinadas e armadas antes do posicionamento para seu lançamento. A tarefa da USN era atacar o quartel de Al jumahiriya, em Bengázi, além do aeroporto da cidade, que abrigava aeronaves militares. Às 22h20min foi dado o sinal para o lançamento do primeiro avião do Coral Sea. Na hora que se seguiu, oito Grumman A-6E Intruder e seis McDonnell Douglas F/A-18A Hornet taxiaram para a frente, foram fixados à catapulta e lançados. A bordo do América, a sequência foi semelhante: o lançamento de seis A-6E e seis Vought A-7E Corsair II iniciou-se às 22h45min e terminou às 23h15min. A força combinada de Intruder atacaria alvos em Bengázi, enquanto os A-7E e F/A-18A efetuariam missões de neutralização de bases de SAM, com mísseis ar-superfície Shrike e HARM. Várias aeronaves de apoio também foram lançadas dos porta-aviões, incluindo Grumman F-14A Tom-cat, para dar cobertura às forças de ataque, Grumman EA-6B Prowler, para tarefas de interferência em radares, Grumman E-2C Hawkeye, na função AEW, e Grumman KA-6D, para reabastecimento aéreo das aeronaves da Marinha.

O início dos ataques

Os ataques coordenados às duas cidades líbias começaram às 23h54min, quando os A-7E e F/A-18A da Marinha lançaram seus primeiros mísseis anti-radiação contra bases de SAM e estações de radar que defendiam Bengázi. Ao mesmo tempo, os três EF-111A começaram a interferir nas frequências de defesa das vizinhanças de Trípoli. Minutos depois, dezoito F-111F completamente armados cruzaram a linha da costa líbia a cerca de 60 m de altitude. Os norte-americanos pegaram os líbios totalmente de surpresa: Trípoli estava completamente iluminada, e os pilotos podiam ver os carros rodando nas ruas. Os F-111F executaram uma manobra planejada e dividiram-se em três células de seis aviões. Duas delas viraram abruptamente para a esquerda e dirigiram-se para a base naval de Sidi Bilal e para o quartel de Azízia, onde Kadafi morava. A terceira célula continuou rumo sul antes de encaminhar-se para o aeroporto militar de Trípoli.

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Havia chegado a hora de o equipamento designador a laser “Pave Tack” dos F-111F fazer sua parte, mas começaram também a aparecer os resultados negativos das restrições impostas por Washington. Rumando para os alvos selecionados, os dois primeiros grupos de aviões rapidamente ascenderam a 150 m para possibilitar a aquisição do alvo. No treinamento, o WSO alinha a retícula de mira no seu visor infravermelho — para “fixar” o casulo indicador no alvo: um fino feixe de laser sai da carenagem e vai até o alvo. Não importa qual seja a manobra efetuada, o “Pave Tack” é capaz de manter o alvo “iluminado”, graças à torreta móvel, permitindo que as bombas “Paveway” sigam o feixe laser e acertem o alvo em cheio. Na prática, no entanto, surgiram problemas. Apesar de os alvos serem grandes e relativamente fáceis de adquirir, os organizadores da missão tinham determinado que fossem duplamente fixados, pelo radar e pelo visor infravermelho, antes que as bombas fossem lançadas; qualquer falha dos sistemas deveria ser seguida de suspensão imediata do ataque. Por esse motivo, cinco F-111F foram impedidos de atacar. Quatro deles faziam parte do grupo de doze aviões que tinham como função atingir o quartel e a base naval. Os oito aviões restantes efetuaram ataques únicos em baixa altitude, lançando sua carga mortal de quatro bombas guiadas a laser de 907 kg cada antes de evadir para o norte a 835 km/h e a cerca de 75 m de altitude, em direção ao ponto de encontro combinado com outro grupo de F-111F, sobre o Mediterrâneo.

A força de F-111F sofreu a perda de uma aeronave e sua tripulação. Os líbios estavam usando canhões ZSU-23-4 e SAM SA-2, 3 e 5, fornecidos pelos soviéticos. Os norte-americanos afirmam que algumas das baixas líbias no ataque foram causadas pela queda de seus próprios SAM sobre áreas civis, após a queima de seu combustível. Enquanto os oito aviões fugiam por sobre a linha da costa, um deles desapareceu. As circunstâncias exatas da perda ainda estão um pouco confusas. Acreditou-se inicialmente que o avião havia sido atingido durante a aproximação do alvo, forçando o piloto a entrar em uma curva de 70°. A força centrífuga teria arrancado as bombas guiadas a laser de 907 kg de seus cabides, fazendo-as cair sobre quarteirões residenciais civis e a embaixada da França. Essa explicação foi negada pelo Pentágono, que salientou não ter sido transmitida mensagem de emergência pela tripulação enquanto o avião ia para o mar. Ademais, se o avião tivesse sido seriamente danificado, é pouco provável que conseguisse voar 30 km antes de desaparecer. Outros três pilotos norte-americanos relataram ter visto o clarão de uma grande explosão quando passaram a sobrevoar o mar. Acredita-se que o avião tenha caído no mar em alta velocidade, provavelmente em decorrência de desorientação do piloto ou de falha dos sistemas de bordo. Uma longa busca foi conduzida nas primeiras horas da manhã seguinte, mas não foi encontrado nenhum sinal.

Para a célula restante de F-111F, o alvo era o aeroporto militar de Trípoli. Os aviões estavam armados com bombas retardadas de alto arrasto Mk 82 de 227 kg, que foram lançadas de cerca de 60 m de altitude. As imagens das câmaras de ataque mostram nitidamente a destruição de dois transportes quadrimotores Ilyushin Il-76. Da mesma forma que o grupo de F-111F atacando o outro alvo, essa célula também sofreu uma diminuição de seu poderio de ataque, quando uma aeronave foi forçada a suspender a ação, devido a falha de seus sistemas. Quando as últimas bombas caíam sobre o alvo, os jatos se dirigiam para o ponto de encontro sobre o mar.

Carregados de bombas, os dezoito F-111F escalados para atacar alvos em Trípoli precisaram de quatro reabastecimentos em voo para chegar à Líbia. Cada quatro F-111F tinham um tanque KC-10A.
Carregados de bombas, os dezoito F-111F escalados para atacar alvos em Trípoli precisaram de quatro reabastecimentos em voo para chegar à Líbia. Cada quatro F-111F tinham um tanque KC-10A.

Enquanto a USAF castigava seus alvos em Trípoli, a USN atacava Bengázi. As investidas para aniquilação de SAM e radares efetuadas pelos A-7E e pelos F/A-18A haviam eliminado as ameaças. Quando os A-6E se dirigiam para seus alvos com bombas de 227 e 340 kg, foi ouvida a transmissão de um comandante de bateria de SAM e estação de radar, informado a seus superiores que as defesas estavam inativas, vítimas dos ataques de Shrike e HARM. O lançamento das bombas dos A-6E foi iniciado à 00h01min. Um intenso, mas inútil fogo de solo foi dirigido contra as aeronaves da Marinha. Dois aviões tiveram que suspender seus ataques por falha dos sistemas. A base aérea de Benina foi atacada com sucesso, sem que houvesse tentativa de decolagem por parte dos interceptadores MiG-23. Pelo menos quatro MiG foram destruídos, além de dois helicópteros Mil Mi-8 e um transporte Fokker F.27. Várias outras aeronaves foram severamente danificadas.

Por volta das 00h13min, todas as aeronaves da Marinha já estavam ao largo da costa líbia e rumando para seus respectivos porta-aviões. As do Coral Sea já estavam todas a bordo por volta das 00h46min, enquanto o América resgatou sua última aeronave às 00h53min. A força de F-111F dirigiu-se para o primeiro ponto de reabastecimento da etapa de retorno, onde encontrou-se com os KC-10A que haviam ficado bem distantes do perigo. Um avião teve problemas de superaquecimento nos motores, e foi forçado a desviar para Rota, na Espanha, durante o longo voo de volta à Grã-Bretanha. O caminho de volta praticamente seguiu ao inverso o plano de voo estabelecido para a ida até os alvos. Outros reabastecimentos aéreos foram efetuados antes de o primeiro avião de combate pousar em Lakenheath, às 06h30min de 15 de abril. Mildenhall, Fairford e Upper Heyford também receberam de volta suas aeronaves-tanque e seus EF-111A ao romper da aurora. Por volta das 10h, todas as aeronaves que retornaram já haviam pousado em segurança.

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A atividade militar ainda era intensa; a fase posterior ao ataque exigia tantas missões de reconhecimento sobre os alvos quanto possível, para que todos os fatos ocorridos fossem registrados. Assim, três KC-135Q e dois KC-10A foram lançados entre 01h30min e 03h20min para proporcionar reabastecimento em voo para a primeira missão de reconhecimento a grande altitude depois do ataque, efetuada por, um dos SR-71A baseados em Mildenhall, lançado às 04h. Às 05h15min, decolou o segundo SR-71A, marcando a primeira missão simultânea de reconhecimento efetuada pelos Blackbird de Mildenhall. Seus esforços, no entanto, foram frustrados por uma densa camada de nuvens que os obrigou a pousar às 09h48min. Voos duplos semelhantes foram realizados nos dias 16 e 17 de abril.

Quando os F-111F se lançaram sobre Trípoli, as defesas aéreas líbias foram apanhadas de surpresa. Logo, porém, o céu era cortado pelas balas traçantes dos ZSU-23-4 e por vários SAM. Os americanos afirmam que os SAM, caindo sobre a terra, vitimaram civis.
Quando os F-111F se lançaram sobre Trípoli, as defesas aéreas líbias foram apanhadas de surpresa. Logo, porém, o céu era cortado pelas balas traçantes dos ZSU-23-4 e por vários SAM. Os americanos afirmam que os SAM, caindo sobre a terra, vitimaram civis.

As informações obtidas pelos SR-71, juntamente com as de outras plataformas de reconhecimento como os RC-135W de Hellenikon, confirmaram que os cinco alvos visados haviam sido atingidos, e que danos consideráveis tinham sido provocados. Áreas civis também tinham sido atingidas — segundo os norte-americanos, por engano —, mas em termos gerais a missão foi vista como bem-sucedida.

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A primeira reação líbia foi um ataque de mísseis contra uma base norte-americana na ilha italiana dê Lampedusa, em 16 de abril. A base havia proporcionado um sinal eletrônico para alinhar os F-111F em sua aproximação de Trípoli, mas o ataque retaliatório não obteve sucesso. Muitas ameaças vieram do regime líbio, mas o próprio Kadafi não aparecia. Cresceram os rumores de que ele havia sido morto no ataque contra o quartel de Bengázi, mas fontes em Washington negavam ter pretendido eliminar o líder líbio. Como foi visto mais tarde, Kadafi não havia morrido, mas sua filha, de dezesseis meses, perecera em Azízia.

Mesmo antes de os aviões de ataque da Força Aérea terem retornado a suas bases na Inglaterra, aparelhos de reconhecimento a grande altitude SR-71 Blackbird estavam indo para a Líbia, para fazer a primeira avaliação dos estragos provocados. A princípio, o mau tempo perturbou as fotografias, mas nos dias 16 e 17 ficou claro que diversas aeronaves tinham sido destruídas ou danificadas na base de Benina pelos A-6E da Marinha, além dos Il-76 de transporte inutilizados em Trípoli pelos F-111F.
Mesmo antes de os aviões de ataque da Força Aérea terem retornado a suas bases na Inglaterra, aparelhos de reconhecimento a grande altitude SR-71 Blackbird estavam indo para a Líbia, para fazer a primeira avaliação dos estragos provocados. A princípio, o mau tempo perturbou as fotografias, mas nos dias 16 e 17 ficou claro que diversas aeronaves tinham sido destruídas ou danificadas na base de Benina pelos A-6E da Marinha, além dos Il-76 de transporte inutilizados em Trípoli pelos F-111F.

Em seu pronunciamento à nação logo após os ataques, Reagan afirmou: “Quando nossos cidadãos sofrerem abusos ou forem atacados em qualquer lugar do mundo, sob as ordens diretas de um regime hostil, nós responderemos, enquanto eu- ocupar o cargo. A autodefesa não é apenas um direito nosso, é nosso dever”.

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FONTE: Aviões de Guerra #59 – Edição: CAVOK


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109 COMENTÁRIOS

  1. A Águia…, em um de seus muitos momentos de fúria!
    Incrível a movimentação logística nessa operação, e o número de reabastecedores envolvidos.
    Excelente artigo, Tchê! Obrigado por compartilhar…
    😉

  2. Esse estilo cowboy cai melhor pros Estados Unidos. Já o estilo picolé de chuchu do Obama 'tá por fora' como se diz na gíria. Os recentes ataques ao Isis parece ter despertado esse comportamento de polícia mundial.

  3. Dizem as mas línguas que o Governo Francês não permitiu as forças americanas em suas bases em virtude de ser financiado pelo Kadafi que mandava rios de dinheiro para as campanhas presidenciais francesas.

  4. Agentes líbios a mando de Kadafi colocaram uma bomba numa boate na Alemanha. O local era frequentado por militares americanos. Quase duzentos morreram no atentado. Também houve o atentado contra o avião da Pan Am, mas não lembro agora se foi antes ou depois da El Dorado Canyon.

  5. Kadafi, ou melhor, o dinheiro do Seu Madruga do Oriente e a cúpula francesa, andavam de mãos dadas!

  6. Não foram 200, mas TRÊS pessoas, sendo 02 militares americanos, Em represália 100 líbios foram mortos! A Líbia na época era um dos países que desafiavam o ocidente e era uma ameaça à Israel, por financiar palestinos, uma ação semelhante que os Usa faziam na Nicarágua e no Afeganistão. Junte a isso a necessidade de Reagan de mostrar força para ganhar votos americanos na próxima eleição

  7. Os AMericanos e seu senso de Humor refinado….de quebra "sem querer, querendo" mandaram uma recado para a França….Mandando Pelos ARES sua Embaixada em Tripoli….,

  8. Os americanos também agem assim! não ataca seus clientes, mas eles atacam com gosto os clientes dos outros, coisa de gângster que vende proteção,

  9. Falar em gângster, mais um envolvido no Petro Lama fez a delação premiada. Com a grana roubada dava pra compra muitos caças e fortalecer as FFAAs do Brasil, porém, governo terrorista quer enfraquecer os militares.

  10. Agora a França aprendeu a obedecer…viu o caso do Vladivostok….kkkkk

  11. o termo policia do mundo foi inventado pelos proprios americanos, para lhes dar a aura de defenderem a lei, quando na realidade eles agem como uma quadrilha que luta para manter o controle do crime!

  12. Essa passagem do relato é sensacional:
    Um dia, sobre o Arizona, estávamos monitorando a frequência de rádio de todos os aviões comuns abaixo do nosso. Primeiro o piloto de um Cessna pediu aos controladores de voo para checar sua velocidade em relação ao solo. “Noventa nós” (166 km/h), disse o controlador. Em seguida um Twin Bonanza fez o mesmo pedido. “Cento e vinte” (222 km/h), foi a resposta. Para nossa surpresa, um F-18 da marinha entrou no rádio com uma checagem de velocidade em relação ao solo. Eu sabia exatamente o que ele estava fazendo. É claro que ele tinha um indicador no cockpit, mas ele queria mostrar aos teco-tecos como era rápido. “Dusty 52, temos você a 620 (1148 km/h) no solo”, foi a resposta do controlador. A brincadeira foi além. Ouvi o clique do microfone de Walter. Com sua voz inocente, Walter surpreendeu o controlador perguntando a ele qual a nossa velocidade a 81.000 pés, muito acima do espaço aéreo controlado. Em uma voz tranquila e profissional, o controlador respondeu: “Aspen 20, tenho você a 1982 nós (3670 km/h)”. Não ouvimos nenhuma outra transmissão naquela frequência até chegar à costa.

  13. sim, foi ao mar com a tripulação russa para fazer treinamento e comissionamento do navio! exatamente como prometido!

  14. Só faltou o ET de Varginha perguntar a que velocidade estava…..rs…

  15. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  16. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  17. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  18. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  19. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  20. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  21. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  22. Giordani, peguei essa notícia do site Terra.
    Hanaa Kadafi (filha adotiva)
    Kadafi manteve por anos a versão de que sua filha adotiva Hanaa havia sido morta por um ataque aéreo em 1986, quando tinha apenas 18 meses. No entanto, desde a revolução do ano passado, há cada vez mais indícios de que Hanaa está viva. Mas pouco se sabe sobre sua situação atual. Imagens de arquivo mostravam Hanaa brincando com o pai e irmãos anos depois do ataque aéreo.

    Documentos encontrados na residência de Kadafi, em Bab al-Aziziyah, incluem histórico médico e até mesmo um certificado do Consulado Britânico no nome de Hanaa Muammar Kadafi. Fontes anônimas disseram à imprensa líbia que Hanaa é formada em medicina e trabalhou no Centro Médico de Trípoli por vários anos.
    Segue o link. http://noticias.terra.com.br/mundo/kadafi-1-ano-a

  23. naquele tempo como hoje, a resposta depende do alvo!

    na epoca a Libia estava com pessimas relações com os demais paises arabes, principalmente o Egito, ficou facil para os americanos, que demonstram uma coragem enorme contra quem não tem como se defender!

  24. Em 1977, durante poucos dias, Líbia e Egito se enfrentaram na fronteira. A Líbia não concordava com a posição política do Egito em relação a Israel.

  25. Khadaffi foi um ditador torcidário, que entrou em guerra contra todos (mesmo todos) os vizinhos, patrocinado militarmente por soviéticos – o bombardeiro estratégico TU-22 serviu para bombardear cidades, não alvos militares – e que foi, a seu tempo, o maior patrocinador do terrorismo mundial. Durou tempo demais no poder. Infelizmente, houve poucos "El Dorado Canyon".

    O F-111 deixa muitas saudades, aliás incrível que mesmo hoje, as suas capacidades de bombardeiro são difíceis de bater.

  26. acho que os moradores de Hanoi gostariam de opiniar sobre o bombardeio de cidades com objetivos politicos! bem como os governos da Nicaragua, Cuba, Irã, Libano, Siria, Iraque, Camboja, Afeganistão sobre o apoio americano a grupos terroristas!

    Kadafi apoiou a OLP, como a maioria dos paises arabes, mas o maior pecado do Kadafi foi ser da ala mais radical da OPEP, que queria usar o petroleo como arma contra o ocidente, isso foi imperdoavel para os paises capitalistas!

    até onde se sabe, Kadafi era sim um ditador, mas menos cruel que Saddan que recebeu armas dos americanos para lutar contra o Irã, Menos do que Somoza da Nicaragua ou demais ditaduras militares da america latina como as particularmente sanguinarias chilena e argentina, sendo que essa ultima e responsavel pelo desaparecimento de mais de 30.000 pessoas, para uma população na epoca de 30 milhões, vc já tem noção do quantidade de sangue que correu por lá! Menos cruel que de Mobutu no Zaire, todos esses governos eram pro-ocidente e cairam de podre, não porque os americanos interferiram!

  27. quem precisa passar pelo inferno, acaba dançando com o diabo…

  28. Caro Afonso, os moradores de Assunção Paraguay também adoram um certo povo que a Serviço da Corôa Britânica e sob o comando de um príncipe *(fajuto) francês arrasou aquele país matando 95% dos homens (incluindo crianças do sexo masculino), arrasou hospitais matando doentes e feridos, e o escambau..

  29. MJBlaya

    Pode guardar essa conversa para boi dormir para quem precisa de ouvir uma história simples e básica para arrumar a sua mente simples e básica.

    Essa táctica de meter tudo no mesmo saco para dar peso ao argumento não nega o essencial. Khadaffi era um ditador que matou o seu próprio povo, e patrocinou o terrorismo internacional, tendo sido armado pela amante dos povos livres.

    Inclusivamente com bombardeiros estratégicos. Por muito malvados que os "primos do norte" sejam, estes não vendem bombardeiros estratégicos a lunáticos – no questions asked.

    Mas estou certo que terá uma justificação socialista para a luta contra o capitalismo nos bombardeamentos sobre esses colossos do capitalismo mundial com são a Tanzânia, o Sudão, e o Chad e especialmente essa Capital Consumista que se chama Mwanza – cidade aliás cujo TU-22 falhou por completo o objectivo.

    Obviamente, que a qualidade do aparelho não está em causa…

  30. esta peleia vai ser boa!… a casa vai ficar pequena para tanto… Alô Valduga!!! faz um puxado aí no Cavok, pra ontem! rsrsrs

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